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Em Nova iguaçu, Mercado Popular de Miguel Couto é motivo de queixa entre comerciantes

Em Nova iguaçu, Mercado Popular de Miguel Couto é motivo de queixa entre comerciantes

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Reportagem; Davi de Castro

NOVA IGUAÇU - O sonho de ver o Mercado Popular de Miguel Couto, em Nova Iguaçu, funcionando de forma a agradar a população e os clientes, ainda está longe de se tornar realidade. A reforma feita na estrutura do mercado pelo prefeito Nelson Bornier (PMDB) deixou a desejar e o que já não era bom, ficou ainda pior com o governo Rogério Lisboa (PR). Além do calor, pela falta de funcionamento de metade dos aparelhos de ar-condicionado e dos banheiros sem iluminação, as brigas nos bares situados no interior do mercado são constantes pela falta de segurança, e ajudam afastar ainda mais a clientela. Os finais de semana também estão ficando vazios, causando prejuízos aos comerciantes.

Logo na entrada do Mercado Popular, situado no centro de Miguel Couto, o primeiro impacto é causado na hora de usar os banheiros. No dos homens, a luminária não acende. “O nosso às vezes acende, as vezes não”, conta Janaína Pitoja, 40 anos, ao sair dele, se derretendo pelo calor. Lá dentro, com o interior do mercado vazio de clientes, a sensação é a de passar próximo a um forno de padaria, certamente porque três dos seis aparelhos de ar-condicionado não estão funcionando. “Nos dias que o mercado está mais cheio, fica um mormaço. Isso não é muito confortável. É um pouco quente. Com a crise, a clientela também caiu”, comenta Márcia Cristina da Silva, que evitou a falar a idade. “A coisa que dá dinheiro aqui é aquilo ali…(aponta para os bares e completa).. bebidas alcoólicas”.

Bebedeira e brigas são constantes

No box vizinho, seu José Francisco, 74 anos, descreve melhor o ambiente. “Aqui tem muita briga, muita confusão, por causa de bebedeira”, diz, dando a entender que essa situação ajuda a afastar a clientela do mercado. Para ele, a venda de bebidas alcoólicas deveria ser proibida no interior do Mercado Popular. No local, vários comerciantes concordaram que as brigas nos bares atrapalham o comercio em geral, afastando clientes. Alegando “questões politicas”, alguns comerciantes não querem ser identificados, mas sustentam que a “falta de segurança” no Mercado contribui para a confusão. “Tanto o prefeito Bornier quanto este Rogério, se preocupa, com votos. Nas eleições, eles aparecem e resolver a segurança e tudo que a gente pedir. Estamos aguardando”, ironizam.

Eleitor arrependido

Memória – O Mercado Popular de Miguel Couto, situado no centro do bairro do mesmo nome, foi prometido no ano eleitoral, 2000, e inaugurado no ano 2002, na primeira gestão do prefeito Nelson Bornier, que, em seguida, o abandonou. Em 2016, ano eleitoral, o mesmo prefeito reformou a estrutura do Mercado, com 87 boxes, numa área de 980 metros quadrados, equipado com ar-condicionado. Em seguida, o prefeito se comportou da mesma forma e perdeu as eleições para Rogério Lisboa, em quem grande parte do eleitorado de Miguel Couto depositou confiança. “De nada adiantou até agora esse nosso voto”, avalia Germando Pereira, 66 anos, frequentador do Mercado.

Via: Jornal de hoje
21/09/2017

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