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Exonerados do Governo do Rio encontram abrigo na Alerj com salários acima de R$ 8 mil

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sábado, junho 27, 2026




Um cruzamento de dados dos diários oficiais do Executivo e do Legislativo fluminense revela que pelo menos 30 servidores demitidos da estrutura do governo estadual desde abril encontraram abrigo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). As novas contratações foram distribuídas entre postos administrativos da Casa e gabinetes de 13 deputados estaduais, a maioria aliada do ex-governador Cláudio Castro.

O levantamento desconsidera servidores de equipes fixas de ex-secretários que apenas retornaram aos seus mandatos parlamentares na Alerj. Em alguns casos, a nomeação no Legislativo ocorreu no dia seguinte à demissão no Palácio Guanabara.
Dos 30 funcionários realocados, 13 assumiram funções no núcleo administrativo da própria Alerj, como a assessoria especial de plenário, assistência da presidência, subsecretaria da escola do legislativo, além de setores de legislação pessoal e planejamento orçamentário.

Os salários nestes cargos na Alerj variam de R$ 1.500 a R$ 8.800, conforme a folha de pagamento de maio.

Entre os parlamentares que abrigaram os ex-servidores do governo estão deputados que reassumiram mandatos recentemente, como Bruno Dauaire (União Brasil), Gustavo Tutuca (PP), Anderson Moraes (PL) e Douglas Ruas (PL), atual presidente da Alerj. 

Também fizeram nomeações os gabinetes de:

Dionísio Lins (PP) e Vitor Junior (PDT);
Carlos Augusto, Renan Jordy, Giselle Monteiro e Rodrigo Amorim (todos do PL);
Filipe Soares e Pedro Brazão (ambos do PSDB);
Sarah Poncio (Solidariedade).

Desde 23 de abril, quando o STF ratificou sua permanência no cargo, o governador interino e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, exonerou 3.920 funcionários comissionados. Couto estima que os cortes vão gerar uma economia de R$ 230 milhões até o fim do ano e sinalizou que novas demissões devem ocorrer conforme auditorias internas avancem. Até fevereiro, o Rio possuía mais de 15 mil cargos comissionados ativos, gerando um custo mensal de R$ 75,9 milhões.

O governo interino não comentou as nomeações feitas pela Alerj. Recentemente, Couto afirmou publicamente que o Executivo sofria uma "captura" por parte de deputados que pressionavam por secretarias, reforçando que sua meta é técnica e financeira, e não política. Em agenda recente, o presidente Lula respaldou a atuação de Couto, referindo-se a ele como um "interventor" com a missão de sanar as contas e combater a corrupção.
A permanência de um magistrado no comando do estado é vista por aliados do presidente da Alerj, Douglas Ruas, como uma intervenção branca do STF. Ruas tentou assumir o governo por duas vezes, mas teve os pedidos negados pelo Supremo.

A crise institucional decorre de uma dupla vacância no poder:

Março de 2026: Cláudio Castro renunciou ao cargo pouco antes de ser declarado inelegível pelo TSE;


2025: O vice-governador Thiago Pampolha já havia renunciado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE);


Dezembro de 2025: Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj e próximo na linha sucessória, foi afastado pelo STF devido a investigações sobre suposta ligação com uma facção criminosa.

O STF ainda decide se o novo governador-tampão, que comandará o estado até o fim do ano, será escolhido por voto popular (eleição direta) ou pelos próprios deputados (eleição indireta). O julgamento está suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Há 31 anos, Belford Roxo perdia Joca; relembre sua trajetória e morte

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quarta-feira, junho 24, 2026



A história política de Belford Roxo carrega a marca de um dos crimes mais impactantes da Baixada Fluminense. Em 20 de junho de 1995, o ex-prefeito Jorge Júlio Costa dos Santos, o "Joca", foi assassinado aos 48 anos após ser atingido por 11 tiros. O atentado ocorreu a poucos metros do Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio, no momento em que ele se deslocava para uma reunião com o então governador Marcello Alencar.

Na época do crime, Joca vivia o auge de sua carreira e despontava como uma das principais e mais promissoras forças políticas de toda a Baixada Fluminense. Sua liderança havia sido chancelada nas urnas de forma expressiva, tendo sido eleito para comandar o município de Belford Roxo com uma votação histórica de mais de 76 mil votos.

Mesmo após 31 anos do episódio, a relevância de Joca ainda repercute entre os moradores. Ele se tornou uma figura popular na cidade pela facilidade em dialogar com a população e pela postura firme na busca por investimentos para a região, que na época enfrentava os desafios de sua recente emancipação.

Para a sociedade belford-roxense, aquele atentado não foi apenas um ataque a uma autoridade, mas o encerramento abrupto de um projeto que gerava grande expectativa de transformação social e econômica.

Ao alcançar a marca de 31 anos de sua morte, a data serve como um momento de reflexão e homenagem. Embora a violência tenha silenciado a atuação de Joca na vida pública, sua contribuição e sua expressiva trajetória permanecem registradas como um capítulo fundamental na construção da identidade e da memória de Belford Roxo.

Eduardo Paes aparece isolado na liderança para o Governo do RJ, aponta pesquisa

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quinta-feira, junho 04, 2026


O instituto Paraná Pesquisas divulgou, nesta quinta-feira (4), um novo levantamento sobre a corrida eleitoral para o governo do Estado do Rio de Janeiro. O ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), lidera com folga o principal cenário estimulado.

Cenário Estimulado Principal

No primeiro modelo testado com todos os pré-candidatos, Eduardo Paes aparece isolado na frente. Na sequência, há um empate técnico na segunda posição:
  • Eduardo Paes (PSD): 48,3%

  • Douglas Ruas (PL): 12,6% (empatado tecnicamente com Garotinho)

  • Garotinho (Republicanos): 9,2% (empatado tecnicamente com Ruas)

  • André Marinho (Novo): 4,2%

  • Wilson Witzel (DC): 3,1%

  • Bombeiro Rafa Luz (Missão): 2,6%

  • William Siri (PSOL): 0,6%

  • Nenhum / Branco / Nulo: 12,9%

  • Não sabem / Não opinaram: 6,5%

Cenário Reduzido

Em uma simulação de disputa direta mais enxuta entre apenas dois candidatos, Paes amplia a vantagem:

  • Eduardo Paes (PSD): 60,0%

  • Douglas Ruas (PL): 24,5%

  • Brancos e Nulos: 10,8%

  • Indecisos: 4,6%

Índices de Rejeição

(Os entrevistados podiam citar mais de um nome, por isso a soma ultrapassa 100%)

O ex-governador Garotinho é o nome mais rejeitado pelos eleitores fluminenses, seguido por Wilson Witzel.

  • Garotinho: 42,4%

  • Wilson Witzel: 27,9%

  • Eduardo Paes: 22,0%

  • André Marinho: 11,0%

  • Douglas Ruas: 10,1%

  • William Siri: 9,3%

  • Bombeiro Rafa Luz: 8,5%

Dados Técnicos da Pesquisa:

  • Entrevistados: 1.680 eleitores em 62 municípios do Rio de Janeiro.

  • Período da coleta: De 1º a 3 de junho de 2026.

  • Margem de erro: 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos.

  • Nível de confiança: 95%.

  • Registro no TSE: RJ-05645/2026.

Paes visita base da CORE e presencia acionamento de helicóptero para resgate de PM no Rio

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terça-feira, junho 02, 2026

Por Redação | Rio de Janeiro

O pré-candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, visitou na última segunda-feira (1/06) as instalações da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), a tropa de elite da Polícia Civil fluminense. A agenda incluiu passagens pela base do Serviço Aeropolicial (SAER), na Lagoa Rodrigo de Freitas, e pela sede da unidade, na Cidade da Polícia.

Acompanhado pelo delegado Fabrício Oliveira, coordenador da CORE, Paes teve como objetivo central da visita ouvir as demandas dos agentes e compreender a fundo a dinâmica de trabalho de uma das polícias mais operacionais do país.


"A CORE é a tropa de elite da Polícia Civil, seus agentes entram onde quase ninguém entra. Eles atuam nas situações mais complexas, mais perigosas e decisivas para a segurança do estado", destacou Paes.

Durante a vistoria na base da Lagoa, a comitiva do pré-candidato presenciou o reflexo imediato da rotina violenta que atinge o Rio de Janeiro. Em meio à visita, um helicóptero do SAER foi acionado às pressas para resgatar um policial militar baleado no alto de um morro em Rocha Miranda, na Zona Norte da capital.

Apesar da agilidade no atendimento aeroespacial, o desfecho foi trágico. O sargento da PM Adriano Pereira de Sousa, de 36 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu.

O episódio foi lamentado por Paes, que reforçou a necessidade de reconhecimento ao risco enfrentado diariamente pelas forças de segurança:

"A aeronave partiu na hora, mas, infelizmente, o sargento Adriano não resistiu. Foi mais uma vida perdida nessa guerra urbana que o Rio enfrenta todos os dias."

"Quando vi aquele helicóptero levantar voo para salvar um companheiro, entendi outra vez o tamanho da coragem desses homens e mulheres. Eles arriscam as próprias vidas para proteger a nossa."

A visita também foi marcada por um tom de reverência à memória de outros agentes vitimados pelo crime organizado. Paes relembrou o caso do piloto Felipe Marques Monteiro, que faleceu no mês passado. O policial estava internado desde março de 2025, após ser atingido por um tiro no pescoço durante uma operação policial na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste.

Para o pré-candidato, o investimento em equipamentos e o suporte às famílias são pilares fundamentais para a segurança pública no estado. "Felipe não foi somente um servidor, foi um herói. E a melhor forma de honrá-lo é cuidar de quem continua voando e se arriscando pela população", concluiu.

Em pré-campanha ao Senado, Canella defende endurecimento contra milícias: "Precisam ser classificados como terroristas"

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sábado, maio 30, 2026


RIO DE JANEIRO – De olho na disputa por uma vaga no Senado, o ex-prefeito Márcio Canella adotou um discurso de linha-dura com foco na segurança pública. O pré-candidato afirmou que criminosos que desafiarem o Estado “serão neutralizados” caso ele seja eleito.

O foco principal das críticas de Canella foi a atuação das milícias e a extorsão econômica sobre o comércio local.

"A milícia está aterrorizando e obrigando os comerciantes a comprarem os produtos mais caros nas mãos desses criminosos e isso impacta diretamente na vida do cidadão de bem, que paga mais caro lá na ponta", declarou.

Como proposta para o mandato em Brasília, o ex-prefeito defende o endurecimento da legislação penal para classificar esses grupos como organizações terroristas. "Esses milicianos que usam armas de guerra e formam uma guerrilha urbana, precisam ser classificados como terroristas também", cobrou Canella.

A centralização do debate na segurança pública é a principal aposta de Canella para impulsionar sua pré-campanha. A estratégia se alinha diretamente com as demandas do eleitorado fluminense: dados da pesquisa Quaest indicam que a violência e a segurança pública são apontadas hoje como as principais preocupações dos eleitores no estado do Rio de Janeiro.

Sabor senado: Após ser alvo da PF, Cláudio Castro desiste de ser candidato no RJ

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quinta-feira, maio 28, 2026


RIO DE JANEIRO — O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) oficializou, nesta quinta-feira (28), a desistência de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições deste ano. O anúncio foi feito por ele mesmo, no qual o político justificou que a decisão foi tomada para que ele possa se dedicar integralmente à sua defesa diante das recentes investigações das quais é alvo.

Castro vem enfrentando uma série de desdobramentos jurídicos e foi alvo de operações da Polícia Federal (PF). Entre as frentes de investigação que pesam contra o ex-governador, destaca-se uma apuração que envolve o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

No pronunciamento, o ex-governador classificou o recuo como o momento mais complexo de sua trajetória pública.

"Eu resolvi tomar a decisão mais difícil da minha vida e ela é a mais difícil porque durante toda a minha trajetória, como assessor, como vereador, como vice-governador, como governador, eu jamais fugi de briga alguma, jamais fugi de luta alguma, mas também, eu tenho que entender que momento a gente vive, como são as coisas e em que momento elas estão da vida", afirmou Castro.

Graduado em Direito, Castro pontuou que utilizou sua experiência técnica para avaliar o cenário jurídico atual e que a estratégia exige tempo e dedicação exclusiva, o que inviabilizaria o ritmo de uma campanha eleitoral ao Congresso.

"Resolvi tirá-la [a pré-candidatura] para que eu possa focar completamente na minha defesa. Vocês sabem, eu sou advogado e eu já analisei, sobretudo esses dois processos. Não tenho dúvida que a verdade será esclarecida. Não tenho dúvida que as meias verdades cairão. Mas para isso eu preciso de tempo", acrescentou o político.
Futuro político

Apesar do recuo estratégico para o pleito deste ano, Cláudio Castro rechaçou a ideia de que a decisão represente uma aposentadoria das urnas ou o fim de sua vida pública. Segundo ele, o movimento é pontual e ditado pelas circunstâncias do momento.

"Somente dou um passo necessário, com humildade, com tranquilidade, com a certeza de estar fazendo o correto nesse momento tão difícil", concluiu.

Com a saída de Castro do páreo, o cenário para a disputa das vagas fluminenses ao Senado Federal deve passar por rearranjos nas principais coalizões políticas do estado nas próximas semanas.

Castro, ex-governador do Rio, é alvo de buscas da Polícia Federal

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sexta-feira, maio 15, 2026



RIO DE JANEIRO – A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, voltada a desarticular um esquema de fraudes fiscais e evasão de divisas envolvendo a refinaria Refit (antiga Manguinhos). Entre os alvos de busca e apreensão está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

A operação mira um dos maiores grupos devedores de impostos do Brasil. Segundo as investigações, a estrutura societária e financeira da refinaria teria sido utilizada de forma estratégica para a ocultação patrimonial, dissimulação de bens e o envio ilegal de recursos ao exterior.

Logo nas primeiras horas da manhã, agentes da Polícia Federal, utilizando veículos descaracterizados e com forte apoio armado, cumpriram mandados em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde reside Castro.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre o que foi apreendido na casa do político ou qual seria o seu grau exato de envolvimento com a cúpula da refinaria investigada.

O principal executivo do grupo, o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, é alvo de um mandado de prisão preventiva. Como Magro não foi localizado inicialmente, a PF solicitou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, o que o torna um dos foragidos mais procurados do mundo pelas autoridades internacionais.

Histórico: Esta não é a primeira vez que o empresário entra no radar das autoridades. Em novembro do ano passado, Magro já havia sido alvo de uma megaoperação relacionada a crimes financeiros.

De acordo com a nota oficial da Polícia Federal, o foco da "Sem Refino" é desmembrar a engenharia financeira utilizada para lesar o fisco. Os pontos centrais da investigação incluem:

Evasão de divisas: Envio de grandes somas para contas fora do país sem a devida declaração.

Blindagem patrimonial: Uso de laranjas e empresas de fachada para proteger bens de possíveis bloqueios judiciais.

Dívida tributária: A Refit é recorrentemente citada em listas de grandes devedores da União e do Estado.

Até o fechamento desta reportagem, a defesa de Cláudio Castro e os representantes da Refit não haviam se pronunciado oficialmente sobre a operação.

Áudio atribuído a Flávio Bolsonaro expõe negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro

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quinta-feira, maio 14, 2026




BRASÍLIA – Um áudio vazado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou cobranças diretas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, devido a atrasos nos repasses para a produção de "Dark Horse", filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A gravação, obtida e divulgada pelo Intercept Brasil, expõe os bastidores financeiros e a pressão política em torno da obra de alto custo.

No registro, datado de 8 de setembro de 2025, o senador demonstra desconforto ao abordar o empresário, citando o risco de danos à imagem internacional do projeto. "Eu fico sem graça de ficar te cobrando [...] imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano", afirma Flávio na gravação, referindo-se aos astros internacionais contratados para o longa.

As investigações apontam que a produção movimentou cifras milionárias por meio de uma estrutura complexa de transferências:

Montante Transferido: Cerca de R$ 61 milhões (em seis parcelas entre fevereiro e maio de 2025).

Acerto Original: Previsão de até R$ 134 milhões.

Caminho do Dinheiro: Os recursos saíram da Entre Investimentos e Participações (ligada a Vorcaro) para o Havengate Development Fund LP, um fundo sediado no Texas (EUA), supostamente gerido por aliados de Eduardo Bolsonaro.

A intermediação teria contado com a participação dos empresários Thiago Miranda e Fabiano Zettel. Este último é apontado pela Polícia Federal como o principal operador de Vorcaro.

O áudio foi registrado apenas um dia antes da primeira prisão de Daniel Vorcaro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da intervenção que resultou na liquidação do Banco Master.

A proximidade entre os aportes financeiros ao filme e o colapso da instituição bancária sob o comando de Vorcaro colocou órgãos de fiscalização em alerta. Embora não existam acusações formais de irregularidades no financiamento até o momento, especialistas em compliance destacam que transações dessa magnitude envolvendo pré-candidatos e instituições sob pressão regulatória exigem escrutínio rigoroso.
Impactos Políticos e Éticos

O vazamento ocorre em um momento sensível para Flávio Bolsonaro, que se posiciona como um dos principais nomes do PL para a sucessão presidencial. Analistas políticos avaliam que a exposição de diálogos tão diretos com um banqueiro investigado pode gerar ruídos em sua pré-campanha, levantando questões sobre ética e governança em projetos culturais com viés ideológico.

"O episódio do áudio pode gerar impactos no ambiente pré-eleitoral, questionando a origem e a execução dos valores", aponta o relatório do Intercept.

Até o fechamento desta reportagem, a assessoria do senador Flávio Bolsonaro não havia respondido aos pedidos de comentário sobre o conteúdo do áudio. O filme "Dark Horse" segue como uma das apostas do clã Bolsonaro para consolidar sua narrativa política, agora sob a sombra de incertezas financeiras e investigações judiciais.

Já cheira mal: membros do PL cogitam trocar Flávio Bolsonaro por Michelle em candidatura presidencial após vazamento de áudio

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O clima de estabilidade no Partido Liberal (PL) evaporou nas últimas horas. O vazamento de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro gerou um mal-estar que atravessou os corredores de Brasília, chegando rapidamente ao gabinete da presidência da legenda.

A revelação de uma conexão financeira direta entre o senador Flávio (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, inseriu um elemento de incerteza na disputa de outubro.

De acordo com analistas políticos, o impacto das conversas interceptadas pode reconfigurar as alianças e a viabilidade da candidatura de Flávio, que agora se vê obrigado a explicar o fluxo de milhões de reais em meio a um cenário de fraude bancária sistêmica.

A controvérsia gira em torno do financiamento de “Dark Horse”, um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do portal The Intercept Brasil, o montante negociado entre o senador e o banqueiro chegou a US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões na cotação do período).

"O clima já cheira mal. Não se trata mais de lealdade familiar, mas de sobrevivência eleitoral. O PL não vai entrar em uma disputa presidencial para perder por causa de ruídos evitáveis", afirmou um importante quadro do partido sob condição de anonimato.

A "Cartada" Michelle

Diante do desgaste precoce, o nome de Michelle Bolsonaro saltou das discussões de bastidores para o centro da mesa estratégica. Embora o clã Bolsonaro tente manter uma fachada de unidade, o "fator Michelle" agora é uma realidade pragmática. 

O partido deve realizar pesquisas qualitativas nos próximos dias para medir o impacto real do áudio vazado e a aceitação pública da ex-primeira-dama como cabeça de chapa.

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Se a pressão continuar, a troca pode não ser apenas uma possibilidade, mas a única saída para manter o bolsonarismo competitivo em 2026.

Flávio nega plano da mãe disputar Senado e reforça aliança com Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo

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domingo, maio 10, 2026


Durante um evento do Partido Liberal (PL) em Florianópolis, o senador Flávio Bolsonaro negou os rumores de que sua mãe, Rogéria Bolsonaro, disputaria uma cadeira no Senado Federal. Segundo o parlamentar, o foco da família está em consolidar uma aliança estratégica no estado.

Em declaração direta, Flávio afirmou que Rogéria deverá ocupar a primeira suplência na chapa encabeçada pelo deputado estadual Márcio Canella (União Brasil).

“Minha mãe é candidata a primeira suplente do Márcio Canella, que é nosso pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro”, declarou o senador.

A articulação visa fortalecer a candidatura de Canella, unindo a base bolsonarista ao capital político do União Brasil no território fluminense.

A especulação sobre uma possível candidatura direta de Rogéria Bolsonaro havia crescido nos bastidores após a recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o que abriu uma lacuna nas pretensões do grupo político para o pleito de 2026.

Com a saída de Castro do páreo, o clã Bolsonaro agiu rápido para reorganizar o tabuleiro, optando por uma composição que mantém a influência da família sem necessariamente encabeçar a chapa majoritária para o Senado.
A movimentação faz parte de um plano maior da família Bolsonaro para o próximo ciclo eleitoral:

Presidência: O próprio Flávio Bolsonaro é frequentemente citado como um dos nomes do PL para a disputa presidencial.

Senado Federal: O objetivo central é ampliar a bancada conservadora a partir de 2027, garantindo governabilidade e força política no Congresso Nacional.

Alianças Regionais: A escolha de Márcio Canella sinaliza uma disposição em ceder o protagonismo da cabeça de chapa em troca de coligações robustas.

A confirmação de Rogéria na suplência encerra, por ora, as dúvidas sobre o papel da ex-esposa de Jair Bolsonaro nas urnas fluminenses, posicionando-a como uma peça de suporte fundamental para a manutenção do espólio político da família no Rio de Janeiro.

Em todos os cenários, Paes aparece na frente na disputa pelo governo do RJ

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quarta-feira, maio 06, 2026



RIO DE JANEIRO –  A primeira pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e registrada no TRE-RJ, mostra o ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), isolado na liderança da disputa pelo Governo do Estado.

Mesmo diante de um ambiente político conturbado por crises institucionais e incertezas jurídicas sobre a sucessão fluminense, Paes abre a corrida com uma vantagem considerável sobre seus adversários.

O Cenário de Primeiro Turno

No principal cenário estimulado, Eduardo Paes aparece com 34% das intenções de voto. A disputa pela segunda vaga em um eventual segundo turno, no entanto, segue aberta e embolada.

O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), ocupa o segundo lugar com 9%, seguido de perto pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que soma 8%. Considerando a margem de erro de 3 pontos percentuais, ambos estão em situação de empate técnico.
O Peso do "Voto Branco" e dos Indecisos

Um dos dados mais relevantes do levantamento é o alto índice de eleitores sem candidato. Somados, os indecisos (20%) e os que optam por branco ou nulo (20%) representam 40% do eleitorado. Esse contingente de quatro em cada dez eleitores indica que a campanha ainda está em fase de maturação e que há um grande espaço para crescimento — ou rejeição — dos pré-candidatos.

A Quaest também testou cenários sem nomes tradicionais da política fluminense:
Sem Garotinho: Eduardo Paes sobe para 40%, enquanto Douglas Ruas vai a 10%.
Sem Witzel: Paes atinge 39% e Ruas chega a 11%.

Em ambos os casos, a ausência de nomes conhecidos beneficia diretamente o líder da pesquisa, mas pouco altera a posição de Douglas Ruas, que ainda busca consolidar sua imagem perante o eleitorado estadual.
Segundo Turno: Ampla Vantagem

Em uma simulação de confronto direto entre os dois nomes que hoje lideram a pesquisa, a distância aumenta. Eduardo Paes venceria com 49% das intenções de voto, contra 16% de Douglas Ruas. Nesse cenário, o número de brancos e nulos seria de 19%, com 16% de indecisos.

Análise: O resultado consolida Paes como o nome a ser batido. Para Douglas Ruas, o desafio nos próximos meses será converter sua influência na Alerj em conhecimento popular, tentando herdar os votos da direita e reduzir a rejeição ao governo atual.
Dados da Pesquisa

Período: 21 a 25 de abril.
Amostra: 1.200 entrevistas presenciais domiciliares.
Margem de erro: 3 pontos percentuais.
Registro no TRE-RJ: RJ-00613/2026.

Contratante: Genial Investimentos.

Douglas Ruas sobe o tom e cobra saída de desembargador para que ele assuma o governo do RJ

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quinta-feira, abril 30, 2026



RIO DE JANEIRO – Em um discurso no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), rompeu o silêncio e criticou duramente a permanência do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), no cargo de governador interino.

A fala de Ruas marca o capítulo mais tenso da disputa pelo comando do Palácio Guanabara desde que o estado entrou em um vácuo sucessório. O parlamentar não poupou críticas à "indefinição jurídica" que mantém o magistrado no comando do Executivo e defendeu uma solução imediata por parte da Suprema Corte.

Ruas solicitou uma definição "célere" do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. Para o deputado, a demora na decisão final sobre a sucessão estadual gera uma instabilidade que prejudica a gestão pública e os investimentos no estado. Ele quer assumir a cadeira imediatamente e pede a saída do então desembargador, que vem fazendo uma faxina ao identificar irregularidades e farras com o dinheiro publico. Já se passaram de mais de 800 demissões.

O parlamentar defendeu enfaticamente a realização de eleições diretas para o chamado "mandato-tampão". Segundo ele, o Rio de Janeiro não pode ser governado por um magistrado sem o crivo das urnas por um período prolongado.

Um dos momentos mais críticos do discurso foi o questionamento sobre a legitimidade das decisões tomadas por Ricardo Couto. Ruas sugeriu que medidas administrativas e decretos assinados pelo interino podem estar sob insegurança jurídica, dada a natureza provisória e técnica de sua ascensão ao cargo.

A atual crise se instaurou após o afastamento dos ocupantes da chapa original, o que levou o presidente do TJ-RJ a assumir o posto conforme a linha sucessória prevista na Constituição Estadual. No entanto, o que deveria ser uma transição breve transformou-se em um impasse que agora opõe o Poder Legislativo ao Judiciário fluminense.

A expectativa agora se volta para Brasília. O movimento de Douglas Ruas sinaliza que a Alerj não aceitará passivamente a manutenção do status quo. Aliados do presidente da Casa indicam que a Assembleia pode intensificar a pressão política caso o STF não paute o julgamento da ação que decidirá o futuro do governo do Rio nos próximos dias.

Até o fechamento desta reportagem, o Palácio Guanabara e o Tribunal de Justiça não haviam se manifestado oficialmente sobre as declarações do deputado.

Disputa pelo comando! Ministro mantém desembargador Ricardo Couto no governo do RJ após pedido de Douglas Ruas

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sexta-feira, abril 24, 2026

Foto direita: Bruno Dantas/Comunicação do TJRJ

RIO DE JANEIRO – Em uma decisão que mantém o tabuleiro político fluminense sob forte neblina, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para alteração no comando do Executivo do Rio de Janeiro. Com a canetada, Ricardo Couto permanece como governador em exercício, frustrando as expectativas de mudança imediata após a troca de comando na Assembleia Legislativa (Alerj).

A decisão de Zanin reforça o entendimento de que a recente eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj não possui o condão de atropelar o rito já estabelecido pela Suprema Corte.

O ministro foi enfático ao pontuar que a permanência de Couto — que preside o Tribunal de Justiça e assumiu o cargo interinamente — não é fruto de uma vontade isolada, mas sim de uma decisão colegiada do plenário do STF.

O presidente do TJ-RJ deve seguir no cargo até que o mérito da questão seja definitivamente julgado. Não há necessidade de nova deliberação enquanto o julgamento principal estiver suspenso.

O cenário é de uma queda de braço institucional. De um lado, a Alerj buscou o ministro Luiz Fux, relator de outro processo correlato, defendendo que Douglas Ruas deveria ascender ao Palácio Guanabara por estar na linha sucessória natural como chefe do Legislativo.

Do outro, o STF sinaliza que o Rio de Janeiro vive uma excepcionalidade jurídica. Com o novo entendimento de Zanin, o movimento da Alerj perde tração e o atual arranjo institucional é blindado contra investidas políticas de curto prazo.

O futuro do estado permanece atrelado ao cronograma do Supremo. A grande questão que trava o Rio não é apenas quem governa agora, mas como será escolhido o próximo mandatário..

Douglas Ruas pede ao STF para assumir o governo do RJ e tirar desembargador da cadeira imediatamente

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O recém-eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo assumir o comando do Palácio Guanabara de forma imediata.

O movimento visa desalojar o atual governador interino, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), que ocupa a cadeira desde a renúncia de Cláudio Castro.

A petição, encaminhada ao gabinete do ministro Luiz Fux, relator da ADI 7.942, sustenta que a eleição de Ruas para a presidência da Alerj, ocorrida na última sexta-feira (17), altera a linha sucessória estabelecida.

Até então, o estado vivia uma dupla vacância: sem vice-governador e sem um presidente efetivo na Alerj que pudesse assumir o cargo. Por essa razão, a Constituição prevê que o chefe do Judiciário assuma o posto temporariamente. No entanto, a defesa de Ruas argumenta que:

A eleição da nova Mesa Diretora da Alerj encerra o vácuo legislativo.

Pela hierarquia constitucional, o Legislativo precede o Judiciário na linha sucessória do Executivo.

Segundo membros da alerj, a permanência do desembargador seria, agora, uma irregularidade diante da existência de um presidente da Assembleia apto ao cargo.

Gestão Couto: Faxina Administrativa sob Holofotes

Enquanto a disputa jurídica corre em Brasília, a gestão interina de Ricardo Couto tem sido marcada por um ritmo frenético de auditorias. Fontes do Palácio Guanabara indicam que o desembargador tem "aberto a caixa-preta" da administração estadual.

Desde que assumiu, Couto implementou medidas drásticas:

Exonerações em Massa: Demissão de cargos comissionados sem função técnica clara.

Extinção de Secretarias: Desmonte de pastas consideradas "cabides de emprego" e focadas em articulação política em detrimento da eficiência pública.

Investigação de Contratos: Levantamento de irregularidades em licitações firmadas em gestões anteriores.

Flávio Bolsonaro e ex-Prefeito de Belford Roxo se reencontram e reforçam aliança

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quarta-feira, abril 22, 2026


Em reunião realizada em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmou apoio oficial à pré-candidatura de Marcio Canella (União Brasil) ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro.

O anúncio sela uma aliança entre o clã Bolsonaro e o ex-prefeito de Belford Roxo, que busca transpor sua influência da Baixada Fluminense para o cenário legislativo nacional.

Através de suas redes sociais, Flávio Bolsonaro reforçou a confiança na competência administrativa do aliado:

"Tenho certeza que Marcio Canella vai fazer um trabalho brilhante no Senado. O Brasil tem futuro", declarou o senador.

Com este movimento, Canella consolida sua posição como um dos nomes competitivos para as duas vagas que estarão em disputa no Senado em 2026, contando agora com a estrutura e o endosso direto da principal força de oposição no estado.

Motorista de app que adesivar carro de candidato pode ser multado em até R$ 30 mil

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domingo, abril 12, 2026


Com a proximidade do período eleitoral de 2026, motoristas que atuam no transporte de passageiros devem ficar atentos às restrições impostas pela legislação brasileira. O uso de veículos para a divulgação de candidatos é estritamente proibido em automóveis que prestam serviços ao público, mesmo que sejam veículos particulares.

Embora o carro pertença ao motorista, a legislação entende que, ao realizar o transporte de pessoas de forma contínua, o veículo exerce uma atividade de interesse coletivo. Por isso, durante a atividade, esses automóveis são caracterizados como bens de uso comum.

De acordo com diretrizes da Justiça Eleitoral, motoristas de aplicativos, vans e ônibus são considerados permissionários de serviço público. Essa classificação impede a exibição de qualquer material de campanha, como:

Adesivos (perfurados ou não);
Cartazes ou bandeiras;
Qualquer tipo de divulgação política visível.

Multas pesadas

O descumprimento dessas normas não gera apenas a obrigatoriedade de retirada do material, mas também penalidades financeiras pesadas. As multas estabelecidas variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil, dependendo da gravidade e da reincidência.

"A regulamentação busca preservar a neutralidade no ambiente de prestação de serviços e evitar que o usuário seja influenciado indevidamente durante seus deslocamentos", afirmam especialistas em Direito Eleitoral.

A Justiça Eleitoral conta com o apoio da população para fiscalizar o cumprimento das regras. Qualquer cidadão que identificar irregularidades pode realizar uma denúncia em tempo real.

Atualmente, a principal ferramenta para isso é o aplicativo Pardal, disponibilizado gratuitamente pela Justiça Eleitoral. Por meio dele, é possível enviar fotos e a localização de veículos que estejam circulando com propaganda irregular.

Prefeito de Magé, Renato Cozzolino, renuncia para disputar vaga de deputado federal

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segunda-feira, abril 06, 2026


A cidade de Magé, na Baixada Fluminense, terá uma troca oficial no comando do Poder Executivo nesta semana. A vice-prefeita Jamille Cozzolino será empossada como prefeita na próxima quinta-feira (9). A solenidade de posse ocorrerá na Câmara de Vereadores, em horário que ainda será confirmado pela casa legislativa.

Sucessão em Família

Jamille assume o posto em substituição ao seu irmão, Renato Cozzolino Harb. Reeleito no pleito de 2024 com aproximadamente 90% dos votos válidos. Renato decidiu interromper o mandato para dar início a um novo projeto político.

O pedido de desincompatibilização foi formalizado por meio de uma carta-renúncia, protocolada no último dia 1º. O documento é uma exigência da legislação eleitoral para que ocupantes de cargos executivos possam concorrer a outras funções em outubro.

Planos Políticos

Com a saída da prefeitura, Renato Cozzolino já confirmou sua pré-candidatura ao cargo de deputado federal pelo Progressistas (PP).

Desta forma, Jamille, que foi eleita como vice-prefeita na chapa de 2024, passará a comandar a administração municipal de Magé de forma definitiva. A expectativa agora gira em torno da composição do novo secretariado e das prioridades que a nova prefeita deve imprimir à gestão a partir desta semana.


Pré-candidato, Eduardo Paes apresenta plano de segurança e endurece discurso contra o crime no Rio

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quarta-feira, abril 01, 2026


O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, utilizou suas redes sociais para detalhar as diretrizes de seu plano de segurança pública. A proposta apresentada é sustentada por três eixos principais: o enfrentamento direto às facções criminosas, o bloqueio do financiamento do crime organizado e o combate à corrupção nas estruturas do próprio Estado.

A manifestação do pré-candidato ocorre em um momento em que a administração estadual enfrenta desdobramentos de investigações policiais. Recentemente, a cúpula política do estado foi atingida pela prisão de cinco secretários e do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), todos investigados por suposto envolvimento com organizações criminosas.

Para Paes, a depuração das instituições é um passo necessário para a eficácia de qualquer plano de segurança. O pré-candidato afirmou que a postura do governo deve ser de autoridade diante de ameaças:

“O Estado não pode ser fraco. Se for ameaçado, vai reagir”, declarou no vídeo.
Além da repressão operacional, o plano enfatiza a necessidade de "sufocar" o lado econômico das quadrilhas. A estratégia prevê o monitoramento e o corte de fluxos de capitais que sustentam a compra de armamentos e a manutenção de territórios por grupos armados.

A abordagem técnica e estratégica tenta responder à crescente pressão da sociedade fluminense por soluções para a crise de segurança que afeta a capital e a região metropolitana. As propostas agora passam a integrar o debate eleitoral, enquanto a população aguarda o detalhamento das metas de curto e longo prazo.

Canella vai deixar Prefeitura de Belford Roxo nesta semana; Mariana Malta assume o comando da cidade

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terça-feira, março 31, 2026


O prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), deixará o comando do Executivo municipal nesta quinta-feira (2/4). A saída antecipada faz parte de sua estratégia política para viabilizar sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026.
Movimentação Política

A renúncia de Canella cumpre os prazos legais de desincompatibilização, necessários para que ocupantes de cargos majoritários possam disputar novos pleitos. Desde o início de 2026, o nome do prefeito vinha sendo ventilado nos bastidores como um dos principais articuladores do União Brasil para a disputa ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro.

A transição abre caminho para a vice-prefeita Mariana Malta, que assume o comando de uma das cidades mais populosas da Baixada Fluminense, com quase 500 mil habitantes.

A nova gestora de Belford Roxo possui sólida formação acadêmica e experiência na administração pública. Formada em Direito e com pós-graduação concluída em 2016, ela atualmente se especializa em Direito Público e Privado.

Sua trajetória no serviço público começou em 2017, com atuação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Durante sete anos, trabalhou diretamente com Márcio Canella, período em que adquiriu vivência na gestão estatal e consolidou seu compromisso com as demandas da população Belforroxense. Em 2025, foi eleita vice-prefeita, cargo que ocupou até este momento de transição.

A nova prefeita reafirmou que o foco de sua administração será a continuidade das políticas públicas prioritárias estabelecidas em conjunto com a gestão de Canella. Entre os pilares do plano de governo que seguem como metas principais estão:

Saúde: A conclusão e entrega do Hospital da Mulher e a garantia do pleno funcionamento do Hospital Albert Sabin.

Educação: A ampliação do número de creches no município, visando atender à crescente demanda por vagas.

Defesa dos Direitos das Mulheres: A promoção de políticas públicas cada vez mais inclusivas e eficazes para proteger e empoderar a população feminina.

A nova gestão conta com o suporte do partido União Brasil e mantém uma forte articulação política junto ao governo estadual e parlamentares federais. Esse alinhamento é visto como estratégico para assegurar a captação de recursos e investimentos necessários para o desenvolvimento contínuo da infraestrutura e dos serviços básicos de Belford Roxo.

Canella, que acumula passagens pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e venceu o pleito municipal em 2024 ainda no primeiro turno com ampla margem de votos, deve intensificar sua agenda política pelo estado nas próximas semanas, focando em fortalecer sua base e ampliar o diálogo com outros partidos.

Confirmado! Justiça anula eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj

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quinta-feira, março 26, 2026


A desembargadora Suely Lopes Magalhães, presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), anulou a sessão que elegeu o deputado estadual Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Assembleia Legislativa (Alerj).

A decisão trava, momentaneamente, a linha de sucessão que permitiria ao parlamentar assumir o comando do Governo do Estado após a renúncia de Cláudio Castro.
A "Cronologia Lógica" da Justiça

O principal argumento da magistrada é que a eleição interna na Alerj ocorreu de forma precoce. Segundo a desembargadora, a escolha do novo presidente só pode ser realizada após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).

Essa recontagem é fundamental para definir a composição oficial da Casa, garantindo que o "colégio eleitoral" (o grupo de deputados que vota) seja legítimo e atualizado conforme as decisões judiciais recentes.

"A cronologia lógica a ser observada [...] é inequívoca: primeiro retotalizar os votos, para assegurar a legitimidade da composição da Casa Legislativa e, assim, a higidez do colégio eleitoral e do próprio sufrágio interno que se avizinha; e só então deflagrar o processo eleitoral", afirmou a desembargadora na decisão.

O que acontece agora?

Com a suspensão da sessão, os próximos passos do governo e da legislatura estadual dependem do calendário da Justiça Eleitoral:

Terça-feira: Previsão para que o TRE-RJ realize a retotalização oficial dos votos.

Após a retotalização: A Alerj poderá convocar uma nova sessão para eleger seu presidente de forma definitiva e segura juridicamente.

Governo do Estado: Enquanto a presidência da Alerj não é definida conforme os ritos exigidos pelo TJRJ, o estado permanece sob expectativa de quem assumirá oficialmente o cargo vago por Cláudio Castro.

A decisão reforça o clima de incerteza institucional no Rio de Janeiro, exigindo que o legislativo estadual aguarde a validação da Justiça Eleitoral para garantir a "higidez" do processo de escolha do novo chefe do Executivo.
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