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Sem verba, Apae está prestes a fechar as portas em Nova Iguaçu


A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais em Nova Iguaçu (APAE-NI) corre o risco de encerrar suas atividades no município. A instituição, que atende a centenas de crianças e adolescentes, está atravessando sérias dificuldades por falta de apoio financeiro e de voluntários.

Criada há mais de 60 no Brasil, a instituição cresceu e se espalhou por várias cidades do nosso país, cuidando e promovendo a saúde, o desenvolvimento e o bem-estar de milhares de crianças e jovens portadores de deficiências em todo território nacional. O exemplo também cresceu pelo mundo.

A APAE foi fundada em Nova no dia 19 de julho de 1990, com apoio de muitas empresas e voluntários. Até hoje a instituição, que atua de forma filantrópica e sem fins lucrativos, presta serviços à centenas de crianças e adolescentes. Conquistou sua sede própria na Rua dos Antúrios, nº 34, bairro Jardim Margarida, ao lado da Via Dutra, próximo ao bairro Monte Líbano.

Nestes 28 anos de Nova Iguaçu, apesar da importância do trabalho desenvolvido, a instituição atravessa sérias dificuldades financeiras e corre o risco de encerrar suas atividades. Esse trabalho não tem ajuda de governos e, atendendo aos princípios básicos de sua criação, sempre dependeu de voluntários e doações financeiras.

Sem dinheiro para continuar

Atualmente, de acordo com a presidenta Alessandra Vidal, a APAE cuida de 60 crianças excepcionais e para isso dar conta com o trabalho de quatro terapeutas, que são fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, psicóloga e fisioterapeuta, além de atendimento odontológico. Ela adianta também que os serviços são prestados em dois turnos, pela manhã, das 8h às 12h; e à tarde, das 13h às 17h. “Como estamos em dificuldades financeiras e com poucos voluntários para manter nossa estrutura, a APAE de Nova Iguaçu corre sério risco de encerrar suas atividades no município”, lamenta Alexandra. O telefone de contato da instituição é (21) 2695-9500 e está disponível para quem quiser prestar algum tipo de serviço ou fazer doações.

>>A origem da APAE – O movimento que gerou a APAE teve início no dia 11 de dezembro de 1954, no Rio de Janeiro. A motivação do trabalho começou com a chegada de Beatrice Bemis ao Brasil, procedente dos Estados Unidos. Ela era integrante do corpo de diplomacia norte-americana e mãe de uma menina com Síndrome de Down.

Na ocasião, um grupo de pais, professores, amigos e médicos de crianças excepcionais tiveram a ideia de fundar uma entidade, sem fins lucrativos, para cuidar, prevenir e proteger o desenvolvimento de crianças especiais.

Assim, criaram a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A partir daí a instituição se espalhou por todo o nosso país, cujo exemplo ajudou a ampliar os serviços em outros continentes, principalmente nos Estados Unidos.

por Davi de Castro
via: Jornal Extra
11/03/2018

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