RIO DE JANEIRO – O sistema de transporte ferroviário do Rio de Janeiro passa por uma mudança oficial. A concessionária SuperVia encerra, nesta sexta-feira (29), a operação dos trens urbanos após quase três décadas à frente do serviço. A partir deste sábado (30), a administração de toda a malha passa oficialmente para as mãos do consórcio "Nova Via Mobilidade".
O novo operador assume a responsabilidade por gerenciar um sistema complexo, que conta com cerca de 300 quilômetros de malha ferroviária e interliga a Central do Brasil a municípios da Baixada Fluminense, Zona Norte e Zona Oeste da capital.
A saída da SuperVia acontece após um longo período de severa crise financeira enfrentada pela concessionária. Entre os principais fatores apontados pela empresa para o colapso do antigo contrato de concessão estão:
Altos prejuízos acumulados nos últimos anos;
O impacto recorrente do furto de cabos e vandalismo na rede aérea, que prejudicavam a regularidade das viagens;
O congelamento de tarifas, que, segundo a empresa, inviabilizou o equilíbrio financeiro do negócio.
Para tentar garantir a sustentabilidade do sistema e evitar novas crises estruturais, o Governo do Estado e o consórcio Nova Via Mobilidade implementaram uma mudança radical no formato de contrato.
A partir de agora, o modelo de remuneração da concessionária será baseado no pagamento por quilômetro rodado, e não mais pelo volume de passageiros transportados. A expectativa das autoridades reguladoras é de que esse formato traga maior previsibilidade financeira, garantindo a manutenção e a circulação regular dos trens independentemente das oscilações na demanda de usuários.





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