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Polícia prende homem que vendia histórico escolar falso em Nova Iguaçu

Por Marcelo Bruzzi, Foto reprodução GloboNews

Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon) prenderam, nesta terça-feira (16) em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio, Paulo Vinícius Correia da Silva, de 24 anos. Ele vendia diplomas falsos de ensino médio, conforme exibido em reportagem da GloboNews.

Silva foi indiciado por falsificação de documento público. Em depoimento, ele disse que vende diplomas há sete meses e que já negociou pelo menos 200 documentos falsificados de três colégios estaduais – para isso, até falsificava assinaturas.

Com ele, os investigadores apreenderam uma declaração de conclusão do ensino médio, um histórico escolar e um carimbo com dados de uma secretária da rede estadual de ensino.

"Este é só o início, a ponta do iceberg. Com certeza outras pessoas serão identificadas e presas. Esse tipo de situação só existe porque há pessoas que compram e estas também estão cometendo um crime", afirmou a delegada Daniela Terra.

Venda pela internet

A reportagem da GloboNews mostrou a ação de Paulo Vinícius. Em um encontro marcado na estação de metrô de São Cristóvão, sem saber que era filmado, ele garante a qualidade das falsificações.

"Nunca deu nenhum problema, 120% de garantia", afirmou.

O primeiro contato se dá na internet. Paulo Vinícius garantia ter a solução para pessoas que precisam de emprego, mas não têm o diploma de ensino médio. Ele vendeu o certificado de conclusão por R$ 150 e o histórico escolar por R$ 250.

"Infelizmente vemos uma escalada de apresentação de documentos falsos. Em pouco tempo, vamos ultrapassar a fronteira na qual isso se torna um problema muito alarmante. Em uma pesquisa rápida que fiz há pouco tempo, todas as empresas consultadas responderam que lidaram com episódios de recebimento de diplomas falsos", disse o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Paulo Sardinha.

Para atrair novos compradores, Paulo Vinícius mostra mensagens de pessoas que compraram diplomas e certificados falsos e que, por meio deles, conseguiram entrar no mercado de trabalho.

O Código Penal prevê pena de até seis anos de prisão para quem comete o crime de falsficação de documentos.

"A pessoa que adquire de forma consciente um documento falso também terá que responder pelo crime. A partir do momento em que alguém entra em uma rede social, vê o anúncio de diploma falso e o compra, está configurada a ação dolosa", explicou o advogado criminalista, Diogo Tebet.

"Com o tempo, por conta do comportamento e da falta de habilidade no ambiente do trabalho, essa pessoa será descoberta. É só uma questão de tempo", avaliou Sardinha.

Na troca de mensagens com a GloboNews, o vendedor diz saber que pode ser alvo de uma investigação da polícia. Ele também afirma que a escola também está envolvida na fraude.

O histórico escolar vendido à equipe da GloboNews é do Ciep 119, em Austin, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A falsificação, com notas e dados inventados, tem o carimbo de uma secretário e um diretor-adjunto.

A Decon abriu um inquérito para investigar se os funcionários fazem parte da quadrilha ou se os carimbos foram clonados.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro afirmou não ter conhecimento sobre esse caso.

O órgão informa, ainda, ter instaurado uma comissão de sindicância para apurar a veracidade das informações e a eventual participação das pessoas citadas na reportagem.

"Este documento, em uma análise superficial, onde não há disposição para uma análise mais profundo, seria bem aceito. Em um olhar rápido, parece um documento preenchido de forma correta e não chama muito a atenção. Ou seja, a fraude está cada vez mais sofisticada", considerou Sardinha.

Via: G1
16/05/2018

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