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15/11/2018

Uva passa ajuda a prevenir demência, Alzheimer, Parkinson e câncer

 (Foto: Christian Schnettelker/CCommons)
O que já é bom, pode ficar ainda melhor.

É preciso bem mais que um cacho de uvas para fazer um punhado de passas. Três quilos e meio de uva fresca vão dar um quilo de passas.

Globo Repórter: Quer dizer que uma uvinha passa é mais potente e poderosa do que uma uva que a gente tira do cacho?

Gildo Almeida, biomédico da Embrapa: Sim, porque você removeu a água e tudo que tinha na uva. Vai ficar mais concentrado, quando você tira a água, vitaminas A, B e K ficarão presentes na uva.

Globo Repórter: O famoso resveratrol está aqui?

Gildo Almeida: Está. E os polifenóis, os antioxidantes. Ela protege, previne, por exemplo, doenças como câncer, Alzheimer, Parkinson e demência. O boro que tem dentro dessas passas vai evitar que as pessoas na menopausa tenham perda óssea. Então, protege inclusive pessoas idosas contra algumas doenças que acometem o osso. Todo mundo pode comer uva passa, menos aqueles que tem restrição em açúcar.

E se as passas estiverem no biscoito? E se o biscoito fosse feito de farinha de uva? A receita é fruto do doutorado da nutricionista Emília Ishimoto na Faculdade de Saúde Pública da USP.

"Aqui tem fibras, além dos antioxidantes, e um tipo de fibra especial para diminuir o colesterol. Não é uma fibra comum - por exemplo, a fibra da aveia - é uma fibra diferente que só tem na uva", conta Emília Ishimoto, nutricionista da USP.

A farinha de uva é feita justamente com o que sobra da produção do suco ou do vinho.

“Do ponto de vista de propriedades pra saúde é incrível, mas o que a gente joga fora é mais rico para a saúde. O efeito maior está na casca e na semente”, diz Emília Ishimoto.

“Para mim, a uva é a fruta mais completa que tem: ela te dá um produto para qualquer momento da sua vida. ‘Ah, eu quero comemorar hoje’ - tem um espumante para ti comemorar. ‘Ah, eu quero tomar algo com meu alimento’ – tem o vinho. ‘Sou criança’ - tem suco, tem sempre uma alternativa. Além de ter um valor social muito grande para a nossa região aqui. Muitas famílias sobreviveram e vivem até hoje em função dessa uva, que apesar de tão pequena tem tanto valor, sentimental, social e econômico para o nosso estado”, afirma a biomédica Caroline Dani.

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Com informações do G1
15/11/2018

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