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Vai faltar água! Rio e Baixada terão fornecimento interrompido para manutenção no Guandu no dia 25/11

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quinta-feira, novembro 18, 2021


Como parte da preparação da Cedae para o Verão 2021/2022, a companhia fará a manutenção preventiva do Sistema Guandu no dia 25/11, das 8h às 20h. O serviço mobilizará 400 profissionais entre engenheiros, eletricistas, mecânicos e agentes de saneamento, além de 28 veículos na operação. Composto pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu e dois subsistemas de água tratada, Marapicu e Lameirão, o sistema é responsável pelo abastecimento de mais de 9 milhões de pessoas - o que representa 85% no Município do Rio de Janeiro e 70% da Baixada Fluminense.

A ação permite reparos e correções necessárias, como limpeza das estruturas, inspeção das instalações e substituição de válvulas e registros. Executada todos os anos, a operação este ano coincide com obras de modernização do sistema, como explica o diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Daniel Okumura:

- Vamos paralisar o sistema para fazer os reparos preventivos para o período do ano em que a estação é mais demandada. Paralelamente, as obras de modernização do Guandu focadas na melhora da eficiência do processo de tratamento da ETA seguem em andamento, o que vai gerar reflexos positivos já no próximo Verão.

Investimento de R$ 800 milhões, as obras do Guandu incluem aquisição de novos equipamentos e reforma das instalações. Essas intervenções incluem modernização dos filtros, eficientização do processo de limpeza dos decantadores, substituição de válvulas, reformulação do Centro de Controle Operacional (CCO) e do sistema de monitoramento.

Desligamento e normalização do abastecimento

O Sistema Guandu precisa ser desligado por 12 horas durante a operação, interrompendo temporariamente o fornecimento de água para os municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Belford Roxo.

O abastecimento será retomado após a conclusão da manutenção, mas em alguns pontos das cidades, como ruas elevadas, por exemplo, o fornecimento poderá levar até 72 horas para normalizar.

Durante o período, a Cedae organizou esquema especial para atender com carros-pipa hospitais, unidades do Corpo de Bombeiros, escolas e demais serviços essenciais nas áreas de atuação da Companhia. Também será feito contato frequente com a empresa Águas do Rio, responsável pela distribuição de água em 124 bairros do Município do Rio e cidades da Baixada Fluminense afetadas pela paralisação.

A companhia recomenda à população que reserve água para o período, adiando tarefas não essenciais que exijam grande consumo. Clientes da Cedae podem pedir o abastecimento por caminhão pipa pelo telefone 0800-282-1195.

Para mais informações sobre as áreas de atuação da Cedae e da Águas do Rio, a Companhia disponibiliza em sua página oficial ferramenta que indica a concessionária responsável pelo atendimento em cada bairro do Rio. O mapa dinâmico também mostra cidades que aderiram à segunda etapa do leilão de concessão, prevista para dezembro. Acesse pelo link: https://cedae.com.br/localizar

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18/11/2021

Dono de areal ilegal é preso pela PF próximo ao Rio Guandu, em Seropédica

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quarta-feira, novembro 17, 2021


Uma operação para reprimir extração mineral clandestina, batizada como 'Peneira', foi realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (17/11), na Baixada Fluminense. Durante ação, que aconteceu no município de Seropédica, o dono de um areal ilegal, que não teve o nome divulgado, acabou preso.

De acordo agentes, o local fica nas proximidades do Rio Guandu, que é a principal fonte de abastecimento de água no estado Rio de Janeiro.

Além da Delegacia de Polícia Federal de Nova Iguaçu, a ação contou com apoio da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (DELEMAPH).

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17/11/2021

Com problema da geosmina, Cedae acabou lançando metal pesado na água

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quarta-feira, abril 07, 2021


Neste 7 de abril, o dia da saúde, se descobre que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) anda lançando metais pesados na água que os moradores do Rio bebem. 190 toneladas de Phoslock, uma espécie de argila modificada que contém o lantânio, foram lançadas na lagoa do Guandu desde janeiro do ano passado, quando o problema provocado da geosmina deixou o cheiro e gosto ruim na água. As informações são dados da própria Cedae.

Conforme os relatórios da empresa, foram seis aplicações. A mais recente ocorreu no dia 23 de março, quando 28 toneladas do produto foram pulverizadas por uma embarcação no corpo d’água. Cerca de nome milhões de pessoas consomem a água. O material lançado é tóxico pesado, que pode causar sérios problemas à saúde.

Justiça

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), quer que a Cedae apresente, em até três dias, com clareza e objetividade, dados qualitativos sobre as reclamações de consumidores via ouvidorias que relatam a falta d’água e/ou a desconformidade dos seus padrões de potabilidade no Município do Rio, para compreender o período atual (até 05/04/2021), e desde a retomada da operação das bombas/elevatórias do Lameirão - ou seja, após 21/12/2020. Também foi determinada a apresentação de informações sobre o credenciamento e habilitação do laboratório utilizado pela Companhia que monitora "gosto" e "odor" da água.

Na petição que antecedeu a decisão, o MPRJ e Defensoria requereram dados sobre ouvidorias a respeito da falta d’ água e problemas de qualidade, segregando aquelas resolvidas antes de 48 horas daquelas com prazo de resolução superior ao mesmo período, esclarecendo o problema identificado e a solução (ainda que extemporânea) adotada pela Companhia. Requereram, ainda, dados de sobreposição destas ouvidorias com mapa da rede de abastecimento da CEDAE, seja por intermédio de rede fixa ou solução móvel (cisternas e caixas d’ água coletivas e caminhões-pipas).

Também foram pedidos esclarecimentos e demonstrações acerca da acreditação, certificação e credenciamento do laboratório que faz as análises dos parâmetros “gosto” e “odor” (nos períodos de janeiro de 2020 à abril de 2021), inclusive quanto aos seus prazos de validade e autorizações (vg. para “gosto”) pelos órgãos públicos competentes. Sobre o pedido em relação à acreditação do laboratório, o MPRJ e Defensoria descrevem que em uma consulta preliminar aos dados apresentados pela CEDAE observou-se que os documentos correlatos ao monitoramento dos parâmetros “gosto” e “odor” trazem dados de laboratório com certificação apenas para "odor" e, ainda assim, aparentemente vencidos.

Os pedidos acima foram requeridos em razão da CEDAE não ter fornecido os dados de forma clara e detalhada como determinado pelo Juízo da 8ª Vara de Fazenda Pública, em 18/03. Em sua manifestação processual, a concessionária informou que os dados apresentados “merecem tratamento, para desconsiderar, por exemplo, duplicidades geradas ou por espelhamento do sistema ou por diferentes reclamações referentes ao mesmo local”. Para o MPRJ e a Defensoria, estas ponderações só fariam sentido sob a perspectiva de quem não tem acesso aos dados e, principalmente, não é o responsável pelo recebimento, tratamento e encaminhamento das reclamações e soluções no bojo de uma Ouvidoria séria, fidedigna e eficiente. Assim, o dever de apresentação sobre estes dados (como as áreas sem abastecimento regular e a sobreposição das redes de abastecimento e soluções móveis, como caminhões-pipas) cabe à CEDAE, tal como reconhecido pelo Judiciário na decisão da 8ª Vara de Fazenda Pública, que inclusive fixou multa diária de R$ 300.000,00 em caso de descumprimento.

Na decisão proferida nesta terça, a magistrada reconhece razão aos autores da ação, "sobretudo no que se refere à relevância das questões postas nestas demandas, a partir do agravamento do quadro da atual pandemia relacionada ao vírus COVID-19".

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06/04/2021

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