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13/11/2018

Professor de Belford Roxo é árbitro internacional de judô


BELFORD ROXO - O professor de educação física, Jeferson Vieira, tem um currículo esportivo de dar inveja. Árbitro internacional de judô, nível A, percorreu os cinco continentes, fala oito idiomas e já esteve em 86 países arbitrando importantes competições. Mas no regresso de tantas viagens, um destino é certo: a cidade de Belford Roxo, onde vive há 54 anos e constituiu família. “Amo este lugar. Por onde vou, faço questão de dizer que sou daqui”, afirma com orgulho.

Simples, falante e esbanjando simpatia, Jeferson conta que começou muito cedo sua carreira nos tatames. Aos nove anos ingressou na academia chamada Beldokan, no bairro Solidão, em Belford Roxo. “Meu irmão já fazia judô na academia do Luiz Araújo de Lima. Eu o acompanhava nos treinos e acabei me apaixonando”, recorda. Aos 18 formou-se em faixa preta e a partir daí competiu até os 35 anos. “Minha família não tinha condições para bancar todos os filhos em academias. Passei a vender laranjinhas e trabalhar na cantina do Colégio Municipal Floripes Rocha. Somos cinco irmãos, todos judocas. Tive em meu pai o incentivo que precisava”, ressaltou Jefferson, que e exerce a função de secretário executivo de Esporte Lazer da Prefeitura.

Sexto Dan

A carreira de árbitro começou aos 24 anos na esfera estadual. Aos 28, árbitro nacional e aos 32, sul-americano. Jeferson decolou e aos 36 já era juiz pan-americano. Aos 42 chegou ao nível A da categoria internacional. Ele, que é graduado no sexto Dan, na trajetória judoca (faixa laranja) soma 30 anos de atuação e uma vasta relação de cursos preparatórios no Brasil e no exterior.


Superintendente executivo da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro, Jeferson relata que sua participação nas Olimpíadas do Rio em 2016, como Oficial Técnico e também como árbitro paralímpico é um de seus orgulhos. “Como oficial cuidava de toda a organização”, disse ele que já somou mais de três décadas em competições nacionais e internacionais.

Mudança de vida

Apaixonado pela arte marcial japonesa, Jeferson assegura que o esporte transformou sua vida. “Não sei viver sem ele. Deus colocou o judô no meu caminho”, resumiu. Suas três filhas: Fernanda , 30 anos, Rafaela, 26 e Maria Clara, 14, foram iniciadas no esporte na infância, mas preferiram abraçar outras práticas.

Disciplinado nas ações, Jeferson está no circuito dos Jogos Olímpicos da Cidade de Tóquio (Tóquio 2020) e já realizou mais de 15 viagens internacionais este ano. “Estou de olho nestes jogos e quero atuar como árbitro”, afirmou. Para conciliar as funções fora do país Jeferson não abre mão do tempo integral na Vila Olímpica, onde coordena as aulas de lutas marciais para centenas de jovens da periferia do município. Além disso, ele é engajado em um projeto social esportivo com a participação de aproximadamente 800 meninos e meninas da região.

13/11/2018

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