RIO DE JANEIRO — A deputada estadual Índia Armelau (PL), parlamentar mais votada no Estado do Rio de Janeiro, causou forte repercussão ao utilizar suas redes sociais para orientar e incentivar empresários a demitirem ou perseguirem funcionários que manifestaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A atitude da deputada, que estimulou abertamente o boicote e a punição a trabalhadores em razão de suas convicções político-partidárias, gerou indignação entre entidades trabalhistas e de direitos humanos.
A postura dela em usar sua influência pública para sugerir o expurgo profissional de opositores foi classificada como uma grave incitação à discriminação e à perseguição no ambiente de trabalho, prática caracterizada como assédio eleitoral.
Diante da atitude da deputada, o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) acionou a Justiça, que concedeu uma decisão liminar determinando que Índia Armelau apague todas as publicações com esse teor no prazo de 48 horas. A ordem judicial também proíbe expressamente a parlamentar de realizar novas postagens que estimulem ou promovam a perseguição a trabalhadores por motivos políticos.
Em caso de descumprimento da ordem, foi fixada uma multa diária de R$ 5 mil. Além da retirada imediata dos conteúdos, a ação movida pelo MPT-RJ pede que a deputada seja condenada ao pagamento de R$ 500 mil a título de indenização por dano moral coletivo, devido à gravidade do impacto gerado por suas declarações para a sociedade.



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