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São João de Meriti adere à Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro com presença da ministra Anielle

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quarta-feira, janeiro 21, 2026



A Prefeitura de São João de Meriti formalizou, na quarta-feira (21-01), a adesão do município à Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana, instituída pelo Decreto nº 12.278, de 29 de novembro de 2024. A solenidade foi realizada na sede da Prefeitura.

O ato contou com a presença da ministra Anielle Franco (Igualdade Racial), do secretário nacional Ronaldo dos Santos (Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiro e Ciganos), da vice-prefeita e secretária municipal Dra. Letícia Costa (Cidadania e Direitos Humanos), da equipe técnica intersetorial da Prefeitura, além de secretários municipais, lideranças religiosas e representantes das comunidades tradicionais de terreiro, como Iya Lúcia de Oxum, do Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro) Núcleo Baixada.

Com a adesão, São João de Meriti assume o compromisso de desenvolver ações intersetoriais voltadas à promoção de direitos, à valorização da cultura e da memória dos povos de terreiro e ao enfrentamento do racismo religioso, reforçando a defesa da liberdade religiosa no município. O Termo de Adesão prevê ainda a atuação integrada entre diferentes áreas da administração pública.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou a importância da participação dos municípios na implementação da política. “É uma honra e um orgulho estar em Meriti neste dia tão simbólico. A sociedade não pode fechar os olhos para a intolerância religiosa, porque o racismo religioso mata. A adesão do município a essa política é um compromisso real com o diálogo, o respeito e a construção de um plano que tenha a cara do território, feito junto com quem constrói essa história todos os dias”, frisou Anielle.

A vice-prefeita e secretária municipal da Cidadania e Direitos Humanos, Dra. Letícia Costa, ressaltou o papel da gestão municipal na promoção do tema. “A adesão a esse pacto reforça o nosso compromisso com a igualdade racial, o respeito às diferentes religiões e o fortalecimento dos povos e comunidades tradicionais de terreiro, valorizando a construção histórica, social e cultural do nosso município”, pontuou Dra. Letícia.

O município apresentará um plano de ação em até 90 dias, com medidas construídas de forma participativa, em diálogo com as comunidades tradicionais e em articulação com o Ministério da Igualdade Racial.

Bebê é encontrado após ter sido abandonado no lixo em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

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Um caso de abandono de incapaz chocou os moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Um bebê recém-nascido foi encontrado com vida dentro de uma lata de lixo na localidade conhecida como Morro do Chapéu, no bairro de Cabuçu.

O resgate ocorreu após uma denúncia alertar as autoridades sobre a presença da criança no local. Agentes do 20º BPM (Mesquita) foram deslocados imediatamente para a região para verificar a ocorrência. Ao chegarem ao ponto indicado, os policiais confirmaram a veracidade da informação.

Segundo informações apuradas pela redação do Jornal Destaque Baixada, o bebê estava enrolado em um pano rudimentar e apresentava sinais de ter nascido poucas horas antes do encontro, uma vez que ainda estava com o cordão umbilical preso ao corpo. Apesar das condições de insalubridade do local onde foi deixado, a criança apresentava sinais vitais estáveis no momento do resgate.

A guarnição realizou os primeiros procedimentos de auxílio e encaminhou o recém-nascido com urgência para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cabuçu. Na unidade de saúde, o bebê recebeu atendimento médico especializado.

O caso foi comunicado às autoridades competentes para o início das investigações. O Conselho Tutelar e a Polícia Civil devem acompanhar o desdobramento da ocorrência para tentar identificar os responsáveis pelo abandono e esclarecer as circunstâncias do fato.

A área onde a criança foi encontrada passou por diligências, e a polícia busca possíveis testemunhas ou imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação de quem deixou o bebê na lata de lixo. Até o fechamento desta reportagem, não havia informações sobre a autoria do crime ou sobre o estado de saúde atualizado do bebê e da mãe.

São João de Meriti adota “tolerância zero” contra motos barulhentas

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terça-feira, janeiro 20, 2026



A Prefeitura de São João de Meriti deu início, nesta segunda-feira (19/01), à Campanha Ruído Zero. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Segurança, Transportes e Mobilidade Urbana, visa erradicar o uso de escapamentos adulterados, os populares "cadron", que causam poluição sonora e estresse urbano.

A ofensiva começou estrategicamente no Centro, no cruzamento das ruas Manoel Francisco da Rosa e da Matriz. Amparada pela Lei 2.659/2025, a ação marca um posicionamento de "tolerância zero" da gestão municipal contra o excesso de ruído nas vias públicas.
Responsabilidade Compartilhada: Lojistas e Empresas na Mira

Diferente de blitze convencionais, a Ruído Zero traz uma abordagem mais ampla. Segundo o secretário da pasta, Luiz Carlos Ferraz, a punição não ficará restrita apenas aos condutores.

"A ação não se destina somente aos motociclistas, mas também aos lojistas que vendem escapamentos adulterados e às empresas e comércios que contratam serviços de delivery cujas motos produzam esse ruído", alertou o secretário durante a panfletagem.

Quem for flagrado desrespeitando a norma estará sujeito às penalidades do Código de Trânsito Brasileiro (Art. 230, XI):

Infração: Grave.
Multa: R$ 195,23.
Pontuação: 5 pontos na CNH.

A campanha foi recebida com alívio pela população. Para o aposentado Nilton Ferreira Couto, de 82 anos, morador de Engenheiro Belford, a fiscalização é um clamor antigo da comunidade que sofre com as noites mal dormidas. O sentimento é compartilhado por Henrique Miranda, de 33 anos, que reside no Centro e relata que o barulho constante interrompe o sono de seus filhos.

Até mesmo quem trabalha sobre duas rodas reconhece a necessidade de mudança. O mototaxista Jonathan Vinícius, de 35 anos, destacou o impacto social da medida, especialmente para pessoas vulneráveis.

"É extraordinário. É questão de saúde. O barulho afeta muito a questão psicológica da criança com grau de autismo. Dificulta o tratamento e agrava traumas. Os valores humanos têm de voltar", afirmou Jonathan.
Cronograma e Denúncias

A prefeitura confirmou que as ações educativas ocorrerão em todos os distritos de São João de Meriti ao longo desta semana. Após esse período de conscientização, as equipes iniciarão a fase de repressão e aplicação de multas.

A administração municipal reforça que a participação do cidadão é fundamental. Moradores que desejarem indicar pontos críticos de poluição sonora podem entrar em contato com a Ouvidoria pelo telefone:

Telefone: 2018-1797

Castro veta projeto que proibia corte de Luz e Água em dias de calor extremo no RJ

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segunda-feira, janeiro 19, 2026



O governador Cláudio Castro vetou integralmente o Projeto de Lei nº 2584/2023, que buscava impedir a interrupção do fornecimento de água e energia elétrica para famílias de baixa renda durante ondas de calor extremo no estado. A decisão ocorre em um momento em que o Rio de Janeiro enfrenta sucessivas crises climáticas e recordes de temperatura.

A proposta, de autoria do deputado estadual Prof. Josemar (PSOL), havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com o objetivo de proteger a população mais vulnerável. O texto previa que famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) tivessem a garantia do serviço contínuo para manter itens essenciais em funcionamento, como geladeiras e ventiladores, além do acesso indispensável à água potável.

O autor da proposta defende que a medida era uma questão de saúde pública e dignidade humana. Segundo o projeto, a interrupção desses serviços em dias de temperaturas elevadas coloca em risco direto a vida de idosos, crianças e pessoas com comorbidades que residem em áreas periféricas, onde o impacto do calor é amplificado pela falta de infraestrutura urbana.

“Água e luz não são privilégios, são direitos básicos. Vetar essa lei é escolher o abandono”, declarou o deputado Prof. Josemar.

A decisão do Executivo gerou fortes críticas por parte da oposição e de movimentos sociais. O deputado Josemar afirmou que o veto demonstra uma "desconexão" do governo com a realidade enfrentada pelos cidadãos fluminenses diante da crise climática.

Para o parlamentar, o governo estadual "virou as costas para quem mais precisa" ao priorizar a lógica de cobrança das concessionárias de serviço público em detrimento da segurança vital das famílias em situação de vulnerabilidade.

Com o veto integral publicado, o projeto de lei retorna agora para a Assembleia Legislativa. Os deputados estaduais terão a responsabilidade de analisar a decisão do governador, podendo manter o veto ou derrubá-lo em votação no plenário. Caso o veto seja derrubado pelos parlamentares, a lei será promulgada pela própria Alerj e passará a vigorar no estado independentemente da sanção de Cláudio Castro.

Restaurante é interditado em Belford Roxo após vídeo mostrar ratos andando dentro do estabelecimento

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sexta-feira, janeiro 16, 2026



A Prefeitura de Belford Roxo, através da Coordenadoria de Vigilância Sanitária (Secretaria de Saúde), interditou na manhã desta sexta-feira (16/01), o Restaurante Frango e Cia Sabores Caseiros LTDA (Delícias de Frango), por funcionar em condições insalubres, constituindo perigo para à saúde pública. O estabelecimento no bairro São Bernardo foi interditado, notificado e recebeu um auto de infração, após um vídeo viralizar na noite anterior nas redes sociais, em que apareciam diversos ratos circulando pelas janelas do estabelecimento que comercializa refeições para consumo no local e entregas.

Durante a inspeção, o gerente executivo de Vigilância Sanitária, Alexandre Pinheiro, orientou ao gerente do estabelecimento, que apesar do controle de desratização estar dentro do prazo, o local precisa de ações importantes contra as condições insalubres, entre elas, vedar os acessos externos que existem no estabelecimento, e que por conta da comercialização de alimentos, atraem os roedores (ratos e camundongos) para dentro do local.

“O restaurante só será desinterditado quando cumprir todas as exigências da Vigilância Sanitária, entre elas, requerer a Licença Sanitária de 2026, e cumprir toda a documentação em conformidade com as normas sanitárias e de Meio Ambiente”, destacou Alexandre Pinheiro.

Sem licença ambiental

A Secretaria Municipal também notificou o restaurante por funcionar sem a devida licença ambiental e armazenamento inadequado de resíduos sólidos, propiciando a proliferação de vetores e fauna nociva (roedores), em desacordo com as normas ambientais.

Ainda foi solicitado que o restaurante apresente na secretaria: Contrato com a empresa que recolhe os resíduos; Alvará de Funcionamento; IPTU; Manifesto de Resíduo; CNPJ e Certificado da Vigilância Sanitária.

Pedestre flagra ratos 'passeando' dentro de restaurante em Belford Roxo, na Baixada

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Um vídeo que circula nas redes sociais desde as últimas horas tem gerado debates entre os moradores de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. As imagens registram a presença de roedores circulando livremente pelo interior de um restaurante da região.

O registro foi feito por um pedestre que passava pelo local durante o período de fechamento do estabelecimento, que fica na Avenida Joaquim da Costa Lima, em frente ao fórum. No vídeo, é possível observar claramente o momento em que dois ratos de grande porte "passeiam" pela área interna, próximos à vitrine.

Os roedores foram filmados do lado de dentro do vidro (janela), sem qualquer cerimônia, transitando pelo mobiliário do restaurante.

A denúncia rapidamente viralizou em grupos locais e plataformas digitais. Nos comentários, moradores expressaram revolta com a falta de higiene e o risco à saúde pública, visto que ratos são vetores de diversas doenças graves, como a leptospirose.

"É um absurdo ver uma cena dessas. A fiscalização precisa ser rigorosa", comentou um internauta em uma publicação do vídeo.

Até o fechamento desta reportagem, a administração do restaurante não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso ou sobre as medidas de dedetização e controle de pragas no local. A Vigilância Sanitária municipal deve ser acionada para realizar uma inspeção técnica no estabelecimento a fim de garantir que as normas de segurança alimentar estejam sendo cumpridas.


Sol forte, calor e descuido: Verão intensifica exposição e aumenta alerta para o câncer de pele; saiba uso correto do protetor solar

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quinta-feira, janeiro 15, 2026


É verão e, com o aumento da exposição ao sol, aumenta a importância do uso correto do protetor solar. O cuidado é fundamental diante de um cenário preocupante: o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde.

No Rio de Janeiro, de 2019 a 2025, segundo o painel de oncologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA)/DataSUS já se computam 15.706 novos casos de câncer de pele. Desses, 13.769 são não melanoma (C44) e 1.937 casos de melanoma (C43), que é a forma menos comum, porém mais agressiva da doença. Do total, foram registrados 2.526 óbitos, sendo 1.683 não melanoma e 843 das demais ocorrências. Os dados de 2024 e 2025 ainda estão em consolidação.

Atenta a esse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) tem reforçado a fiscalização de fabricantes de protetores solares.

A Suvisa fiscaliza os fabricantes de protetores solares no estado, verificando o cumprimento das normas sanitárias vigentes, com o objetivo de minimizar riscos e contribuir para a proteção da saúde da população”, explica a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

O uso de protetores solares de forma irregular ou falsificados representa um risco à saúde, pois pode gerar falsa sensação de proteção, aumentando a exposição aos raios solares e, consequentemente, o risco de queimaduras, envelhecimento precoce da pele e câncer de pele.

Para garantir que o consumidor use o protetor solar de forma correta, além de identificar possíveis fraudes, a dermatologista Gabriela Abrahão, médica do Ambulatório de Dermatologia do Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC) e, atualmente, consultora da Suvisa em vigilância sanitária para serviços de estética, traz as dicas.

Qual é a importância do FPS?

O protetor solar é um produto de risco à saúde e, por isso, deve ter registro na Anvisa, que garante segurança e eficácia. O FPS (Fator de Proteção Solar) indica o tempo de proteção da pele contra os raios ultravioleta, principalmente o UVB, responsável por vermelhidão e queimaduras, podendo causar dano em poucos minutos sem proteção. A radiação UVB também contribui para o fotoenvelhecimento e aumenta o risco de câncer de pele, especialmente o melanoma.

O que significa o número do FPS?

O FPS não indica a “força” do produto, mas sim o tempo de proteção. Por exemplo, um FPS 30 protege a pele por aproximadamente 30 vezes o tempo que ela levaria para sofrer dano sem proteção. Considerando que o sol pode causar dano em cerca de cinco minutos, um FPS 30 pode proteger por aproximadamente 150 minutos, desde que usado corretamente.

O FPS protege contra quais tipos de radiação?

O FPS está diretamente relacionado à proteção contra os raios ultravioleta B. No entanto, é fundamental que o protetor solar seja de amplo espectro, ou seja, que também proteja contra os raios ultravioleta A, que contribuem para o envelhecimento precoce da pele e outros danos cumulativos.

Por que o protetor solar deve ser usado diariamente?

O uso do protetor solar não deve ocorrer apenas em exposição direta ao sol. Ele é importante também no dia a dia, em dias nublados e dentro de casa, pois protege contra os raios UVA e UVB.

Qual é o FPS mínimo recomendado?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetor solar com FPS mínimo de 30 para a população em geral, sempre com proteção de amplo espectro. Quanto maior o FPS, maior será o tempo de proteção, desde que respeitada a reaplicação adequada.

Como escolher o FPS ideal para cada pessoa?

A escolha do FPS depende da rotina, do estilo de vida e do tipo de pele. Pessoas com pele mais clara, que possuem menos melanina, precisam de FPS mais alto. Indivíduos com histórico pessoal ou familiar de câncer de pele devem iniciar o uso com FPS 50 ou superior, e quem trabalha exposto ao sol.

O protetor solar deve ser escolhido apenas pelo FPS?

Não. Além do FPS, é importante escolher um protetor adequado ao tipo de pele, como pele oleosa, seca, sensível, ou infantil, e que se encaixe na rotina diária, considerando exposição ao sol, ao ambiente interno e até à luz artificial.

Crianças e adultos podem usar o mesmo protetor solar?

Não. Crianças devem utilizar protetores solares específicos para a pele infantil, que é mais fina e sensível. Esses produtos possuem fórmulas mais suaves, hipoalergênicas, sem fragrâncias, corantes ou substâncias irritantes. Em casos específicos, adultos com pele sensível ou alergias podem usar protetor infantil, mas o contrário não é recomendado.

Que tipo de protetor é indicado para bebês e crianças?

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso de protetores solares físicos ou minerais para crianças acima de seis meses. Esses protetores geralmente contêm óxido de zinco ou dióxido de titânio, criando uma barreira física sobre a pele. Para crianças, o FPS deve ser a partir de 50, respeitando sempre a indicação do fabricante para cada faixa etária.

Produtos muito baratos ou vendidos fora de locais regulares oferecem riscos?

Sim. Produtos muito baratos ou vendidos sem regulamentação podem oferecer riscos significativos à saúde. Muitos não possuem registro na Anvisa, o que impede a garantia de eficácia, segurança e composição correta. Esses produtos podem não oferecer o FPS prometido e causar irritações, alergias ou até intoxicações.

Quais são os principais riscos desses produtos?

Os principais riscos incluem proteção solar inadequada, aumento do risco de queimaduras e câncer de pele, falsificação, presença de ingredientes de baixa qualidade ou substâncias tóxicas e, em alguns casos, riscos por inalação em produtos em spray ou pó.

Como garantir que o protetor solar é seguro?

É fundamental comprar o produto em locais confiáveis, verificar se possui registro na Anvisa, conferir o prazo de validade, observar a integridade da embalagem e checar se as informações do rótulo estão completas e corretas. Preços muito baixos devem sempre gerar desconfiança.

O protetor solar pode perder a eficácia se for armazenado incorretamente?

Sim. O armazenamento inadequado pode comprometer a eficácia do protetor solar. Calor excessivo, luz solar direta e umidade podem degradar os ingredientes ativos do produto, reduzindo sua capacidade de proteção.

Quais cuidados devem ser tomados no armazenamento?

O protetor solar deve ser mantido em local fresco, seco e longe da luz solar direta. Não deve ser deixado dentro do carro, especialmente no porta-luvas, nem em locais com grande variação de temperatura ou umidade, como banheiros. Em praias ou piscinas, o ideal é mantê-lo na sombra ou em bolsa térmica.

Quais sinais indicam que o protetor solar não deve mais ser usado?

Mudanças na textura, separação de fases, presença de grumos, alteração de cheiro ou odor diferente do original são sinais de degradação. Mesmo dentro do prazo de validade, o produto deve ser descartado se apresentar essas alterações.

Qual é a quantidade correta de protetor solar?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica uma quantidade aproximada de 2 mg por centímetro quadrado de pele. Para facilitar, utiliza-se a regra da colher ou dos três dedos. No rosto, cabeça e pescoço, a quantidade é equivalente a uma colher de chá ou uma linha contínua nos três dedos. Para o tronco, são duas colheres de sopa, sendo uma para a parte da frente e outra para as costas. Já nos braços, uma colher de chá para cada braço. Cada perna pede duas colheres de chá, sempre aplicando de forma generosa e uniforme.

Quando o protetor solar deve ser aplicado?

A aplicação deve ser feita entre 15 e 30 minutos antes da exposição solar, com o corpo limpo e sem roupas, garantindo a cobertura de todas as áreas expostas, como orelhas, pescoço, pés, mãos e couro cabeludo em pessoas sem cabelo. A reaplicação deve ocorrer a cada duas horas ou sempre após suor excessivo, entrada e saída da água ou uso de toalha para secar a pele, pois esses fatores reduzem a eficácia do produto.

Quais são os problemas mais frequentes encontrados em protetores solares e que podem ser sinais de alerta ao consumidor?

Os mais frequentes são produtos vencidos, ausência de registro, rótulos ilegíveis e/ou adulterados, armazenamento inadequado e comercialização em locais não autorizados. Há informações obrigatórias nas embalagens, como lote, validade, fabricante e instruções de uso.

Ao identificar um produto falsificado, como o consumidor deve proceder?

O consumidor pode denunciar diretamente à Vigilância Sanitária do seu município. No âmbito estadual, o contato é via Ouvidoria 0800 025 5525 e, ainda, há outros canais disponíveis no site https://www.saude.rj.gov.br/ouvidoria/participe

Queda da libido após a menopausa atinge 6 em cada 10 mulheres, mostra estudo brasileiro

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quarta-feira, janeiro 14, 2026



Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO), periódico científico da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aponta que cerca de 60% das mulheres relatam redução da atividade sexual após a menopausa. O dado evidencia como o climatério, período de transição da fase reprodutiva, pode impactar diretamente a sexualidade e a qualidade de vida feminina.

Segundo a ginecologista Dra. Vanessa Apfel, que atua no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa redução não está ligada apenas ao avanço da idade, mas a alterações hormonais específicas desse período.

“O climatério é marcado pela queda progressiva dos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios que exercem papel fundamental na lubrificação vaginal, na elasticidade dos tecidos genitais, na resposta sexual e também no equilíbrio emocional”, destaca.

Ela explica que quando esses hormônios diminuem, é comum que a mulher perceba mudanças que afetam o desejo e o conforto durante a relação sexual.

Na prática clínica, a médica observa que sintomas como ressecamento vaginal, dor durante a relação, diminuição da libido, alterações do sono, ondas de calor e oscilações de humor costumam se sobrepor.

“Esses fatores muitas vezes se retroalimentam. O desconforto físico leva à evitação da relação, o que pode gerar frustração, insegurança e queda da autoestima. Sem orientação adequada, muitas mulheres passam a acreditar que perder o interesse sexual é algo inevitável nessa fase”, pontua Dra. Vanessa.

No entanto, evidências científicas recentes indicam que essa perda não é uma regra. Um estudo publicado em 2023 na revista científica oficial da The Menopause Society, uma das principais entidades médicas globais dedicadas ao estudo da menopausa, mostrou que mulheres que mantêm atividade sexual regular durante o climatério e a pós-menopausa apresentam melhor função sexual, com resultados mais favoráveis em domínios como excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação, quando comparadas àquelas com vida sexual infrequente.




“Esses achados reforçam algo que observamos no consultório: a sexualidade também é uma função que responde ao estímulo e ao cuidado”, afirma a médica.

“Manter a intimidade ativa contribui para a saúde da mucosa vaginal, para a resposta do corpo ao estímulo sexual e para o fortalecimento do vínculo emocional, além de impactar positivamente o bem-estar psicológico”, completa.




Para a especialista, o acompanhamento médico individualizado é essencial para atravessar o climatério com mais qualidade de vida.




“Existem diferentes estratégias terapêuticas, que vão desde o uso de hidratantes vaginais e mudanças no estilo de vida até, em casos bem indicados, a terapia hormonal”, salienta.

O mais importante, segundo ela, é que a mulher saiba que não precisa conviver com dor, desconforto ou perda do desejo como se isso fosse parte obrigatória do envelhecimento.

De acordo com a ginecologista, é fundamental ressaltar que o climatério não representa o fim da sexualidade, mas uma fase de transformação. “Com informação de qualidade, escuta qualificada e cuidado integral, é possível viver essa etapa com prazer, autonomia e saúde emocional”, finaliza.

Calor favorece a virose da mosca, que causa diarreia, febre e até vômitos

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Com a chegada das altas temperaturas e a intensificação das chuvas de verão, um problema de saúde sazonal volta a preocupar as autoridades sanitárias: a virose da mosca. O termo, embora popular, descreve um quadro clínico sério conhecido tecnicamente como Doenças Diarreicas Agudas (DDA).

As condições climáticas desta época do ano — calor intenso combinado com umidade — formam o cenário ideal para a reprodução acelerada das moscas. Mais do que um incômodo doméstico, esses insetos atuam como vetores mecânicos, transportando microrganismos nocivos de ambientes contaminados diretamente para as mesas das famílias.

O Ciclo da Contaminação

A transmissão ocorre de forma silenciosa e rápida. Ao pousar em locais como lixo, fezes ou esgotos, a mosca adere a vírus, bactérias, fungos e parasitas em suas patas e corpo. Quando o inseto entra em contato com alimentos, utensílios de cozinha ou superfícies, transfere esses agentes infecciosos instantaneamente.

De acordo com especialistas, a resistência do inseto impressiona: uma única mosca pode viver até 28 dias. Durante esse ciclo de vida, ela é capaz de espalhar uma vasta quantidade de patógenos, elevando exponencialmente o risco de surtos locais.

A infecção atinge o trato gastrointestinal, apresentando sintomas que podem surgir pouco tempo após o contato:

Diarreia e dor abdominal, Náuseas e vômitos, Febre e mal-estar geral.

Atenção: Em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e imunossuprimidos, o quadro pode evoluir rapidamente para a desidratação grave, exigindo atendimento médico imediato para evitar complicações maiores.

Como se proteger: Medidas de Prevenção

A prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz contra a propagação das DDAs. Profissionais de saúde recomendam a adoção de hábitos rigorosos de higiene para barrar o avanço do inseto:

Manter alimentos sempre cobertos e em recipientes fechados. Lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro. Higienizar rigorosamente utensílios, balcões e mesas.

Evitar o acúmulo de lixo e manter as lixeiras sempre tampadas para não atrair vetores.

Com a conscientização e cuidados simples no dia a dia, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem comprometer a saúde e o bem-estar da família.

Presa suspeita de ser mandante da morte de biomédica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

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terça-feira, janeiro 13, 2026


Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam, nesta terça-feira, a mulher apontada como a mandante do assassinato da biomédica Denise Ramaciote Calasans. O crime, que chocou a região, ocorreu no ano passado, no município de Nova Iguaçu.

O Motivo: Empréstimo para Reforma

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma questão financeira. Denise teria pego um empréstimo no valor de R$ 30 mil com a suspeita e o marido dela. O montante teria sido utilizado pela biomédica para custear obras de melhoria no consultório onde realizava seus atendimentos.

A impossibilidade de quitar o débito teria gerado o desentendimento que culminou no assassinato. A vítima foi morta com diversos golpes de faca.

A localização da suspeita ocorreu de forma inesperada. Após sofrer um acidente, a mulher — que não teve a identidade revelada pelas autoridades — buscou atendimento médico em um hospital em Duque de Caxias. Ao darem cumprimento ao mandado de prisão, os policiais a localizaram na unidade de saúde.

A Polícia Civil informou que a acusada permanece sob custódia policial dentro do hospital. Assim que receber alta médica, ela será transferida para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para responder pelo crime de homicídio.

Baixada Fluminense: Belford Roxo realiza primeira oficina de Epidemiologia de 2026

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A Secretaria Municipal de Saúde promoveu, nesta terça-feira (13/01), a primeira oficina da Epidemiologia em 2026. O encontro foi realizado no auditório da pasta e reuniu servidores que atuam nos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, Vigilância Proativa e Notificações de Arboviroses.

A oficina teve como foco a qualificação dos processos relacionados ao enfrentamento das arboviroses urbanas, com destaque para o uso do Teste Rápido de Dengue, a adoção de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para triagem, a revisão das Boletins de Atendimento Médico (BAMs) e o aprimoramento dos fluxos de diagnóstico laboratorial, Teste Rápido de Dengue (TRD) e encerramento de casos.

Além da parte técnica, o encontro também foi um espaço de troca de experiências entre os profissionais, com o objetivo de fortalecer as etapas de notificação, investigação e conclusão de casos suspeitos, garantindo maior agilidade e qualidade nas informações epidemiológicas do município.

Rio Sob Brasas: Calor não dá trégua e provoca aumento de atendimentos médicos

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O Rio de Janeiro vive dias de "forno ligado". Após um fim de semana de calor escaldante, a capital fluminense registrou, pelo segundo dia consecutivo, temperaturas acima dos 40°C, consolidando-se como a capital mais quente do país.

Nesta segunda-feira (12), os termômetros marcaram 41,4°C, superando os 40,1°C de domingo e estabelecendo o novo recorde de temperatura do verão até agora. O vapor quente que sobe do asfalto eleva a sensação de desconforto a níveis críticos em toda a Região Metropolitana.

Saúde em Alerta: Quase 1.600 Atendimentos

O impacto do calor extremo já é sentido nas unidades de saúde. Segundo levantamento do governo estadual, as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede registraram 1.597 atendimentos médicos relacionados às altas temperaturas apenas nos primeiros 11 dias de janeiro.

O cenário é agravado pela baixa umidade relativa do ar, que atingiu 23,5% nesta terça-feira — índice muito próximo do estado de atenção e bem abaixo dos 40% a 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por que está tão quente?

De acordo com a meteorologia, o Rio de Janeiro está sob a influência de um sistema de alta pressão. Esse fenômeno atua como uma "tampa", impedindo a chegada de frentes frias, mantendo o céu sem nuvens e fazendo com que o ar fique extremamente seco.

Com a previsão indicando que o calor persistirá sem previsão de chuva, as autoridades de saúde reforçam cuidados vitais:

Beba água e sucos naturais constantemente, mesmo se não estiver com sede. Priorize pratos leves, como frutas e saladas; evite comidas pesadas ou muito gordurosas. Evite sair ao sol entre 10h e 16h. Se precisar sair, use roupas leves, claras e protetor solar.

Atenção aos Vulneráveis: Ofereça água com frequência para crianças e idosos, que desidratam mais rápido.

Cuidado com os Pets: Não passeie com animais em horários de sol forte para evitar queimaduras nas patas e hipertermia.

Álcool e Açúcar: Evite bebidas alcoólicas e refrigerantes, pois podem acelerar a desidratação.

Calor extremo vai atingir o RJ nos próximos dias, trazendo risco à saúde e à vida

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sábado, janeiro 10, 2026


O Centro de Inteligência em Saúde do Estado do RJ (CIS/SES-RJ) informa que há previsão de excesso de calor a partir do domingo, 11 de janeiro. Mmunicípios entram em nível Laranja – Severo: Belford Roxo; Japeri; Marica; Piraí; Queimados; São Gonçalo; Seropédica; Nova Iguaçu; Guapimirim; Mesquita, Caxias e Itaguaí. Na segunda (12), o cenário se intensifica, e a capital fluminense entra na lista, e continua na terça-feira (13), com estimativa de nível Vermelho – Extremo em Guapimirim.

O painel calcula o índice de excesso de calor (EHF), que mede o perigo do calor ao comparar a temperatura dos próximos três dias com o histórico das três últimas décadas numa determinada região. O EHF é classificado em quatro níveis: Verde – Sem excesso, Amarelo – Leve, Laranja – Severo e Vermelho – Extremo. Severo é quando o indicador entra nos 15% mais quentes da série histórica de um local. E o Extremo é o nível máximo e mais raro, quando o calor é três vezes maior que o limite severo.

"Este aviso vem de uma previsão do Centro de Inteligência em Saúde com base na temperatura fornecida pelo INMET. Isso significa que a população deve esperar temperaturas mais elevadas, e se cuidar diante disso. É preciso manter uma boa hidratação ao longo do dia, usar roupas claras e leves e evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h. Quando for inevitável sair nesse período, é importante utilizar proteção solar, como bonés, chapéus e óculos escuros", explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Para enfrentar o calor extremo, a SES-RJ instalou pontos de hidratação externa nas 27 UPAs estaduais para a população vulnerável. O SAMU 192 reforçou o atendimento com motolâncias e veículos de intervenção rápida em pontos estratégicos da capital fluminense. As unidades de saúde adotaram protocolos específicos de classificação de risco e oferecem sais de hidratação para idosos e crianças. Todo o monitoramento climático e de saúde é realizado pelo Centro de Inteligência em Saúde através do painel Monitora

Homens são presos acusados de vender e aplicar ilegalmente remédio para emagrecer na Baixada Fluminense

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Policiais civis prenderam dois homens por crime contra saúde pública. A dupla foi localizada e capturada no bairro Edson Passos, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

As investigações apontaram que eles comercializavam e aplicavam clandestinamente tirzepatida, princípio ativo de um medicamento indicado para diabete e também utilizado para auxiliar no emagrecimento.

Após tomarem ciência do fato, os agentes da 53ª DP (Mesquita) realizaram diligências na quarta-feira (07/01) e encontraram a dupla em um bairro na Baixada Fluminense. Os homens foram autuados em flagrante por crime contra saúde pública.

Priscila Belfort e a “teia de ausências”: por que o Rio ainda falha na busca por pessoas desaparecidas

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Há 22 anos sem respostas definitivas, o desaparecimento de Priscila Belfort expõe um padrão que se repete e se aprofunda: atendimento precário às famílias, investigação fragmentada e um território em que o sumiço, muitas vezes, vira estatística — especialmente quando a vítima é negra, pobre e periférica. O caso de Priscila não é apenas uma história interrompida. É um retrato de como o Estado do Rio de Janeiro ainda opera, de forma desigual, diante de um dos temas mais dolorosos da vida pública: o desaparecimento de pessoas.

“Quando alguém desaparece, o tempo vira inimigo. Cada hora sem ação integrada pode apagar pistas, dispersar testemunhas, esfriar imagens, desorganizar rotinas de busca e ampliar o sofrimento de mães, pais e familiares que passam a viver em suspensão”, afirma Adriano Dias, articulador da ComCausa – Defesa da Vida. “O desaparecimento não termina no dia em que a pessoa some. Ele começa ali, e passa a morar dentro da família, dentro do território e dentro de um sistema que, muitas vezes, não consegue entregar o mínimo: resposta, rastreabilidade e verdade.”

Em 2024, o cenário ganhou números que não deixam margem para relativização: o Rio registrou média de 16 desaparecimentos por dia, com 2.533 registros entre janeiro e maio, segundo levantamento baseado em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). O problema não é só a quantidade. É a forma como as instituições respondem — e a forma como a resposta muda conforme a cor, o CEP e a renda de quem desapareceu.

O caso Priscila Belfort: 20 anos de perguntas abertas, 22 anos de alerta público

Priscila Vieira Belfort nasceu no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1974. Em 9 de janeiro de 2004, aos 29 anos, desapareceu após sair para almoçar no Centro do Rio, onde trabalhava na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido.

Ao longo dos anos, o caso atravessou ondas de visibilidade pública, denúncias, buscas e hipóteses. Entre os episódios citados na reconstrução do caso, há o registro de que, em 2007, surgiu uma confissão apontando sequestro e morte, com indicação de local de ocultação, mas nada foi encontrado, mantendo o caso sem comprovação conclusiva e sem desfecho.

“Priscila segue como símbolo de uma tragédia dupla: a violência do desaparecimento e a violência institucional da ausência de resposta”, diz Adriano Dias. “E é impossível falar do caso sem reconhecer o empenho público e persistente de Jovita Belfort e Vitor Belfort, que, por anos, sustentaram a busca, a visibilidade e a cobrança por investigação.”

A “teia de ausências”: como as famílias são empurradas para o abandono

A ComCausa – Defesa da Vida destaca que o desaparecimento é também uma experiência de peregrinação institucional. Um dos diagnósticos mais fortes sobre o tema no Rio é descrito como uma “teia de ausências”: faltas que começam no atendimento inicial e continuam no percurso por assistência, saúde, apoio psicológico e orientação jurídica.

Estudos citados no debate público apontam dificuldades para registrar ocorrência, concentração geográfica dos poucos serviços, atendimentos desumanizadores marcados por estereótipos e preconceitos, e um peso ainda maior quando as famílias são pobres, negras e periféricas. “Esse ponto é central: não se trata apenas de falhas técnicas. Existe um padrão de desigualdade no acesso à investigação, ao cuidado institucional e ao direito básico de ser atendido com seriedade”, pontua Adriano Dias.

Baixada Fluminense: o epicentro silencioso dos desaparecimentos

Se na capital o desaparecimento choca, na Baixada Fluminense ele se repete com um grau de naturalização perigoso. Dados compilados a partir de registros do ISP indicam que, entre 2003 e julho de 2023, a Baixada Fluminense registrou 27.985 pessoas desaparecidas, o que equivale a 25% do total do estado no período. O mesmo boletim destaca um problema grave: muitos casos que deveriam ser tratados como desaparecimentos forçados acabam rebaixados a uma categoria genérica de “pessoas desaparecidas”, em um contexto em que o país ainda convive com lacunas de tipificação, registro e responsabilização adequadas.

A dimensão territorial desse terror aparece também na cartografia das chamadas “áreas de desova”. Em 2025, levantamento divulgado pela Ponte Jornalismo, com base em mapeamento da IDMJR, apontou 116 cemitérios clandestinos e outras áreas de desova na Baixada Fluminense, associados a dinâmicas de violência e controle territorial. “Quando um território acumula desaparecimentos, ocultação e medo estruturado, investigar ‘caso a caso’, sem inteligência integrada e sem proteção a testemunhas, vira muitas vezes uma encenação de procedimento”, afirma Adriano Dias.

Casos que seguem se repetindo: Edson Davi

A ComCausa – Defesa da Vida vem acompanhando casos que evidenciam como o desaparecimento de pessoas continua atravessando o cotidiano de inúmeras famílias no Rio de Janeiro, produzindo medo, desorganização da vida e uma espera que não deveria existir.

Edson Davi, desaparecido na Barra da Tijuca em 4 de janeiro de 2024, tornou-se um dos casos mais emblemáticos deste ciclo recente. O caso passou a sintetizar, para muita gente, aquilo que as estatísticas já indicam: o desaparecimento não é episódio isolado, é um problema estrutural — e a cobrança por respostas, investigação completa e transparência segue crescendo.

“A repetição de histórias com grande visibilidade pública e, ainda assim, sem resolução definitiva, reforça um diagnóstico duro: não faltam casos, relatos e evidências de dor. O que falta é capacidade de resposta do Estado na mesma proporção — com integração, prioridade, técnica e humanidade”, diz Adriano Dias.

O que precisa mudar: medidas que salvam tempo, prova e dignidade

Se o desaparecimento é uma corrida contra o tempo, o Estado não pode operar na lógica da espera. Precisa agir como emergência, com procedimento imediato, coordenação real e responsabilidade pública — porque cada hora perdida custa prova, reduz a chance de localização e amplia o sofrimento das famílias.

Entre as medidas apontadas por diagnósticos e debates especializados, a ComCausa – Defesa da Vida destaca: registro imediato e padronizado da ocorrência, sem barreiras burocráticas e sem tratamento discriminatório; integração efetiva de bases e fluxos de informação entre polícia, hospitais, IML e assistência social, para evitar o “sumiço burocrático” que paralisa diligências; apoio psicossocial e jurídico contínuo, com capilaridade e descentralização; inteligência territorial e prioridade operacional nas regiões mais afetadas, especialmente na Baixada Fluminense; e transparência e prestação de contas, com comunicação clara às famílias sobre o que foi feito, o que está sendo apurado, quais hipóteses estão em análise e quais são os próximos passos.

Por que Priscila Belfort continua sendo um alerta

O desaparecimento de Priscila não “acabou” com o passar do tempo. Ele permanece como ferida aberta — e como um espelho incômodo: se um caso tão conhecido pode atravessar décadas sem prova conclusiva e sem resposta definitiva, o que acontece com as milhares de famílias que nem chegam à mídia?

“A Defesa da Vida exige que o desaparecimento seja tratado como prioridade de Estado”, conclui Adriano Dias. “E, quando o Estado falha, a sociedade civil e as redes de apoio precisam existir para que nenhuma família atravesse isso sozinha.”

Nova Iguaçu proíbe a realização evento de “grau em motos”

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O que estava sendo anunciado nas redes sociais como um grande encontro de motociclistas não vai acontecer. A Prefeitura de Nova Iguaçu embargou a realização do evento “Aero Grau 1.0”, previsto para o dia 18, na pista do Aeroclube no município, que pertence à União. O município já comunicou à Aeronáutica sobre a proibição da atividade.

A ação foi tomada nesta sexta-feira (9) por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, que lavraram um auto de embargo contra a loja Lucky Moto Peças, responsável pela organização do evento. O motivo é claro: não há autorização municipal para a realização da atividade.

Além disso, o local escolhido acendeu o alerta das autoridades. A pista do Aeroclube pertence à União e fica ao lado do Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz (HerCruz), onde pacientes estão internados e em processo de recuperação. Para a Prefeitura, permitir um evento desse tipo ali seria inaceitável.

Segundo a Secretaria de Ordem Pública, o “Aero Grau 1.0” apresenta riscos à saúde, à higiene, à segurança e ao sossego público, conforme estabelece a Lei nº 2.112/91, o Código Municipal de Posturas. A divulgação nas redes sociais reforçou a necessidade de intervenção imediata.

“O evento está embargado. Ele não pode acontecer e não vamos permitir que aconteça”, afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, tenente-coronel Fernando Bastos. “Não existe autorização para esse tipo de evento, ainda mais ao lado de um hospital. Seria um desrespeito total com pacientes e profissionais de saúde.”

Os organizadores divulgaram que o evento estaria “totalmente legalizado”. A prática conhecida como “grau” consiste em empinar a motocicleta, equilibrando-se apenas sobre a roda traseira — uma manobra considerada perigosa.

Em vias públicas, esse tipo de prática é ilegal. A legislação prevê multa e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por isso, a Prefeitura reforça que não autoriza eventos dessa natureza e seguirá atuando para garantir a ordem, a segurança e o bem-estar da população.

Temperatura em alta: Rio entra no nível 2 do Protocolo de Calor nesta sexta-feira

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sexta-feira, janeiro 09, 2026


  

O Rio de Janeiro atingiu o segundo nível do Protocolo de calor nesta sexta-feira, dia 09 de janeiro de 2026. O Calor 2 é o segundo de cinco níveis de calor, e caracteriza-se pela previsão ou registro de Índices de Calor (IC) – temperatura e umidade – acima de 36°C por um ou dois dias consecutivos e por quatro horas ou mais.

Segundo o Sistema Alerta Rio, esta sexta será de fato quente, com temperatura máxima prevista de 37°C. As temperaturas permanecem elevadas entre o sábado e a terça-feira (13/01).

Veja a seguir as principais recomendações para o cidadão:

– Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede;

– Consuma alimentos leves, como frutas e saladas;
– Utilize roupas leves e frescas;
– Evite bebidas alcoólicas com elevado teor de açúcar. Pode provocar desidratação;
– Evite a exposição direta ao sol, em especial, das 10h às 16h;
– Informe-se sobre os níveis de calor na cidade do Rio de Janeiro por meio das redes sociais e sites do Centro de Operações e da Secretaria Municipal de Saúde;

– Não deixe de tomar medicamentos de rotina. O calor pode prejudicar mais quem tem hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca;

– Cuidados com pets: evite passeios entre 10h e 16h e cheque a temperatura do solo. Não esqueça de disponibilizar água fresca para o seu pet. Hidratação é fundamental;

– Ofereça água com frequência a crianças e idosos, mesmo que não sintam sede.

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