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Queda da libido após a menopausa atinge 6 em cada 10 mulheres, mostra estudo brasileiro

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quarta-feira, janeiro 14, 2026



Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO), periódico científico da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aponta que cerca de 60% das mulheres relatam redução da atividade sexual após a menopausa. O dado evidencia como o climatério, período de transição da fase reprodutiva, pode impactar diretamente a sexualidade e a qualidade de vida feminina.

Segundo a ginecologista Dra. Vanessa Apfel, que atua no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa redução não está ligada apenas ao avanço da idade, mas a alterações hormonais específicas desse período.

“O climatério é marcado pela queda progressiva dos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios que exercem papel fundamental na lubrificação vaginal, na elasticidade dos tecidos genitais, na resposta sexual e também no equilíbrio emocional”, destaca.

Ela explica que quando esses hormônios diminuem, é comum que a mulher perceba mudanças que afetam o desejo e o conforto durante a relação sexual.

Na prática clínica, a médica observa que sintomas como ressecamento vaginal, dor durante a relação, diminuição da libido, alterações do sono, ondas de calor e oscilações de humor costumam se sobrepor.

“Esses fatores muitas vezes se retroalimentam. O desconforto físico leva à evitação da relação, o que pode gerar frustração, insegurança e queda da autoestima. Sem orientação adequada, muitas mulheres passam a acreditar que perder o interesse sexual é algo inevitável nessa fase”, pontua Dra. Vanessa.

No entanto, evidências científicas recentes indicam que essa perda não é uma regra. Um estudo publicado em 2023 na revista científica oficial da The Menopause Society, uma das principais entidades médicas globais dedicadas ao estudo da menopausa, mostrou que mulheres que mantêm atividade sexual regular durante o climatério e a pós-menopausa apresentam melhor função sexual, com resultados mais favoráveis em domínios como excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação, quando comparadas àquelas com vida sexual infrequente.




“Esses achados reforçam algo que observamos no consultório: a sexualidade também é uma função que responde ao estímulo e ao cuidado”, afirma a médica.

“Manter a intimidade ativa contribui para a saúde da mucosa vaginal, para a resposta do corpo ao estímulo sexual e para o fortalecimento do vínculo emocional, além de impactar positivamente o bem-estar psicológico”, completa.




Para a especialista, o acompanhamento médico individualizado é essencial para atravessar o climatério com mais qualidade de vida.




“Existem diferentes estratégias terapêuticas, que vão desde o uso de hidratantes vaginais e mudanças no estilo de vida até, em casos bem indicados, a terapia hormonal”, salienta.

O mais importante, segundo ela, é que a mulher saiba que não precisa conviver com dor, desconforto ou perda do desejo como se isso fosse parte obrigatória do envelhecimento.

De acordo com a ginecologista, é fundamental ressaltar que o climatério não representa o fim da sexualidade, mas uma fase de transformação. “Com informação de qualidade, escuta qualificada e cuidado integral, é possível viver essa etapa com prazer, autonomia e saúde emocional”, finaliza.

Calor favorece a virose da mosca, que causa diarreia, febre e até vômitos

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Com a chegada das altas temperaturas e a intensificação das chuvas de verão, um problema de saúde sazonal volta a preocupar as autoridades sanitárias: a virose da mosca. O termo, embora popular, descreve um quadro clínico sério conhecido tecnicamente como Doenças Diarreicas Agudas (DDA).

As condições climáticas desta época do ano — calor intenso combinado com umidade — formam o cenário ideal para a reprodução acelerada das moscas. Mais do que um incômodo doméstico, esses insetos atuam como vetores mecânicos, transportando microrganismos nocivos de ambientes contaminados diretamente para as mesas das famílias.

O Ciclo da Contaminação

A transmissão ocorre de forma silenciosa e rápida. Ao pousar em locais como lixo, fezes ou esgotos, a mosca adere a vírus, bactérias, fungos e parasitas em suas patas e corpo. Quando o inseto entra em contato com alimentos, utensílios de cozinha ou superfícies, transfere esses agentes infecciosos instantaneamente.

De acordo com especialistas, a resistência do inseto impressiona: uma única mosca pode viver até 28 dias. Durante esse ciclo de vida, ela é capaz de espalhar uma vasta quantidade de patógenos, elevando exponencialmente o risco de surtos locais.

A infecção atinge o trato gastrointestinal, apresentando sintomas que podem surgir pouco tempo após o contato:

Diarreia e dor abdominal, Náuseas e vômitos, Febre e mal-estar geral.

Atenção: Em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e imunossuprimidos, o quadro pode evoluir rapidamente para a desidratação grave, exigindo atendimento médico imediato para evitar complicações maiores.

Como se proteger: Medidas de Prevenção

A prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz contra a propagação das DDAs. Profissionais de saúde recomendam a adoção de hábitos rigorosos de higiene para barrar o avanço do inseto:

Manter alimentos sempre cobertos e em recipientes fechados. Lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro. Higienizar rigorosamente utensílios, balcões e mesas.

Evitar o acúmulo de lixo e manter as lixeiras sempre tampadas para não atrair vetores.

Com a conscientização e cuidados simples no dia a dia, é possível aproveitar a estação mais quente do ano sem comprometer a saúde e o bem-estar da família.

Presa suspeita de ser mandante da morte de biomédica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

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terça-feira, janeiro 13, 2026


Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam, nesta terça-feira, a mulher apontada como a mandante do assassinato da biomédica Denise Ramaciote Calasans. O crime, que chocou a região, ocorreu no ano passado, no município de Nova Iguaçu.

O Motivo: Empréstimo para Reforma

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma questão financeira. Denise teria pego um empréstimo no valor de R$ 30 mil com a suspeita e o marido dela. O montante teria sido utilizado pela biomédica para custear obras de melhoria no consultório onde realizava seus atendimentos.

A impossibilidade de quitar o débito teria gerado o desentendimento que culminou no assassinato. A vítima foi morta com diversos golpes de faca.

A localização da suspeita ocorreu de forma inesperada. Após sofrer um acidente, a mulher — que não teve a identidade revelada pelas autoridades — buscou atendimento médico em um hospital em Duque de Caxias. Ao darem cumprimento ao mandado de prisão, os policiais a localizaram na unidade de saúde.

A Polícia Civil informou que a acusada permanece sob custódia policial dentro do hospital. Assim que receber alta médica, ela será transferida para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para responder pelo crime de homicídio.

Baixada Fluminense: Belford Roxo realiza primeira oficina de Epidemiologia de 2026

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A Secretaria Municipal de Saúde promoveu, nesta terça-feira (13/01), a primeira oficina da Epidemiologia em 2026. O encontro foi realizado no auditório da pasta e reuniu servidores que atuam nos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, Vigilância Proativa e Notificações de Arboviroses.

A oficina teve como foco a qualificação dos processos relacionados ao enfrentamento das arboviroses urbanas, com destaque para o uso do Teste Rápido de Dengue, a adoção de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para triagem, a revisão das Boletins de Atendimento Médico (BAMs) e o aprimoramento dos fluxos de diagnóstico laboratorial, Teste Rápido de Dengue (TRD) e encerramento de casos.

Além da parte técnica, o encontro também foi um espaço de troca de experiências entre os profissionais, com o objetivo de fortalecer as etapas de notificação, investigação e conclusão de casos suspeitos, garantindo maior agilidade e qualidade nas informações epidemiológicas do município.

Rio Sob Brasas: Calor não dá trégua e provoca aumento de atendimentos médicos

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O Rio de Janeiro vive dias de "forno ligado". Após um fim de semana de calor escaldante, a capital fluminense registrou, pelo segundo dia consecutivo, temperaturas acima dos 40°C, consolidando-se como a capital mais quente do país.

Nesta segunda-feira (12), os termômetros marcaram 41,4°C, superando os 40,1°C de domingo e estabelecendo o novo recorde de temperatura do verão até agora. O vapor quente que sobe do asfalto eleva a sensação de desconforto a níveis críticos em toda a Região Metropolitana.

Saúde em Alerta: Quase 1.600 Atendimentos

O impacto do calor extremo já é sentido nas unidades de saúde. Segundo levantamento do governo estadual, as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede registraram 1.597 atendimentos médicos relacionados às altas temperaturas apenas nos primeiros 11 dias de janeiro.

O cenário é agravado pela baixa umidade relativa do ar, que atingiu 23,5% nesta terça-feira — índice muito próximo do estado de atenção e bem abaixo dos 40% a 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por que está tão quente?

De acordo com a meteorologia, o Rio de Janeiro está sob a influência de um sistema de alta pressão. Esse fenômeno atua como uma "tampa", impedindo a chegada de frentes frias, mantendo o céu sem nuvens e fazendo com que o ar fique extremamente seco.

Com a previsão indicando que o calor persistirá sem previsão de chuva, as autoridades de saúde reforçam cuidados vitais:

Beba água e sucos naturais constantemente, mesmo se não estiver com sede. Priorize pratos leves, como frutas e saladas; evite comidas pesadas ou muito gordurosas. Evite sair ao sol entre 10h e 16h. Se precisar sair, use roupas leves, claras e protetor solar.

Atenção aos Vulneráveis: Ofereça água com frequência para crianças e idosos, que desidratam mais rápido.

Cuidado com os Pets: Não passeie com animais em horários de sol forte para evitar queimaduras nas patas e hipertermia.

Álcool e Açúcar: Evite bebidas alcoólicas e refrigerantes, pois podem acelerar a desidratação.

Calor extremo vai atingir o RJ nos próximos dias, trazendo risco à saúde e à vida

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sábado, janeiro 10, 2026


O Centro de Inteligência em Saúde do Estado do RJ (CIS/SES-RJ) informa que há previsão de excesso de calor a partir do domingo, 11 de janeiro. Mmunicípios entram em nível Laranja – Severo: Belford Roxo; Japeri; Marica; Piraí; Queimados; São Gonçalo; Seropédica; Nova Iguaçu; Guapimirim; Mesquita, Caxias e Itaguaí. Na segunda (12), o cenário se intensifica, e a capital fluminense entra na lista, e continua na terça-feira (13), com estimativa de nível Vermelho – Extremo em Guapimirim.

O painel calcula o índice de excesso de calor (EHF), que mede o perigo do calor ao comparar a temperatura dos próximos três dias com o histórico das três últimas décadas numa determinada região. O EHF é classificado em quatro níveis: Verde – Sem excesso, Amarelo – Leve, Laranja – Severo e Vermelho – Extremo. Severo é quando o indicador entra nos 15% mais quentes da série histórica de um local. E o Extremo é o nível máximo e mais raro, quando o calor é três vezes maior que o limite severo.

"Este aviso vem de uma previsão do Centro de Inteligência em Saúde com base na temperatura fornecida pelo INMET. Isso significa que a população deve esperar temperaturas mais elevadas, e se cuidar diante disso. É preciso manter uma boa hidratação ao longo do dia, usar roupas claras e leves e evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h. Quando for inevitável sair nesse período, é importante utilizar proteção solar, como bonés, chapéus e óculos escuros", explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Para enfrentar o calor extremo, a SES-RJ instalou pontos de hidratação externa nas 27 UPAs estaduais para a população vulnerável. O SAMU 192 reforçou o atendimento com motolâncias e veículos de intervenção rápida em pontos estratégicos da capital fluminense. As unidades de saúde adotaram protocolos específicos de classificação de risco e oferecem sais de hidratação para idosos e crianças. Todo o monitoramento climático e de saúde é realizado pelo Centro de Inteligência em Saúde através do painel Monitora

Homens são presos acusados de vender e aplicar ilegalmente remédio para emagrecer na Baixada Fluminense

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Policiais civis prenderam dois homens por crime contra saúde pública. A dupla foi localizada e capturada no bairro Edson Passos, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

As investigações apontaram que eles comercializavam e aplicavam clandestinamente tirzepatida, princípio ativo de um medicamento indicado para diabete e também utilizado para auxiliar no emagrecimento.

Após tomarem ciência do fato, os agentes da 53ª DP (Mesquita) realizaram diligências na quarta-feira (07/01) e encontraram a dupla em um bairro na Baixada Fluminense. Os homens foram autuados em flagrante por crime contra saúde pública.

Priscila Belfort e a “teia de ausências”: por que o Rio ainda falha na busca por pessoas desaparecidas

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Há 22 anos sem respostas definitivas, o desaparecimento de Priscila Belfort expõe um padrão que se repete e se aprofunda: atendimento precário às famílias, investigação fragmentada e um território em que o sumiço, muitas vezes, vira estatística — especialmente quando a vítima é negra, pobre e periférica. O caso de Priscila não é apenas uma história interrompida. É um retrato de como o Estado do Rio de Janeiro ainda opera, de forma desigual, diante de um dos temas mais dolorosos da vida pública: o desaparecimento de pessoas.

“Quando alguém desaparece, o tempo vira inimigo. Cada hora sem ação integrada pode apagar pistas, dispersar testemunhas, esfriar imagens, desorganizar rotinas de busca e ampliar o sofrimento de mães, pais e familiares que passam a viver em suspensão”, afirma Adriano Dias, articulador da ComCausa – Defesa da Vida. “O desaparecimento não termina no dia em que a pessoa some. Ele começa ali, e passa a morar dentro da família, dentro do território e dentro de um sistema que, muitas vezes, não consegue entregar o mínimo: resposta, rastreabilidade e verdade.”

Em 2024, o cenário ganhou números que não deixam margem para relativização: o Rio registrou média de 16 desaparecimentos por dia, com 2.533 registros entre janeiro e maio, segundo levantamento baseado em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). O problema não é só a quantidade. É a forma como as instituições respondem — e a forma como a resposta muda conforme a cor, o CEP e a renda de quem desapareceu.

O caso Priscila Belfort: 20 anos de perguntas abertas, 22 anos de alerta público

Priscila Vieira Belfort nasceu no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1974. Em 9 de janeiro de 2004, aos 29 anos, desapareceu após sair para almoçar no Centro do Rio, onde trabalhava na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido.

Ao longo dos anos, o caso atravessou ondas de visibilidade pública, denúncias, buscas e hipóteses. Entre os episódios citados na reconstrução do caso, há o registro de que, em 2007, surgiu uma confissão apontando sequestro e morte, com indicação de local de ocultação, mas nada foi encontrado, mantendo o caso sem comprovação conclusiva e sem desfecho.

“Priscila segue como símbolo de uma tragédia dupla: a violência do desaparecimento e a violência institucional da ausência de resposta”, diz Adriano Dias. “E é impossível falar do caso sem reconhecer o empenho público e persistente de Jovita Belfort e Vitor Belfort, que, por anos, sustentaram a busca, a visibilidade e a cobrança por investigação.”

A “teia de ausências”: como as famílias são empurradas para o abandono

A ComCausa – Defesa da Vida destaca que o desaparecimento é também uma experiência de peregrinação institucional. Um dos diagnósticos mais fortes sobre o tema no Rio é descrito como uma “teia de ausências”: faltas que começam no atendimento inicial e continuam no percurso por assistência, saúde, apoio psicológico e orientação jurídica.

Estudos citados no debate público apontam dificuldades para registrar ocorrência, concentração geográfica dos poucos serviços, atendimentos desumanizadores marcados por estereótipos e preconceitos, e um peso ainda maior quando as famílias são pobres, negras e periféricas. “Esse ponto é central: não se trata apenas de falhas técnicas. Existe um padrão de desigualdade no acesso à investigação, ao cuidado institucional e ao direito básico de ser atendido com seriedade”, pontua Adriano Dias.

Baixada Fluminense: o epicentro silencioso dos desaparecimentos

Se na capital o desaparecimento choca, na Baixada Fluminense ele se repete com um grau de naturalização perigoso. Dados compilados a partir de registros do ISP indicam que, entre 2003 e julho de 2023, a Baixada Fluminense registrou 27.985 pessoas desaparecidas, o que equivale a 25% do total do estado no período. O mesmo boletim destaca um problema grave: muitos casos que deveriam ser tratados como desaparecimentos forçados acabam rebaixados a uma categoria genérica de “pessoas desaparecidas”, em um contexto em que o país ainda convive com lacunas de tipificação, registro e responsabilização adequadas.

A dimensão territorial desse terror aparece também na cartografia das chamadas “áreas de desova”. Em 2025, levantamento divulgado pela Ponte Jornalismo, com base em mapeamento da IDMJR, apontou 116 cemitérios clandestinos e outras áreas de desova na Baixada Fluminense, associados a dinâmicas de violência e controle territorial. “Quando um território acumula desaparecimentos, ocultação e medo estruturado, investigar ‘caso a caso’, sem inteligência integrada e sem proteção a testemunhas, vira muitas vezes uma encenação de procedimento”, afirma Adriano Dias.

Casos que seguem se repetindo: Edson Davi

A ComCausa – Defesa da Vida vem acompanhando casos que evidenciam como o desaparecimento de pessoas continua atravessando o cotidiano de inúmeras famílias no Rio de Janeiro, produzindo medo, desorganização da vida e uma espera que não deveria existir.

Edson Davi, desaparecido na Barra da Tijuca em 4 de janeiro de 2024, tornou-se um dos casos mais emblemáticos deste ciclo recente. O caso passou a sintetizar, para muita gente, aquilo que as estatísticas já indicam: o desaparecimento não é episódio isolado, é um problema estrutural — e a cobrança por respostas, investigação completa e transparência segue crescendo.

“A repetição de histórias com grande visibilidade pública e, ainda assim, sem resolução definitiva, reforça um diagnóstico duro: não faltam casos, relatos e evidências de dor. O que falta é capacidade de resposta do Estado na mesma proporção — com integração, prioridade, técnica e humanidade”, diz Adriano Dias.

O que precisa mudar: medidas que salvam tempo, prova e dignidade

Se o desaparecimento é uma corrida contra o tempo, o Estado não pode operar na lógica da espera. Precisa agir como emergência, com procedimento imediato, coordenação real e responsabilidade pública — porque cada hora perdida custa prova, reduz a chance de localização e amplia o sofrimento das famílias.

Entre as medidas apontadas por diagnósticos e debates especializados, a ComCausa – Defesa da Vida destaca: registro imediato e padronizado da ocorrência, sem barreiras burocráticas e sem tratamento discriminatório; integração efetiva de bases e fluxos de informação entre polícia, hospitais, IML e assistência social, para evitar o “sumiço burocrático” que paralisa diligências; apoio psicossocial e jurídico contínuo, com capilaridade e descentralização; inteligência territorial e prioridade operacional nas regiões mais afetadas, especialmente na Baixada Fluminense; e transparência e prestação de contas, com comunicação clara às famílias sobre o que foi feito, o que está sendo apurado, quais hipóteses estão em análise e quais são os próximos passos.

Por que Priscila Belfort continua sendo um alerta

O desaparecimento de Priscila não “acabou” com o passar do tempo. Ele permanece como ferida aberta — e como um espelho incômodo: se um caso tão conhecido pode atravessar décadas sem prova conclusiva e sem resposta definitiva, o que acontece com as milhares de famílias que nem chegam à mídia?

“A Defesa da Vida exige que o desaparecimento seja tratado como prioridade de Estado”, conclui Adriano Dias. “E, quando o Estado falha, a sociedade civil e as redes de apoio precisam existir para que nenhuma família atravesse isso sozinha.”

Nova Iguaçu proíbe a realização evento de “grau em motos”

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O que estava sendo anunciado nas redes sociais como um grande encontro de motociclistas não vai acontecer. A Prefeitura de Nova Iguaçu embargou a realização do evento “Aero Grau 1.0”, previsto para o dia 18, na pista do Aeroclube no município, que pertence à União. O município já comunicou à Aeronáutica sobre a proibição da atividade.

A ação foi tomada nesta sexta-feira (9) por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, que lavraram um auto de embargo contra a loja Lucky Moto Peças, responsável pela organização do evento. O motivo é claro: não há autorização municipal para a realização da atividade.

Além disso, o local escolhido acendeu o alerta das autoridades. A pista do Aeroclube pertence à União e fica ao lado do Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz (HerCruz), onde pacientes estão internados e em processo de recuperação. Para a Prefeitura, permitir um evento desse tipo ali seria inaceitável.

Segundo a Secretaria de Ordem Pública, o “Aero Grau 1.0” apresenta riscos à saúde, à higiene, à segurança e ao sossego público, conforme estabelece a Lei nº 2.112/91, o Código Municipal de Posturas. A divulgação nas redes sociais reforçou a necessidade de intervenção imediata.

“O evento está embargado. Ele não pode acontecer e não vamos permitir que aconteça”, afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, tenente-coronel Fernando Bastos. “Não existe autorização para esse tipo de evento, ainda mais ao lado de um hospital. Seria um desrespeito total com pacientes e profissionais de saúde.”

Os organizadores divulgaram que o evento estaria “totalmente legalizado”. A prática conhecida como “grau” consiste em empinar a motocicleta, equilibrando-se apenas sobre a roda traseira — uma manobra considerada perigosa.

Em vias públicas, esse tipo de prática é ilegal. A legislação prevê multa e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por isso, a Prefeitura reforça que não autoriza eventos dessa natureza e seguirá atuando para garantir a ordem, a segurança e o bem-estar da população.

Temperatura em alta: Rio entra no nível 2 do Protocolo de Calor nesta sexta-feira

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sexta-feira, janeiro 09, 2026


  

O Rio de Janeiro atingiu o segundo nível do Protocolo de calor nesta sexta-feira, dia 09 de janeiro de 2026. O Calor 2 é o segundo de cinco níveis de calor, e caracteriza-se pela previsão ou registro de Índices de Calor (IC) – temperatura e umidade – acima de 36°C por um ou dois dias consecutivos e por quatro horas ou mais.

Segundo o Sistema Alerta Rio, esta sexta será de fato quente, com temperatura máxima prevista de 37°C. As temperaturas permanecem elevadas entre o sábado e a terça-feira (13/01).

Veja a seguir as principais recomendações para o cidadão:

– Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede;

– Consuma alimentos leves, como frutas e saladas;
– Utilize roupas leves e frescas;
– Evite bebidas alcoólicas com elevado teor de açúcar. Pode provocar desidratação;
– Evite a exposição direta ao sol, em especial, das 10h às 16h;
– Informe-se sobre os níveis de calor na cidade do Rio de Janeiro por meio das redes sociais e sites do Centro de Operações e da Secretaria Municipal de Saúde;

– Não deixe de tomar medicamentos de rotina. O calor pode prejudicar mais quem tem hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca;

– Cuidados com pets: evite passeios entre 10h e 16h e cheque a temperatura do solo. Não esqueça de disponibilizar água fresca para o seu pet. Hidratação é fundamental;

– Ofereça água com frequência a crianças e idosos, mesmo que não sintam sede.

Nilópolis oferece cursos gratuitos de Eletricista Instalador Predial e de Suporte Básico de Vida

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quinta-feira, janeiro 08, 2026


A Prefeitura de Nilópolis e o SENAI/FIRJAN continuam a parceria para a realização de cursos profissionalizantes de graça. E a quinta-feira, 8 de janeiro já começa com novidades: será o dia para a inscrição no curso de eletricista predial, na sede da Secretaria de Trabalho (SETRAB), com 30 vagas disponíveis, no horário 9h às 12h. O candidato deve ser morador do município, ter ensino fundamental e mais de 18 anos.

Pela primeira vez, as aulas serão no turno da noite. O secretário de Trabalho, Eduardo Amorim, disse que o objetivo é facilitar o acesso para as pessoas que trabalham no horário comercial e buscam se qualificar nessa área. Os interessados devem comparecer com original e cópia de identidade, CPF, comprovante de escolaridade e comprovante de residência em Nilópolis. As aulas começam na próxima segunda-feira, dia 12 de janeiro.

E os profissionais da área de saúde, como técnicos de enfermagem, enfermeiros, cuidadores de idosos e afins, não podem perder a oportunidade de se aperfeiçoar a respeito do novo protocolo para suporte básico de vida. O curso será oferecido no auditório da Câmara Municipal de Nilópolis, sexta-feira, dia 9 de janeiro, das 8h30 às 13h. Inscrições pelo número 99353-5830.

Duque de Caxias oferece castração gratuita de cães e gatos: veja como agendar

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A Prefeitura de Duque de Caxias, por meio da Secretaria Municipal de Proteção Animal, vem realizando a castração gratuita de cães e gatos nas unidades móveis conhecidas como Castramóvel desde o mês de junho. Em seis meses de funcionamento, já foram realizados mais de 8 mil procedimentos cirúrgicos sem custo para os tutores. Desde setembro, o serviço também passou a oferecer a microchipagem gratuita de pets. 

Até o momento, 467 cães e gatos já receberam o microchip, além disso é feito o registro, uma espécie de certidão, dos animais de estimação. Durante o ano a Secretaria de Proteção Animal tem feito campanhas de cuidados com os animais de estimação onde oferece banho e tosa, consultas dermatológicas e clínicas para cães e gatos, não é necessário marcar, o atendimento é feito por ordem de chegada. Em 2025, nas campanhas foram realizados 300 atendimentos. 

Em 2025, o Castramóvel passou pelos seguintes bairros do município: Primeiro Distrito: Parque Lafaiete, Centro, Vila Flávia, Jardim Leal, Centenário, Vila São Luís, Laureano, Gramacho, Olavo Bilac, Vila Leopoldina, Parque das Missões e Parque Boa Vista. Segundo Distrito: Parque Fluminense, Pilar, Figueira, Campos Elíseos, Pantanal, São Bento, Jardim Primavera, Vila Maria Helena, Jardim Rosário e Cangulo. Terceiro Distrito: Imbariê, Parque Paulista, Taquara e Jardim Anhangá. Quarto Distrito: Xerém. 

A castração de cães e gatos é fundamental para a saúde dos animais, auxiliando na prevenção de doenças como câncer de mama, de útero e de testículos, além de infecções. O procedimento também contribui para mudanças no comportamento do PET reduzindo brigas, fugas e a reprodução descontrolada, ajudando no combate ao abandono de animais. 

Como afirma a Secretária de Proteção Animal, Nadja Rissi, a Naná, "a castração e a microchipagem são atos de amor e responsabilidade, essenciais para controlar a superpopulação, recuperar animais perdidos, prevenir doenças e garantir mais segurança e bem-estar aos nossos pets.''

Como agendar a castração 

Para realizar a castração, é necessário agendamento pelo aplicativo Colab, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. O tutor deve se cadastrar na plataforma e seguir as orientações abaixo: 

Requisitos para a cirurgia: • Jejum mínimo de 12 horas para sólidos e de 4 horas para líquidos; • Peso entre 3 kg e 15 kg; • Idade mínima de 6 meses e máxima de 5 anos; • Cães braquicefálicos (de focinho achatado) não podem ser castrados nas unidades móveis; • Cães de raça ou mestiços não são atendidos pelo serviço; • Os animais devem estar livres de pulgas e de carrapatos. No dia do procedimento, o tutor deve levar • Roupa cirúrgica; • Colar elizabetano; • Três tapetes higiênicos. Microchipagem Para a microchipagem, não é necessário agendamento. 

O serviço é oferecido durante as campanhas de vacinação, por ordem de chegada e sem exigência de pré-requisitos. O microchip pet tem o tamanho aproximado de um grão de arroz e funciona como o “RG” do animal, armazenando informações como nome, espécie, sexo, cor, idade, raça e dados do tutor, incluindo endereço e telefone. Em caso de perda ou de roubo do animal, basta levá-lo a um local com leitor de microchip, como uma clínica veterinária, para que os dados sejam acessados e o tutor possa ser localizado.

Centro de Vacinação Meritiense é inaugurado no Shopping Grande Rio

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quarta-feira, janeiro 07, 2026


A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou a primeira conquista do ano: a inauguração do Centro de Vacinação Meritiense, realizada na noite de terça-feira (06-01), no Shopping Grande Rio. Contando com três salas, uma pediátrica e duas adultas, o Centro de Vacinação é o primeiro a ser entregue na Baixada Fluminense e o terceiro do estado.

Em parceria com o shopping, que cedeu o espaço, e com o horário de funcionamento durante o expediente comercial - de segunda a sábado das 10 às 22h e aos domingos e feriados das 13 às 21h - o Centro de Vacinação Meritiense oferecerá todas as vacinas disponibilizadas pelo SUS e mais a bronquiolite, que recentemente entrou no rol do Sistema de Saúde, e é destinada às gestantes.

Aproximadamente 100 pessoas, inclusive quem estava a passeio pelo shopping, prestigiaram o evento, que teve a participação do prefeito Léo Vieira; da vice-prefeita, Dra. Leticia Costa; do secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Neto; de outros secretários municipais; de vereadores e do deputado federal Luciano Vieira.


Após retirar a faixa de inauguração do Centro de Vacinação, o prefeito de Meriti, Léo Vieira, destacou o novo momento para a saúde do município e o compromisso de manter a eficiência. "Tenho orgulho de falar que a gente está conseguindo entregar, não apenas um equipamento de saúde, mas um equipamento de saúde funcionando. Entregando o melhor para a população, acolhimento e zelo. Equipamento de saúde nosso tem de ser de primeira. Todos equipamentos terão esse padrão de qualidade. Não vamos aceitar que entreguem qualquer coisa para o nosso povo", reforçou.

A vice-prefeita de Meriti, Dra. Letícia, também ratificou sobre o zelo que a gestão tem com a população meritiense. "Muito feliz com isso tudo. A prefeitura está oferecendo cuidado, um ambiente acolhedor para as crianças, idosos, para todos os nossos meritienses. Estamos fazendo a diferença, construindo uma nova história", comentou.

Explicando a importância da imunoproteção, o secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Neto, também expôs a preocupação com os moradores do município. "Essa ferramenta é destinada a todos, para que os moradores tenham dignidade, respeito que tanto merece. Para que todo meritiense se proteja da forma correta, para ser uma população saudável", finalizou o secretário.

Primeiro vacinado

Aproveitando uma ida ao shopping Grande Rio, o dentista Kleber Ramos, 55 anos, foi um dos primeiros a serem vacinados. "Fiquei sabendo hoje e funciona. Sou da área da saúde e é importante fazer essa ênfase, de todas as pessoas terem contato com a vacinação e erradicar as doenças. Agradeço à prefeitura por essa oportunidade. Estão de parabéns".

Depois de risco de contaminação, Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição imediata da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de diversas fórmulas infantis da Nestlé Brasil. A decisão, publicada na Resolução nº 32/2026, tem caráter preventivo e visa proteger a saúde de lactentes e crianças.

As marcas afetadas pela medida incluem nomes populares no mercado brasileiro:

Nestogeno
Nan Supreme Pro
Nanlac Supreme Pro
Nanlac Comfor
Nan Sensitive
Alfamino

O Risco: Toxina Cereulide

A medida foi motivada pela identificação de risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O alerta foi dado pela própria Nestlé, que identificou o problema em uma fábrica na Holanda. A contaminação estaria relacionada a um ingrediente fornecido por um parceiro global de óleos terceirizados.

Sintomas de Alerta: A ingestão da toxina pode causar vômitos persistentes, diarreia e letargia (sonolência excessiva, lentidão de movimentos e dificuldade de reação). Caso a criança apresente esses sintomas após o consumo, a orientação é buscar assistência médica imediata.

Recolhimento Voluntário (Recall)

A Nestlé Brasil informou que já iniciou o recolhimento voluntário dos produtos em território nacional e em outros países atingidos. Segundo a empresa, a segurança dos consumidores é prioridade e o recall internacional foi ampliado assim que a falha no fornecedor de óleos foi detectada.

O que fazer se você tiver o produto?

Os consumidores que possuem latas das marcas citadas em casa devem interromper o uso imediatamente e verificar o número do lote no fundo da embalagem.

MarcaLote(s) Afetado(s)Validade (Estimada)
Nestogeno 1L41230452Ago/2026
Nestogeno 2L41250452Out/2026
Nan Supreme Pro 1L41280452Dez/2026
Nan Supreme Pro 2L41300452Jan/2027
Nanlac Supreme ProL41320452Mar/2027
Nanlac ComforL41350452Abr/2027
Nan SensitiveL41380452Mai/2027
AlfaminoL41400452Jun/2027


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