PETRÓPOLIS — Menos de 24 horas após ser considerada foragida pela Justiça, a empresária e ex-vereadora Verônica Costa, conhecida nacionalmente como a "Mãe Loira do Funk", foi localizada e presa nesta quinta-feira (24). A captura foi efetuada por agentes da Delegacia de Polinter na localidade de Vale das Videiras, no distrito de Araras, em Petrópolis, na Região Serrana fluminense.
A expedição do mandado de prisão ocorreu na quarta-feira (23) pela 16ª Vara Criminal, após o trânsito em julgado do processo — estágio que esgota todas as instâncias de recurso judicial. Na mesma data, equipes policiais tentaram cumprir a ordem em um imóvel na Barra da Tijuca, zona sudoeste da capital, mas a ex-política não foi encontrada no local, o que motivou a emissão do status de foragida.
Condenação por tortura e cumprimento de pena
Verônica Costa deverá cumprir pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, fixada inicialmente em regime fechado. A condenação decorre de um processo criminal iniciado em fevereiro de 2011, quando o ex-marido da ex-vereadora, Márcio Costa, procurou as autoridades policiais para denunciar episódios graves de violência ocorridos durante o relacionamento.
Em seu depoimento à época, a vítima relatou ter sido mantida imobilizada, amordaçada e sob cárcere por aproximadamente 20 horas em uma residência. O inquérito apontou que parentes da ex-política também integraram a dinâmica das agressões.
A sentença de primeira instância foi proferida em 2019, estipulando inicialmente cinco anos e 10 meses de reclusão. No entanto, após recurso do Ministério Público, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) ampliou a punição para 10 anos e 8 meses em 2023, determinando o regime fechado e a perda definitiva do mandato eletivo.
Desdobramentos da operação
Na mesma ofensiva de cumprimento das ordens judiciais, outras três pessoas envolvidas no processo também foram detidas pelas equipes de segurança. As investigações apontam que familiares e pessoas próximas da ex-vereadora também foram sentenciados pelo Tribunal de Justiça: Bruno Chaves Ribeiro (irmão) recebeu pena idêntica de 10 anos e 8 meses, enquanto Tatiane Chaves Ribeiro (irmã), Bruno Marcelo Bahia Marques (cunhado) e Sebastião de Oliveira Evangelista (padrasto) foram condenados a 10 anos de reclusão.
Até o momento, um quarto suspeito alvo de mandado relacionado ao mesmo processo não foi localizado pelas autoridades e permanece na condição de foragido, com diligências em andamento para sua captura.










