NOVA IGUAÇU – Em uma ação para evitar o colapso do sistema de saúde municipal, a Prefeitura de Nova Iguaçu iniciou, nesta sexta-feira (8), uma intervenção temporária nas unidades geridas pela Organização Social (OS) IDEAS. O decreto municipal, fundamentado em lei federal, visa assegurar a continuidade dos serviços essenciais diante de sérios problemas operacionais e financeiros da entidade.
A intervenção abrange as principais referências de saúde da Baixada Fluminense:
Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI/Hospital da Posse): Emergência vital para 4 milhões de habitantes.
Hospital Iguassú Maternidade Mariana Bulhões: Referência em gestação de alto risco.
UPAs 24h Miguel Couto e Patrícia Marinho: Responsáveis por mais de 16 mil atendimentos mensais.
Salários Atrasados e Problemas Jurídicos
A decisão da prefeitura foi motivada por um cenário crítico que ameaçava a assistência direta aos pacientes. Segundo o governo municipal, A OS vinha registrando atrasos no pagamento de funcionários, além de acumular dívidas com fornecedores e prestadores de serviços.
Para tranquilizar os profissionais, a administração municipal garantiu que o pagamento dos vencimentos atrasados será efetuado até a próxima terça-feira (12).
Além da crise financeira local, pesa contra a organização uma medida cautelar da Justiça Federal de Florianópolis. A IDEAS está atualmente impedida de firmar novos contratos com o poder público, constando inclusive no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS).
"A medida tem caráter excepcional e temporário, com prazo inicial de até 120 dias, período necessário para a conclusão dos novos processos de chamamento público", informou a Prefeitura em nota.
Paralelamente à intervenção, serão instaurados processos administrativos para apurar possíveis irregularidades cometidas pela OS durante seu período de gestão. O objetivo é realizar uma transição segura enquanto novos parceiros são selecionados via licitação (chamamento público).
A Prefeitura de Nova Iguaçu reforça que não houve interrupção nos atendimentos. O decreto autoriza o poder público a ocupar provisoriamente o pessoal e os serviços vinculados aos contratos para garantir que as portas permaneçam abertas. A prioridade absoluta neste momento é a estabilidade operacional e o respeito aos direitos dos trabalhadores da saúde.













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