O que deveria ser o primeiro dia de operação de uma nova alternativa de transporte para os moradores da Baixada Fluminense transformou-se em um cenário de embate político. Nesta segunda-feira (16), agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ) apreenderam e rebocaram ônibus da nova linha que liga o município de Mesquita ao Terminal BRT Trevo das Margaridas, em Irajá, na Zona Norte do Rio. Detro é subordinado por Castro, governador do Rio.
"Castro pensa no povo? Acho que não. Nunca vi isso na Baixada e hoje, logo hoje que eu iria chegar mais cedo no trabalho, me deparo com essa briga de poder". disse Marcos Souza, de 39 anos
A linha começou a circular oficialmente nesta manhã, dois dias após a inauguração do terminal no último sábado (14). O primeiro coletivo chegou a atracar no terminal e alguns passageiros iniciaram o embarque, mas a operação foi interrompida rapidamente.
Equipes do Detro abordaram os funcionários da prefeitura e informaram que os veículos seriam rebocados para o pátio do órgão. Ao todo, a frota prevista para este primeiro dia era de 15 ônibus convencionais, com capacidade para atender até 7,5 mil passageiros diariamente.
A criação da linha é o capítulo mais recente da disputa entre o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro. O ponto central da polêmica é a legalidade da operação:
Argumento do Estado: O Detro afirma que o serviço é irregular. Segundo a legislação, a gestão e a autorização de linhas que ligam dois municípios diferentes (intermunicipais) são de responsabilidade exclusiva do Governo do Estado, e não das prefeituras.
Argumento da Prefeitura: A gestão municipal defende a integração do novo terminal como forma de melhorar a mobilidade na região, que conta com 50 câmeras de segurança e estrutura moderna.
Em meio ao clima de tensão, o Detro chegou a convocar uma coletiva de imprensa para a manhã desta segunda-feira para explicar as medidas tomadas contra a circulação dos ônibus. No entanto, a agenda foi cancelada poucas horas depois sem uma justificativa detalhada, sinalizando que a queda de braço deve seguir agora para as instâncias judiciais.
Enquanto o impasse continua, os passageiros que contavam com a nova opção de trajeto entre Mesquita e o Trevo das Margaridas permanecem sem a garantia do serviço.
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