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Fast food na infância afeta o cérebro na idade adulta, afirma novo estudo

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sexta-feira, março 06, 2026



Um novo estudo publicado nesta terça-feira (24) na revista científica Nature Communications acendeu um alerta sobre os impactos de dietas ricas em gordura e açúcar nos primeiros anos de vida na saúde do cérebro ao longo da vida adulta.

A pesquisa foi conduzida pela University College Cork, na Irlanda, e aponta que hábitos alimentares inadequados durante o período da infância podem deixar marcas persistentes no cérebro e no comportamento alimentar mesmo durante a fase adulta.

O que o estudo mostrou?

Os pesquisadores ofereceram a camundongos filhotes uma dieta semelhante ao chamado “fast food”, rica em gorduras e açúcares. Quando adultos, mesmo após passarem a consumir alimentação equilibrada, os animais mantiveram alterações importantes no comportamento.

Apesar de o peso corporal ter sido normalizado, os camundongos continuaram preferindo alimentos doces e gordurosos e ingerindo mais do que o necessário. Também apresentaram comportamento de desperdício alimentar, remexendo e esfarelando a comida.

A análise cerebral revelou alterações no hipotálamo, região responsável pelo controle da fome. Houve redução de neurônios ligados à saciedade, como os neurônios POMC, que enviam ao organismo o sinal de que é hora de parar de comer.

O estudo ainda identificou diferenças entre machos e fêmeas. As fêmeas demonstraram maior vulnerabilidade a determinadas alterações cerebrais, enquanto os machos apresentaram mais dificuldades no metabolismo de gorduras e açúcares.

Intestino e cérebro: Uma conexão direta

Outro ponto importante da pesquisa foi a relação entre microbiota intestinal e comportamento alimentar. A administração do probiótico Bifidobacterium longum ajudou a restaurar o equilíbrio intestinal e a normalizar o comportamento dos animais. O uso de prebióticos como FOS e GOS também contribuiu para recuperar a comunicação entre intestino e cérebro.

De acordo com o Pós PhD em neurociências, especialista em genômica com formação avançada em Nutrição Clínica em Portugal, Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, os achados reforçam uma tendência já observada anteriormente pela ciência.

“Cada vez mais temos respostas da ciência sobre a forte relação entre a alimentação e a saúde cerebral”, destaca.

Predisposição genética e alimentação
Ainda de acordo com o especialista, a alimentação pode interagir diretamente com a expressão genética ao longo da vida.

“A predisposição genética a determinadas doenças pode ser afetada pela alimentação. Ou seja, mesmo que exista um risco herdado, o estilo de vida pode potencializar ou modular essa tendência”, explica o Dr. Fabiano de Abreu, idealizador do GIP - Genetic Intelligence Project, que analisa predisposições genéticas em diferentes áreas da saúde. De acordo com ele, compreender esses fatores permite intervenções mais estratégicas desde a infância.

“A genética não é uma sentença, ela apenas indica caminhos possíveis. A nutrição adequada, principalmente nos primeiros anos de vida, junto com outros fatores do estilo de vida, podem influenciar como esses genes vão se manifestar ao longo da vida”, afirma.

Efeitos a longo prazo no cérebro
Apesar do estudo ter sido realizado em modelo animal, os pesquisadores destacam que os resultados ajudam a compreender mecanismos biológicos que também podem ocorrer em humanos.

“A infância é um período crítico para o desenvolvimento do cérebro. Alterações nessa fase podem repercutir no comportamento alimentar, no metabolismo e até no risco de doenças crônicas na vida adulta”

“Os achados reforçam a importância de políticas públicas, orientação familiar e educação alimentar desde cedo. Mais do que uma questão estética ou de peso, a alimentação na infância pode ser determinante para a saúde cerebral ao longo da vida”, alerta o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, que já havia comentado sobre o tema em um estudo anterior.

Conheça os sintomas e sinais de alerta que você nem imagina que indicam um infarto e causa

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sexta-feira, fevereiro 27, 2026


O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, permanece no topo das estatísticas como uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. No entanto, um fator crítico muitas vezes determina o desfecho desses casos: a capacidade da vítima de identificar os sinais de alerta emitidos pelo corpo.

De acordo com o cardiologista e pesquisador Dr. Rafael Marchetti, os minutos iniciais de um infarto apresentam manifestações específicas que não podem ser ignoradas.

“A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos. Essa interpretação equivocada é extremamente perigosa”, alerta o médico.

Além da dor no peito: Os sinais que o corpo dá

Embora a dor ou pressão intensa no peito — que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula — seja o sintoma mais clássico, o Dr. Marchetti destaca que existem outras manifestações menos óbvias, mas igualmente graves:

Sudorese fria repentina;
Falta de ar e tontura;
Náuseas e mal-estar gástrico;
Sensação de ansiedade intensa (frequentemente descrita como uma sensação de morte iminente).

Esses sintomas podem aparecer de forma isolada ou combinada, e a orientação é clara: nunca subestime um desconforto atípico.

O fator tempo: Por que a urgência é vital?

No contexto de um infarto, cada segundo conta. O atendimento rápido é fundamental para minimizar os danos ao músculo cardíaco. Quanto mais tempo o coração fica sem irrigação sanguínea, maiores são as chances de sequelas graves ou óbito.

“Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico. Qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência”, reforça o especialista.
A ciência contra o cronômetro

Além do atendimento emergencial, a medicina moderna foca na antecipação do problema. Como coordenador de pesquisa clínica do CPAH (Centro de Pesquisa e Análises Heráclito), o Dr. Rafael Marchetti ressalta o papel dos estudos científicos na detecção precoce de riscos cardiovasculares.

O objetivo da pesquisa clínica é desenvolver estratégias que permitam intervir antes mesmo que o infarto ocorra. “A ciência nos permite entender melhor os padrões que antecedem o infarto. Investir em pesquisa é investir em vidas”, conclui Marchetti.

O que fazer em caso de suspeita?

Se você ou alguém próximo apresentar os sintomas mencionados:
Não espere a dor passar: O tempo é o seu maior aliado.
Procure uma emergência: Vá ao hospital mais próximo ou ligue para o SAMU (192).
Evite esforços: Mantenha a pessoa em repouso até o socorro chegar.

Hospital municipal do coração São José coloca Duque de Caxias no mapa da alta complexidade cardiovascular do SUS

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quarta-feira, janeiro 28, 2026


O Hospital Municipal do Coração São José (HMCOR-SJ), em Duque de Caxias, referência em cardiologia de alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS), realizou, nos dias 22 e 23 de janeiro, o Curso de Aterectomia Rotacional com tecnologia RotaPro, em parceria com a Boston Scientific, uma das maiores líderes globais em inovação em saúde cardiovascular.

Pela primeira vez realizado na Baixada Fluminense, o curso foi dividido em parte prática, realizada no Novotel Praia de Botafogo e, em parte prática, executada no próprio HMCOR-SJ. O curso marca um avanço histórico para a região e consolida Duque de Caxias como polo estratégico de excelência em cardiologia intervencionista no SUS, ampliando o acesso da população a procedimentos de alta complexidade com tecnologia de ponta.

Tradicionalmente promovido no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, o curso chega ao Rio de Janeiro em uma edição especial sediada no HMCOR-SJ, reunindo hemodinamicistas de reconhecida projeção e expertise nacional, em integração direta com o corpo clínico do Hospital Municipal do Coração São José, também amplamente reconhecido por sua qualificação técnica, produção assistencial e atuação de referência no SUS. Essa interação reforça o elevado padrão científico e assistencial da unidade, que se consolida não apenas como centro de atendimento, mas também como espaço de formação e disseminação de conhecimento de alto nível.

“Um momento tão importante para a saúde pública de Duque de Caxias e de toda a Baixada Fluminense. A realização do Curso de Aterectomia Rotacional, no Hospital Municipal do Coração São José, representa um marco na consolidação da nossa unidade como referência em cardiologia de alta complexidade no SUS”, destaca Dr. Antônio Farias, um dos coordenadores do Serviço de Hemodinâmica do HMCOR-SJ.

A capacitação é direcionada ao tratamento das lesões coronarianas calcificadas, um “calcanhar de Aquiles” da cardiologia intervencionista moderna, e reafirma o compromisso da Prefeitura de Duque de Caxias com a qualificação permanente dos profissionais de saúde, a incorporação responsável de tecnologias inovadoras e a excelência no cuidado oferecido pela rede pública.

A realização do curso, no Hospital Municipal do Coração São José, fortalece o papel estratégico da unidade como Centro de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do SUS, promovendo inovação, educação médica continuada e impacto direto na qualidade assistencial prestada à população. Com ações estruturantes como esta, Duque de Caxias avança na consolidação de uma rede pública de saúde moderna, resolutiva e alinhada às melhores práticas nacionais e internacionais, colocando o paciente no centro do cuidado, e a tecnologia a serviço da vida.

“Trazer um curso deste nível para Duque de Caxias é a prova concreta de que o SUS do município está preparado para oferecer medicina de alta complexidade, com excelência técnica, inovação e compromisso real com o cuidado ao paciente. Contamos com um corpo clínico altamente qualificado, reconhecido e capaz de operar e de difundir as tecnologias mais avançadas da cardiologia moderna”, declarou Dr. Valério Fuks Diretor Geral do Hospital Municipal do Coração São José.

O Hospital Municipal do Coração São José (HMCOR) está localizado na Rua Nobre de Lacerda – Vila Flávia - Primeiro Distrito – DC

São João de Meriti realiza mais de 100 cirurgias no primeiro mutirão de catarata do ano

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segunda-feira, janeiro 26, 2026


A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no sábado (24/01) mais de 100 cirurgias de catarata no primeiro mutirão do ano, no PAM Meriti, dando continuidade ao Programa Municipal de Cirurgias Eletivas, implantado em 2025 no município.

Os procedimentos contemplaram pacientes operados pela primeira vez e aqueles que retornaram para a cirurgia do segundo olho, ampliando os benefícios clínicos e a qualidade de vida da população. A ação mobilizou equipes de triagem, avaliação clínica e preparo pré-operatório ao longo de todo o dia.

O prefeito de Meriti, Léo Vieira, destacou a importância da iniciativa para a saúde pública. “É com muita felicidade que realizamos mais um mutirão abençoado que devolve muito mais do que visão. Devolvemos autonomia, dignidade e esperança a tantas pessoas que aguardavam esse cuidado. Continuaremos avançando para ampliar o acesso dessas cirurgias eletivas”, concluiu o prefeito.

Para o secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Neto, o mutirão representa um avanço real no cuidado com o cidadão. “Cada cirurgia é um olhar renovado sobre a vida, oferecendo o que há de melhor. Estamos aqui para garantir que o meritiense tenha tratamento humanizado e acesso digno às cirurgias que tanto esperava”, frisou Dr. Carlos Neto.


O motorista autônomo Gilmar Ferreira contou sobre a experiência após ser operado no segundo olho. “Depois da primeira cirurgia já melhorei muito, fui muito bem atendido do começo ao fim. Agora, com a cirurgia do segundo olho, vou poder voltar a dirigir à noite”, relatou Gilmar. “Estou muito feliz de enxergar bem de novo. Consigo ver detalhes que não via há tempos e tudo ficou mais bonito”, acrescentou Derli Veloso, de 66 anos, moradora do Jardim Sumaré.

Queda da libido após a menopausa atinge 6 em cada 10 mulheres, mostra estudo brasileiro

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quarta-feira, janeiro 14, 2026



Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO), periódico científico da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aponta que cerca de 60% das mulheres relatam redução da atividade sexual após a menopausa. O dado evidencia como o climatério, período de transição da fase reprodutiva, pode impactar diretamente a sexualidade e a qualidade de vida feminina.

Segundo a ginecologista Dra. Vanessa Apfel, que atua no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa redução não está ligada apenas ao avanço da idade, mas a alterações hormonais específicas desse período.

“O climatério é marcado pela queda progressiva dos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios que exercem papel fundamental na lubrificação vaginal, na elasticidade dos tecidos genitais, na resposta sexual e também no equilíbrio emocional”, destaca.

Ela explica que quando esses hormônios diminuem, é comum que a mulher perceba mudanças que afetam o desejo e o conforto durante a relação sexual.

Na prática clínica, a médica observa que sintomas como ressecamento vaginal, dor durante a relação, diminuição da libido, alterações do sono, ondas de calor e oscilações de humor costumam se sobrepor.

“Esses fatores muitas vezes se retroalimentam. O desconforto físico leva à evitação da relação, o que pode gerar frustração, insegurança e queda da autoestima. Sem orientação adequada, muitas mulheres passam a acreditar que perder o interesse sexual é algo inevitável nessa fase”, pontua Dra. Vanessa.

No entanto, evidências científicas recentes indicam que essa perda não é uma regra. Um estudo publicado em 2023 na revista científica oficial da The Menopause Society, uma das principais entidades médicas globais dedicadas ao estudo da menopausa, mostrou que mulheres que mantêm atividade sexual regular durante o climatério e a pós-menopausa apresentam melhor função sexual, com resultados mais favoráveis em domínios como excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação, quando comparadas àquelas com vida sexual infrequente.




“Esses achados reforçam algo que observamos no consultório: a sexualidade também é uma função que responde ao estímulo e ao cuidado”, afirma a médica.

“Manter a intimidade ativa contribui para a saúde da mucosa vaginal, para a resposta do corpo ao estímulo sexual e para o fortalecimento do vínculo emocional, além de impactar positivamente o bem-estar psicológico”, completa.




Para a especialista, o acompanhamento médico individualizado é essencial para atravessar o climatério com mais qualidade de vida.




“Existem diferentes estratégias terapêuticas, que vão desde o uso de hidratantes vaginais e mudanças no estilo de vida até, em casos bem indicados, a terapia hormonal”, salienta.

O mais importante, segundo ela, é que a mulher saiba que não precisa conviver com dor, desconforto ou perda do desejo como se isso fosse parte obrigatória do envelhecimento.

De acordo com a ginecologista, é fundamental ressaltar que o climatério não representa o fim da sexualidade, mas uma fase de transformação. “Com informação de qualidade, escuta qualificada e cuidado integral, é possível viver essa etapa com prazer, autonomia e saúde emocional”, finaliza.

Tadalafila e sildenafila: Remédios para disfunção erétil podem afetar a saúde? Entenda os riscos cardiovasculares

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sábado, novembro 29, 2025


O uso de medicamentos como tadalafila e sildenafila, indicados para o tratamento da disfunção erétil, é cada vez mais comum entre homens de diferentes idades, mas a segurança cardiovascular dessas substâncias ainda é uma dúvida muito comum, principalmente entre pacientes que já têm alguma condição cardíaca.

De acordo com o médico cardiologista Dr. Rafael Marchetti, o uso desses medicamentos é considerado seguro em muitos casos, desde que respeitadas algumas condições clínicas.

“Muitas pessoas têm receio sobre o uso de medicações para disfunção erétil em relação ao risco cardiovascular, mas, se não houver uma doença cardíaca descompensada, esses medicamentos são relativamente seguros”, afirma.

Interação medicamentosa é o ponto de atenção
A principal preocupação, segundo o especialista, está na interação medicamentosa com outras drogas de uso contínuo, principalmente os nitratos,como aqueles utilizados no tratamento de angina.

“O maior risco do uso desse tipo de medicamento é a sua interação com outras medicações, como os nitratos sublinguais, essa combinação pode provocar queda perigosa da pressão arterial e levar a um quadro grave”, explica Dr. Rafael Marchetti.

Ou seja, o uso de sildenafila ou tadalafila deve ser evitado em pessoas que fazem uso frequente de medicamentos à base de nitrato, comuns em pacientes com doenças coronarianas.

Fora esses casos, e com uma avaliação cardiológica prévia, o uso pode ser indicado com segurança.

Origem do Viagra e uso na cardiologia
O medicamento à base de sildenafila, mais conhecido pelo nome comercial Viagra, foi originalmente desenvolvido para tratar hipertensão pulmonar, uma condição cardiovascular grave.

“A sildenafila ainda é usada com essa finalidade hoje, foi durante os estudos clínicos para hipertensão pulmonarque se observou um efeito ‘colateral’, a melhora na ereção”, explica o Dr. Rafael Marchetti.

Esse “efeito colateral” levou ao redirecionamento da pesquisa e à consagração da sildenafila como tratamento para disfunção erétil, ainda assim, seu efeito vasodilatador continua sendo valorizado em alguns tratamentos.

Disfunção erétil pode ser um sinal de doença cardíaca?
A disfunção erétil (DE) pode ser um sinal precoce de doenças cardiovasculares (DCV), já que ambas compartilham fatores de risco como problemas nos vasos sanguíneos, inflamação e baixa testosterona. Além disso, ela também pode afetar a adesão ao tratamento cardíaco.

Identificar a DE permite agir preventivamente de forma simples e acessível. Alguns medicamentos pioram a DE, enquanto outros são mais neutros ou benéficos.

Cirurgia robótica no SUS: especialista da Unig explica impacto no combate ao câncer de próstata

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quarta-feira, novembro 26, 2025



O Novembro Azul deste ano chegou com um reforço de peso tecnológico no Sistema Único de Saúde (SUS). A recente inauguração do Centro de Treinamento e Pesquisa em Robótica do Inca — o primeiro da rede pública com certificação internacional — colocou holofotes sobre uma modalidade que vem transformando a oncologia: a cirurgia robótica. Mas, para além das máquinas futuristas e dos consoles que parecem videogames, o que essa inovação significa, na prática, para o paciente que recebe o diagnóstico de câncer de próstata?

Menos sequelas e uma recuperação mais rápida, de acordo com o urologista e professor da Unig, Sessin Akl Gajar. “A cirurgia robótica representa um salto de qualidade tanto para o médico quanto para o paciente. Ela oferece uma visão em 3D ampliada e elimina qualquer tremor natural das mãos humanas, permitindo uma destreza de movimentos que a cirurgia aberta ou a laparoscopia tradicional não conseguem igualar”, explica o especialista.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), para o atual triênio, o Brasil estima 71.730 novos casos da doença por ano. É o tipo de tumor mais incidente entre os homens em todas as regiões do país (exceto tumores de pele). Diante desses números, a busca por tratamentos que garantam não apenas a cura, mas a qualidade de vida pós-operatória, tornou-se uma grande meta da medicina moderna.

“A cirurgia robótica representa um salto de qualidade tanto para o médico quanto para o paciente. Ela oferece uma visão em 3D ampliada e elimina qualquer tremor natural das mãos dos cirurgiões, garantindo uma destreza de movimentos que a cirurgia aberta ou a laparoscopia tradicional não conseguem igualar”, diz Sessin Akl Gajar.

Menos dor, mais vida

O médico da Unig explica ainda que a tecnologia melhora a performance cirúrgica, preservando mais estruturas nervosas e vasculares ao redor da próstata. “Os principais benefícios, quando comparamos com as técnicas tradicionais, são a menor perda sanguínea e a redução significativa das taxas de complicações, como a perda da função erétil e a incontinência urinária”, pontua, acrescentando que a recuperação no pós-operatório é rápida, com redução do tempo de uso da sonda, o que permite ao paciente retomar mais rapidamente suas atividades físicas e de trabalho.

A importância do profissional por trás do robô

A inauguração do novo centro, com simuladores e o robô Da Vinci Xi, reforça que a tecnologia só entrega todo o seu potencial quando há treinamento especializado. Na prática, é o cirurgião, no console que comanda cada movimento do equipamento, quem determina a segurança e o resultado da operação.

“Centros de treinamento com simuladores, como este recém-inaugurado, são fundamentais porque permitem o treinamento do médico em ambiente seguro e padronizado”, afirma Sessin. Ele explica que a simulação encurta a curva de aprendizado e possibilita avaliar o desempenho do profissional antes do contato com o paciente real. “Isso garante uma integração com a pesquisa e uma atualização contínua, elevando a segurança do procedimento.”

Mesmo com o avanço de tecnologias como a cirurgia robótica, os especialistas reforçam que nada substitui o diagnóstico precoce. Dados do Inca mostram que o risco de câncer de próstata aumenta de forma importante a partir dos 50 anos — cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem em homens acima de 65 anos. Histórico familiar e excesso de gordura corporal também elevam as chances de desenvolvimento da doença.

Para Sessin, a literatura médica recente reforça que a robótica não é apenas “estética” ou “conforto”: ela traz precisão oncológica. “Temos resultados similares e até melhores que a cirurgia aberta, com vantagens na limpeza das margens cirúrgicas e na retirada de linfonodos”, conclui.

5 Vantagens da cirurgia robótica para o paciente

Recuperação acelerada: Menor tempo de internação e retorno mais rápido à rotina de trabalho e exercícios.

Menos sangramento: A precisão da cauterização e dos cortes reduz drasticamente a perda de sangue durante o ato cirúrgico.

Preservação da função sexual: a visualização 3D e as pinças delicadas ajudam a poupar os nervos responsáveis pela função erétil.

Controle urinário: Menor risco de incontinência urinária no pós-operatório em comparação às técnicas abertas.

Dores aliviadas: cortes menores (minimamente invasivos) amenizam a dor e reduzem a necessidade de analgésicos fortes após a cirurgia.

São João de Meriti promove ações do Novembro Azul

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segunda-feira, novembro 24, 2025



A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando ações do Novembro Azul em todas as unidades de saúde do município. As atividades incluem palestras, rodas de conversa e orientações conduzidas por profissionais e especialistas, explicando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças que mais atingem a população masculina, como o câncer de próstata.

As equipes de cada posto estão promovendo momentos de diálogo com os pacientes, abordando cuidados básicos, exames essenciais e a necessidade de buscar acompanhamento médico de forma regular.

O secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Neto, destacou a relevância da mobilização. “O Novembro Azul é um lembrete de que a saúde do homem precisa ser tratada com atenção e responsabilidade. Nossas unidades estão preparadas para orientar, acolher e incentivar a prevenção, que continua sendo o caminho mais seguro para reduzir riscos e salvar vidas”, concluiu o secretário.

As ações seguem até o fim do mês e são abertas a todos os moradores, que podem procurar a unidade mais próxima para participar.

Morte súbita: Saiba como prevenir o infarto fulminante

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O infarto fulminante é uma das principais causas de morte súbita no Brasil, ele leva a óbito milhares de pessoas todos os anos, muitas delas sem diagnóstico prévio de doença cardíaca, o que torna a situação ainda mais inesperada.

De acordo com um levantamento de dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) com informações do Ministério da Saúde, em 2023, o número de internações por infarto no Brasil teve um aumento de mais de 150% nos últimos 14 anos.

É possível prevenir?
Apesar do evento ser abrupto, a ciência revela que ele raramente ocorre “do nada”, existe sempre um histórico silencioso de riscos que se acumulam ao longo do tempo.

O cardiologista Dr. Roberto Yano explica que o cenário mais perigoso é aquele em que o indivíduo convive com fatores de risco sem perceber.

“Grande parte dos casos acontece em pessoas que nunca fizeram check-ups regulares, por exemplo. Quando o coração avisa de uma forma drástica, muitas vezes já é tarde demais, por isso ter alguns cuidados preventivos pode ser a diferença entre sobreviver ou não de uma situação mais grave”, afirma.

As causas do problema

Existem diversas causas possíveis do infarto fulminante, entre os principais desencadeadores estão colesterol elevado, hipertensão não controlada, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo e diabetes.

A combinação deles favorece bastante o rompimento de placas nas artérias, o que pode levar à interrupção abrupta do fluxo sanguíneo, o que caracteriza o infarto fulminante. E isso, muitas vezes, pode acontecer de forma bem silenciosa.

Dicas de prevenção
De acordo com o Dr. Roberto Yano, a prevenção é o caminho mais eficaz e pode ser incorporada no dia a dia.

“Hábitos simples como controlar a pressão, praticar atividade física e evitar o cigarro reduzem significativamente o risco. O problema é que muitos só procuram ajuda após sentirem os primeiros sintomas”, alerta.

Ele destaca que exames como eletrocardiograma, teste ergométrico e ecocardiograma devem fazer parte da rotina, principalmente após os 40 anos, mas cada rotina de check-up pode ser personalizada para cada paciente, por isso, as consultas regulares são essenciais.

“O coração não espera e muitas vezes sequer avisa, quanto mais cedo cuidamos dele, menor a chance de sermos surpreendidos. Enxergar o autocuidado como prioridade é essencial”, alerta o Dr. Roberto Yano.


3 noites mal dormidas já prejudicam seu coração, indica estudo. Entenda

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Um novo estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia, reforça uma preocupação crescente entre médicos e cientistas: a qualidade do sono está diretamente ligada à saúde do coração e os efeitos aparecem muito antes do que se imagina.

A pesquisa indicou que apenas três noites de sono restrito, com cerca de quatro horas por noite, já são suficientes para desencadear alterações no sangue associadas a maior risco de doenças cardiovasculares.

De acordo com o Dr. Rafael Marchetti, cardiologista e pesquisador, a baixa qualidade do sono é um dos fatores negativos da modernidade para a saúde cardiovascular.

“O sono ruim é um dos fatores da rotina moderna que mais silenciosamente comprometem o coração. A inflamação crônica que ele gera no organismo é uma bomba-relógio para quem já tem predisposição a problemas cardíacos”.

Como foi feito o estudo?

O estudo acompanhou jovens saudáveis que, após as noites mal dormidas, apresentaram aumento de proteínas inflamatórias (moléculas que, quando elevadas por longos períodos, estão associadas ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca, doença coronariana e arritmias, como fibrilação atrial).

Além disso, mesmo os efeitos positivos de atividades físicas foram reduzidos quando associados ao sono ruim.

“O corpo simplesmente não responde da mesma forma quando não está devidamente recuperado. É como tentar abastecer um carro sem combustível e querer que ele performe bem”, ilustra o Dr. Rafael Marchetti.

O cardiologista reforça que, apesar da produtividade e a vida digital incentivem a negligência do descanso, os danos ao sistema cardiovascular podem começar rapidamente, ainda que na juventude e mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.

“O sono não é negociável. Dormir bem não é luxo, é uma questão de saúde pública. Cuidar do coração começa muito antes dos remédios, começa no seu estilo de vida, ele vai moldando a sua saúde um dia após o outro”, finaliza Dr. Rafael Marchetti.


Musicoterapia auxilia no tratamento de pacientes internados no Hospital Geral de Nova Iguaçu

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quarta-feira, novembro 19, 2025




Pelos corredores do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), ritmos e melodias de variados estilos musicais chamavam a atenção. Entre MPB, clássicos populares e uma variação de outras canções, a música se mostrou novamente uma aliada importante no acolhimento humanizado, levando leveza ao ambiente hospitalar. E essa missão ganhou ainda mais força durante a Semana Nacional da Música, comemorada de 16 a 22 de novembro, quando pacientes e acompanhantes acompanharam as apresentações das portas das enfermarias e até mesmo dos próprios leitos.


A musicoterapia busca transformar o ambiente hospitalar, trazendo conforto e promovendo bem-estar a quem enfrenta dias delicados de internação. Segundo as equipes de saúde, a música contribui para reduzir a ansiedade, aliviar tensões e até favorecer a recuperação clínica dos pacientes.

“A musicoterapia já faz parte da nossa rotina e tem um impacto muito positivo no dia a dia. Muitas pessoas acompanham das portas das enfermarias, mas também levamos a música ao leito de quem não pode se levantar. É um momento simples, que muda o clima do setor e ajuda na recuperação. Ver o brilho no olhar das pessoas mostra que vale a pena”, destacou o diretor-geral do HGNI, Ulisses Melo.

Entre os pacientes estava Flávio de Santanna, de 43 anos, internado após uma queda de moto no sábado (15). Ele passou por cirurgia e durante sua recuperação, aproveitou para soltar a voz e se divertir. Encerrando o repertório com chave de ouro, recebeu alta logo depois da apresentação.

“Foi inesperado. Justo na hora em que ouvimos o trecho ‘hoje eu só quero que o dia termine bem’, e ele realmente vai terminar bem. A música deixou tudo mais leve e me ajudou a esquecer um pouco da dor. Foi um presente antes de ir para casa”, contou.

Uma das apresentações foi conduzida pela cantora voluntária Ella Fernandes, que reforçou o significado de atuar justamente na semana que celebra a música e seus compositores.

“Cantar em um hospital é sempre especial, mas fazer isso na Semana Nacional da Música tem um valor ainda maior. A gente entra para levar paz, mas acaba recebendo muito mais. Ver pessoas se emocionando, sorrindo e se conectando com as canções não tem preço”, concluiu.

Urologista ressalta 7 pontos de atenção sobre o câncer de próstata

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terça-feira, novembro 18, 2025



Com a chegada de novembro, a SegMedic, rede de clínicas ambulatoriais do Rio de Janeiro, volta às atenções para um dado alarmante: o câncer de próstata é o segundo que mais mata homens no Brasil, com cerca de 71 mil novos casos por ano e 47 mortes diárias, segundo o INCA. Embora o tema já faça parte da pauta pública, ainda existem dúvidas, mitos e barreiras culturais que atrasam o diagnóstico. Para o urologista Dr. Alexandre Augusto Martins de Souza, parceiro da SegMedic, o grande desafio é transformar a informação em atitude.

“O câncer de próstata é traiçoeiro justamente porque cresce em silêncio. Quando o homem sente os primeiros sintomas, muitas vezes o tumor já saiu dos limites da glândula”, explica o médico. A seguir, o especialista aponta sete pontos de atenção que todo homem deve conhecer sobre o tema:

Um inimigo silencioso


Nas fases iniciais, o tumor cresce em regiões periféricas da próstata, longe da uretra, o que faz com que não haja dor nem alteração urinária perceptível. Por isso, o diagnóstico precoce é decisivo: quando identificado ainda dentro da próstata, as chances de cura ultrapassam 95%, e o tratamento tende a ser menos invasivo.

Diagnóstico precoce garante cura e preserva qualidade de vida

Quando o câncer é localizado, os tratamentos, como cirurgia robótica, radioterapia ou até vigilância ativa, têm alta taxa de sucesso e menor impacto na função urinária e sexual. “Hoje temos recursos muito mais precisos e seguros. Descobrir cedo não só salva vidas, como evita tratamentos desnecessários”, pontua o urologista.

PSA e toque retal são complementares, não substitutos

O exame de PSA é fundamental, mas isoladamente não basta. Tumores agressivos podem não elevar o marcador. O toque retal permite identificar alterações físicas que o exame de sangue não mostra, como áreas endurecidas ou assimétricas. Juntos, formam o rastreamento mais eficaz.

Nem todo PSA alto é câncer e nem todo PSA normal é segurança

O PSA pode subir por infecções, inflamações, hiperplasia benigna, atividade sexual recente ou até esforço físico. Da mesma forma, pode permanecer normal mesmo em tumores pequenos. Por isso, o médico deve avaliar o histórico de variação e, quando necessário, solicitar ressonância multiparamétrica e biópsia guiada para confirmar o diagnóstico.

Tabu e desinformação ainda afastam os homens do consultório

O medo e o constrangimento seguem sendo barreiras importantes. “O toque retal leva menos de 10 segundos e pode salvar uma vida. Quando o homem entende isso, o preconceito perde força”, afirma o Dr. Alexandre. O especialista reforça que prevenir é um ato de consciência, não de vergonha.

Fatores de risco vão além da herança genética

Homens com histórico familiar têm duas vezes mais chance de desenvolver o câncer, e o risco é ainda maior entre negros. Mas o estilo de vida também pesa: obesidade, sedentarismo, tabagismo e dietas ricas em gordura animal aumentam a vulnerabilidade. A boa notícia é que esses fatores são modificáveis e a prevenção está literalmente nas mãos do paciente.

A prevenção é um compromisso anual, não um evento

O Novembro Azul é apenas o lembrete de um cuidado que precisa durar o ano inteiro. Exames de rotina e consultas regulares ao urologista são essenciais. “O maior gesto de coragem não é enfrentar a doença, é impedir que ela chegue”, finaliza o médico.

Para o Dr. Alexandre Augusto, o Novembro Azul é mais do que uma campanha, é um convite à responsabilidade com o próprio corpo. “O cuidado não termina em novembro. Um simples exame pode evitar cirurgias, sequelas e salvar vidas. O verdadeiro gesto de coragem é prevenir que a doença apareça”, conclui o especialista.

A saúde do homem vai além da próstata

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terça-feira, novembro 04, 2025



O Novembro Azul costuma ser lembrado como o mês de combate ao câncer de próstata, e com razão: o segundo tipo de câncer que mais mata homens no Brasil soma 71 mil novos casos por ano e 47 mortes diárias, segundo o INCA. Mas, para o Dr. Alexandre Augusto Martins de Souza, urologista e parceiro da SegMedic, rede de clínicas ambulatoriais do Rio de Janeiro, é hora de ampliar essa conversa. “A urologia vai muito além da próstata. O urologista é o médico que mais entende o homem como um todo, seus hormônios, metabolismo, saúde sexual e cardiovascular”, afirma.

A disfunção erétil, por exemplo, é um dos principais alertas de que algo pode estar errado com o sistema vascular. “Durante a ereção, o pênis precisa de um fluxo intenso e contínuo de sangue. Quando há dificuldade, isso pode indicar endurecimento das artérias, o mesmo processo que causa infarto ou AVC. Em muitos casos, a disfunção erétil aparece anos antes de um evento cardíaco grave”, explica o especialista.

O médico ressalta que, ao identificar o problema, é essencial olhar para o corpo como um sistema integrado. “O urologista pode e deve investigar colesterol, glicemia, pressão arterial e encaminhar o paciente ao cardiologista quando há suspeita de doenças metabólicas. O pênis é um espelho da saúde vascular e ele costuma avisar primeiro”, complementa.

Outro vilão silencioso é o diabetes, que danifica vasos e nervos, comprometendo o fluxo sanguíneo e a sensibilidade peniana. “O açúcar em excesso inflama as artérias e provoca neuropatia, tornando a ereção cada vez mais difícil. Por isso, controlar a glicose é cuidar também da vida sexual”, explica o Dr. Alexandre. Já a obesidade atua como uma “fábrica de desequilíbrio hormonal”: o excesso de gordura abdominal reduz a produção de testosterona, levando à queda de libido, fadiga e risco elevado de doenças cardiovasculares.

Mas engana-se quem pensa que a testosterona serve apenas para o desejo sexual. “Ela é o motor biológico do bem-estar masculino. Afeta o humor, a energia, a massa muscular e até a concentração. Quando os níveis caem, o homem sente cansaço, irritabilidade e perda de força”, diz o urologista. Nesses casos, a reposição hormonal pode ser indicada, desde que feita com critério e acompanhamento médico. “Não é tratamento estético. É medicina personalizada, baseada em exames e segurança. Com o monitoramento adequado, os resultados são expressivos e seguros”, completa.

Para o especialista, o urologista deve ser visto como o clínico geral do homem, um médico de confiança que acompanha desde a prevenção do câncer até o controle hormonal e metabólico. “Esperar pelos sintomas é como tentar apagar um incêndio depois que ele começou. O ideal é visitar o urologista a partir dos 40 anos, ou antes, em casos de histórico familiar ou fatores de risco”, orienta.

Neste Novembro Azul, a SegMedic e o Dr. Alexandre Augusto Martins de Souza reforçam um novo olhar sobre a saúde masculina: prevenir não é apenas evitar o câncer de próstata, mas cuidar do corpo como um todo. “Cuidar da saúde não é vaidade, é maturidade. O homem que se cuida vive mais e melhor”, conclui o urologista.

Belford Roxo desmente boatos sobre fechamento de Hospitais e UPAs após operação no Rio

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terça-feira, outubro 28, 2025


O tiroteio em diversos bairros do Rio de Janeiro contra traficantes levou pânico à população e, de quebra, uma onda de boatos, causando prejuízos a quem precisa dos serviços públicos. A Prefeitura de Belford Roxo afirmou para a Reportagem do Jornal Destaque Baixada, que todas as unidades de emergência estão funcionando normalmente nesta terça-feira (28-10).

O secretário municipal de Saúde, Eduardo Feital, enfatizou que a população que necessitar dos serviços médicos pode procurar as unidades de emergência, que não tiveram atendimentos interrompidos. 

“A população pode ficar tranquila porque as unidades estão funcionando. São três hospitais infantis (Centro, Lote XV e Areia Branca), Duas UPAs (Lote XV e Bom Pastor), além do Hospital Geral de Emergência (Hospital Municipal), na Piam. A população pode ficar tranquila, pois trabalhamos em conjunto com as forças de segurança, As unidades estão de portas abertas”, ressaltou Feital.

Primavera piora alergias e aumenta casos de conjuntivite

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domingo, outubro 26, 2025


A primavera, conhecida por suas flores e dias ensolarados, também marca o aumento das alergias, inclusive as oculares. Com o pólen em alta e o ar mais seco, cresce o número de casos de conjuntivite alérgica — uma inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. De acordo com o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos da rede Vision One, esse período exige atenção redobrada com a saúde ocular.

“Apesar de a primavera ser uma estação agradável, ela traz um aumento expressivo nas queixas de coceira, vermelhidão e irritação nos olhos. Isso acontece porque há uma maior concentração de pólen e outros alérgenos no ar, que desencadeiam a conjuntivite alérgica em pessoas predispostas”, explica o especialista.

A conjuntivite alérgica é uma das alergias oculares mais comuns e pode se manifestar de diferentes formas. Os sintomas variam entre coceira intensa, ardor, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos. “Muitos pacientes confundem esses sintomas com os de uma conjuntivite infecciosa, mas o tratamento e os cuidados são diferentes. Por isso, é fundamental buscar avaliação médica para um diagnóstico correto”, alerta o Dr. Pedro.

Segundo o oftalmologista, o aumento de partículas suspensas no ar, como poeira e poluentes, também agrava o quadro. “Além dos fatores naturais da estação, o tempo seco e a poluição urbana contribuem para irritar a mucosa ocular, tornando os sintomas mais incômodos e persistentes”, acrescenta.

Para aliviar os desconfortos e evitar complicações, o Dr. Pedro recomenda adotar medidas simples no dia a dia. “É importante manter os ambientes bem ventilados, evitar coçar os olhos e higienizar as mãos com frequência. Compressas frias e colírios lubrificantes ajudam bastante, mas o uso de qualquer medicamento deve ser orientado por um oftalmologista”, ressalta.

O médico também reforça a importância de não se automedicar. “Muitas pessoas recorrem a colírios com corticoides por conta própria, o que pode trazer sérios riscos à visão. Esses medicamentos só devem ser usados sob prescrição médica, pois o uso inadequado pode causar efeitos colaterais graves, como o aumento da pressão intraocular”, adverte.

Com quase um mês desde o início da primavera, o movimento nos prontos-socorros oftalmológicos já mostra crescimento. “Neste período, observamos um aumento considerável na procura por atendimento por alergias oculares. O ideal é que o paciente procure orientação assim que surgirem os primeiros sinais, evitando que o quadro se agrave”, afirma o Dr. Pedro.

Ele conclui destacando que prevenir é sempre o melhor caminho. “Proteger os olhos da exposição excessiva ao vento e à poeira, manter a hidratação adequada e usar óculos de sol com proteção UV são atitudes simples que fazem toda a diferença. Com cuidados básicos, é possível aproveitar a primavera sem desconfortos e com a saúde ocular em dia”, finaliza o Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, chefe do Pronto-Socorro do H.Olhos – Hospital de Olhos da rede Vision One.

Síndrome do olho seco já atinge 9 em cada 10 jovens, aponta estudo

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quinta-feira, outubro 23, 2025


Antes vista como uma condição do envelhecimento, a síndrome do olho seco atinge cada vez mais a população jovem, impulsionada pelo uso excessivo de dispositivos eletrônicos. Um novo estudo da Aston University, no Reino Unido, publicado na revista científica The Ocular Surface, revelou um dado alarmante: 90% dos jovens avaliados apresentavam pelo menos um sinal clínico da doença.

A principal causa, segundo especialistas, está diretamente ligada à rotina digital intensa. "Os jovens estão cada vez mais afetados pelo olho seco justamente pelo tempo diante de celulares e computadores, o que faz com que pisquem menos e deixem a superfície ocular exposta por mais tempo", explica o Dr. André Lopes, oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte.

Fatores de risco e sintomas

O problema vai além das telas. Uma combinação de fatores modernos agrava a qualidade do filme lacrimal:

Estilo de Vida: Alimentação desequilibrada, alto consumo de cafeína e estresse.

Ambiente: Poluição e ar-condicionado, que reduzem a umidade e aumentam a evaporação da lágrima.

Produtos: Uso de cosméticos, protetores solares e sabonetes específicos.

Os primeiros sinais são frequentemente confundidos com cansaço visual, mas exigem atenção imediata. Sintomas como ardência, vermelhidão e visão turva intermitente indicam a necessidade de procurar um oftalmologista.

“Muitas vezes, o paciente fala em cansaço visual, mas o cansaço pode ser um dos sintomas do olho seco. Ele não é um diagnóstico em si”, esclarece o Dr. André Lopes. A falta de tratamento pode levar a consequências graves, incluindo lesões na córnea, aumento do risco de infecções e redução da acuidade visual.

Prevenção e tratamentos avançados

O especialista orienta que a prevenção começa com mudanças simples de hábito:

Pausar o uso de telas e piscar com mais frequência.

Manter a alimentação rica em ômega 3 e ômega 6, ácidos graxos que fortalecem a camada lipídica da lágrima, evitando sua evaporação.

Para os casos que necessitam de intervenção, os tratamentos evoluíram significativamente. Além das lágrimas artificiais, já estão disponíveis:

Terapia com luz pulsada: para melhorar a secreção da camada lipídica.

Colírios e antibióticos tópicos: para regular a produção sebácea das pálpebras.

Lentes esclerais: em casos severos, criam uma fina camada de soro fisiológico, proporcionando hidratação contínua e alívio imediato.

O Dr. André Lopes reforça que o olho seco é, em grande parte, um "reflexo de vários comportamentos diários" inadequados. "Se o seu olho está seco e você é jovem, há algo de errado — ou várias coisas erradas — no seu estilo de vida. Melhorar cada um desses aspectos é difícil, mas sempre vale a pena. Os olhos agradecem", conclui.

Febre em crianças: saiba quando se preocupar

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domingo, outubro 19, 2025



A febre em crianças é uma das principais preocupações das famílias. Por exemplo, em 20% a 30% das consultas em consultórios, a febre é relatada como queixa principal, enquanto nos serviços de emergência esse número sobe para 65%, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil, reforça os critérios atuais para febre e quando se preocupar.

Hoje em dia, a temperatura de 37,5°C já é considerada febre, em vez de 37,8°C como anteriormente. Essa atualização, baseada em estudos recentes e diretrizes internacionais, busca garantir um cuidado ainda mais preciso e eficiente para os pequenos.

Qual é a nova regra para febre em crianças?

Tradicionalmente, a febre em crianças era diagnosticada quando a temperatura ultrapassava 37,8°C. No entanto, novos estudos indicam que 37,5°C já pode ser sinal de alerta, principalmente quando combinado com outros sintomas. É importante lembrar que febre não é uma doença, mas sim uma resposta fisiológica do organismo.

“Outro aspecto importante é o tipo de termômetro e a forma de medir. Aqui, utiliza-se principalmente a temperatura axilar. Já a medição pela via retal não é adotada no Brasil, e a temperatura no ouvido pode apresentar falso negativo se houver acúmulo de cera”, esclarece o infectologista pediátrico Victor Horácio de Souza Costa Júnior do Pequeno Príncipe.

Febre não é só número: fique atento aos sinais

O infectologista pediátrico destaca que é importante observar o estado geral da criança. Ou seja, se ela estiver com irritabilidade excessiva, respiração ofegante, suando demais, com dor ou muito sonolenta, esses são indicativos tão importantes quanto a temperatura.

Como agir diante da febre em crianças?

Algumas medidas simples ajudam a aliviar o desconforto. Entre elas:

vista roupas leves;
use compressas mornas e dê banho morno;
mantenha a criança bem hidratada.

Por outro lado, o que evitar:

banhos frios, que podem causar desconforto;
aplicação de álcool na pele, que é perigoso;
automedicação sem orientação médica.

Quando se preocupar?

Se a febre persistir mesmo após os cuidados básicos, é fundamental buscar avaliação médica para identificar a causa e tratar corretamente. Afinal, temperatura que não baixa pode indicar alguma infecção ou outro problema que precisa de atenção especializada.

Veja os casos indicados pela SBP que exigem atenção:

bebês < 3 meses com febre ≥38°C ou ≤35,5°C;

crianças de qualquer idade que, mesmo sem febre, permaneçam muito irritadas, chorem constantemente, estejam apáticas, “moles” ou recusem mamar; febre acompanhada de sintomas graves: dor de cabeça intensa, pele vermelha, dificuldade de dobrar o pescoço, vômitos persistentes, confusão, sonolência, dificuldade para respirar ou queda geral do estado clínico.

Método contraceptivo DIU pode ser colocado de graça em São João de Meriti, na Baixada Fluminense

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sexta-feira, outubro 17, 2025


Foto: Reprodução prefeitura de Manaus 

A Prefeitura de São João de Meriti, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, deu um passo significativo no avanço do Planejamento Familiar no município. Na quarta-feira (15 de outubro), foi iniciado o serviço de inserção gratuita do Dispositivo Intrauterino (DIU) na rede municipal de saúde.

Sete mulheres participaram da etapa inaugural, que ocorreu na Unidade de Saúde da Família (USF) Vila Norma. Os procedimentos foram conduzidos por profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF), que receberam treinamento específico para a realização da técnica.

Autonomia e adesão ao método

Para garantir a segurança e informar as pacientes, as participantes assistiram a uma palestra com ginecologistas na véspera do procedimento, onde receberam orientações detalhadas sobre os cuidados antes e após a inserção.

O subsecretário municipal de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Antonio Moreira, celebrou a iniciativa. “Essa ação representa um avanço importante na atenção à saúde da mulher no município. A oferta do DIU amplia as opções de planejamento familiar e garante mais autonomia para as mulheres decidirem sobre seu próprio corpo”, afirmou Moreira.



Moradora da Vila Norma, Tainara Taciana foi uma das primeiras a aderir ao método. “Eu já havia tentado outros métodos, como injeção, mas não me adaptei. Após consultas aqui no posto, onde exploramos diversas opções, foi decidido que esse caminho é o melhor para mim”, explicou Tainara. “Fiquei um pouco ansiosa, mas as conversas com os profissionais da unidade me fizeram perceber que essa é a decisão correta”, completou.

Como ter acesso ao DIU

As mulheres de São João de Meriti que tiverem interesse em utilizar o DIU devem procurar a unidade de saúde de referência e participar da consulta de Planejamento Familiar. Nesses encontros, a equipe de saúde realiza a avaliação individual de cada caso para determinar a melhor opção contraceptiva.

As ações de Planejamento Familiar acontecem mensalmente em todas as unidades da Estratégia Saúde da Família, seguindo os cronogramas locais.
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