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Jovem mantém esperança de encontrar cadela após acidente no Arco Metropolitano


No dia 7 de outubro do ano passado, a estudante Julianna Vasconcellos, de 27 anos, vivia o seu mais terrível drama. Estudante de medicina em Vassouras, onde mora, a jovem, que ia para Rio Bonito, onde residem os pais, passava pelo Arco Metropolitano, na altura do bairro de Geneciano, em Nova Iguaçu, quando percebeu que estava sendo seguida. Com sua cadelinha Maya, da raça Golden Retrivier, de 8, dentro do carro, Julianna, na fuga, acabou perdendo a direção do veículo e capotou. Maya acabou desaparecendo. Esperançosa, a estudante espera reencontra o animal, tratado por ela como filha.

A jovem foi levada para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (Posse), onde foi medicada e transferida para o Hospital São Lucas, em Icaraí, Niterói. Ela passou por três cirurgias nas pernas e uma no abdômen. A jovem quebrou as duas pernas e rompeu uma alça intestinal, o que gerou sepse e agravou o quadro clínico. Mas sua maior dor parece ter sido o desaparecimento da cadelinha.

“No Arco Metropolitano, um carro preto começou a me fechar. Foi quando perdi a estabilidade na pista e joguei o carro no canteiro central. Bati de frente com um poste de iluminação e, então, desacordei. Depois, quando acordei, perguntei pela Maya e as pessoas diziam que ela estava sendo cuidada pelos bombeiros, mas não estava. Só queriam me manter tranquila. Sempre levava a Maya comigo no carro, mas neste dia ela iria ficar em casa, mas ela entrou no carro enquanto eu colocava as bolsas na mala e não saiu de jeito nenhum. Fiquei com pena e a levei”, lembrou Julianna.

Julianna conta que um primo e alguns bombeiros voltaram ao local do acidente enquanto ela estava sendo medicada para procurar a cadelinha, mas ela não foi localizada.

“Foram 40 dias internada, sendo 12 no CTI. A dor era grande, assim como a angústia de saber que a minha menina estava perdida por aí, sem meus cuidados, mas eu nada podia fazer, se não, orar. Venho superando as expectativas dos médicos e evoluindo super bem. Não posso reclamar de nada. Duas amigas, a Vivian Freitas e a Karen Weley criaram a página no Facebook – “Procura-se Maya” e, de repente, eu tinha um batalhão de gente lutando comigo e por mim. Foi algo extraordinário”, conta a tutora de Maya.

Julianna afirma que não está sendo fácil chegar em casa e não ter a cadelinha a esperando na porta. “Não precisava de despertador, porque ela sempre me acordava de manhã. Não tenho mais minha companhia pra novela das nove, não compro mais três pencas de banana no mercado, porque não dou conta de comer tudo sozinha, sem ela aqui pra me ajudar. Não tenho mais pelo nas minhas roupas, não canto e danço mais pela casa com ela sorrindo atrás de mim. Um pedacinho de mim se foi. Tá faltando amor na minha vida”, lamentou emocionada.

Para quem tiver informações sobre Maya, basta ligar para seguintes telefones: (21) 99801-9883 / 98736-6168 / 98129-5930 / 97981-8736. Vale lembrar que Maya, tem uma pinta na língua.

Por Diego Valdevino
via: Jornal de hoje
24/02/2018

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