Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

Mais jovens tendo infarto: Novo estudo analisa o que está por trás do aumento de casos

Nenhum comentário

domingo, abril 12, 2026


Um estudo recente publicado pela Atena Editora na revista International Journal of Health Science analisa o crescimento da incidência de Infarto agudo do miocárdio em pessoas jovens e investiga os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nesse fenômeno. A pesquisa destaca que, embora a mortalidade tenha diminuído, o número de diagnósticos em indivíduos abaixo dos 45 anos vem aumentando.

O estudo foi desenvolvido pelo pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, pela endocrinologista e especialista em Neurociências e Comportamento, Dra. Jacy Maria Alves e pelo médico do exercício e esporte, Dr. Rafael Marchetti.

De acordo com o Dr. Fabiano, o aumento de casos do tipo exige bastante atenção.

É cada vez mais comum encontrar jovens sofrendo infartos agudos do miocárdio, e existem mecanismos fisiopatológicos específicos que diferenciam esses casos dos observados em pacientes mais velhos”, afirma.

O estudo aponta que alterações no estilo de vida ao longo das últimas décadas contribuíram para o surgimento precoce da aterosclerose. Entre os fatores mais associados estão tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemia.

De acordo com a Dra. Jacy Maria, o perfil do paciente jovem apresenta características próprias.

“Nos indivíduos mais jovens, observa-se maior influência de fatores comportamentais, estresse psicossocial e predisposição genética, o que exige uma abordagem preventiva mais precoce”, explica.

O artigo também destaca que o infarto em jovens pode estar relacionado ao uso de substâncias estimulantes, histórico familiar de doença coronariana precoce e alterações genéticas ligadas à coagulação e ao metabolismo lipídico. 





Para o Dr. Rafael Marchetti, o componente emocional também deve ser considerado, pois ele exerce um papel muito importante.

“Fatores como estresse crônico, padrões comportamentais desadaptativos e sobrecarga mental podem atuar como gatilhos importantes para eventos cardiovasculares precoces”, afirma.

Prognóstico e prevenção

Embora o prognóstico inicial dos jovens seja geralmente melhor que o dos pacientes mais velhos, o estudo alerta para o risco de complicações a longo prazo, como insuficiência cardíaca. Os autores defendem estratégias preventivas integrando saúde metabólica, controle emocional e mudanças no estilo de vida.

“Compreender esses mecanismos permite desenvolver ações preventivas mais eficazes e reduzir o impacto dos eventos cardiovasculares precoces”, conclui o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Diabetes tipo 2 pode ser revertido? Novo estudo analisa critérios de remissão da doença

Nenhum comentário

Um estudo publicado pela Atena Editora na revista International Journal of Health Science reforça que a remissão do Diabetes tipo 2 já é considerada uma meta terapêutica possível em determinados casos. A pesquisa revisa critérios clínicos, mecanismos fisiopatológicos e estratégias capazes de reverter o quadro metabólico da doença.

O estudo foi desenvolvido pelo pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, pela endocrinologista e especialista em Neurociências e Comportamento, Dra. Jacy Maria Alves e pelo médico do exercício e esporte, Dr. Rafael Marchetti.

De acordo com o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, a mudança de paradigma no tratamento é muito significativa.

“A remissão do diabetes tipo 2 tornou-se uma meta terapêutica cada vez mais reconhecida e alcançável, representando uma mudança importante na forma como a doença é manejada”, afirma.

O que significa a remissão da diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 é caracterizado pela resistência à insulina e pela disfunção progressiva das células beta do pâncreas, levando ao aumento da glicose no sangue. Tradicionalmente, o tratamento focava apenas no controle glicêmico. O novo enfoque propõe agir na causa metabólica.

De acordo com a Dra. Jacy Maria Alves, esse conceito também amplia as possibilidades terapêuticas.

“A remissão ocorre quando os níveis glicêmicos retornam à faixa normal sem necessidade de medicamentos por determinado período, o que reduz o risco de complicações e melhora a qualidade de vida”, explica.

Estratégias que podem levar à remissão

A revisão analisou estudos clínicos e diretrizes médicas que apontam intervenções com potencial para reverter o quadro metabólico, especialmente quando aplicadas precocemente. Entre elas estão perda de peso sustentada, dietas hipocalóricas, alimentação baseada em vegetais, prática regular de atividade física e, em alguns casos, cirurgia bariátrica.

De acordo com Marchetti, o estilo de vida é um fator muito determinante nesse processo.

“Intervenções combinando atividade física estruturada e mudanças alimentares consistentes podem reduzir a resistência à insulina e favorecer a recuperação da função metabólica”, destaca.

Os autores ressaltam que alcançar a remissão traz benefícios importantes, como redução do risco de complicações cardiovasculares, melhora da saúde metabólica e diminuição de custos com tratamentos contínuos. 

No entanto, manter os resultados exige acompanhamento e adesão prolongada.

“A manutenção da remissão depende da continuidade das mudanças comportamentais e do monitoramento clínico regular”, reforça o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

Com a crescente prevalência global do diabetes tipo 2, os pesquisadores defendem que a busca pela remissão pode representar uma estratégia central para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o impacto da doença nos sistemas de saúde.

São João de Meriti recebe projeto inédito com exames de vista, dentista e biblioteca móvel para alunos

Nenhum comentário

quinta-feira, abril 09, 2026




A educação de São João de Meriti ganhou um reforço de peso nesta quinta-feira (9). O CIEP 132 Municipalizado São João Bosco, localizado no bairro de Éden, tornou-se a primeira unidade escolar a receber o projeto Sesc + Saúde. A ação integra, em um único espaço, três unidades móveis que oferecem serviços de oftalmologia, odontologia e incentivo à leitura.

O projeto é uma parceria entre o Sesc RJ, Sincovame, Sistema Fecomércio RJ e a Prefeitura de Meriti. A abertura do evento contou com apresentações culturais da Banda Fanfarra da Escola Municipal Profª Graça Grijó e do grupo de capoeira Mova.
Saúde Visual e Óculos Gratuitos

Um dos grandes diferenciais desta edição é a estreia da Unidade Móvel de Oftalmologia. O consultório itinerante utiliza tecnologia de ponta para identificar problemas comuns como miopia e astigmatismo. Mais do que o diagnóstico, o projeto garante a entrega gratuita de óculos para os alunos que apresentarem necessidade de correção visual.
Atendimento Odontológico e Cultural

Além da visão, a saúde bucal e a cultura também estão no foco:

OdontoSesc: Realiza restaurações, extrações simples, raspagens e limpezas para alunos a partir de 5 anos, além de orientações educativas.


BiblioSesc: Uma biblioteca sobre rodas com acervo variado, desde clássicos até histórias em quadrinhos, facilitando o empréstimo de livros e o acesso à cultura.
O prefeito Léo Vieira celebrou a chegada da iniciativa: "Estamos levando serviços essenciais diretamente para dentro da escola. Essa parceria transforma vidas e fortalece o nosso compromisso com a educação e a saúde pública", afirmou, acompanhado da vice-prefeita, Dra. Letícia Costa.

Antonio Florencio de Queiroz Junior, presidente da Fecomércio RJ, reforçou a missão social da entidade em levar cidadania à população, enquanto Sérgio Claro, presidente do Sincovame, destacou o caráter inédito da entrega em Meriti: "Quando instituições se unem, quem ganha é a população".
Aprovação da Comunidade

Para os moradores de Éden, a facilidade de ter o serviço "na porta de casa" faz a diferença. Fernanda Araújo, mãe da pequena Luiza, aproveitou o atendimento odontológico: "O atendimento foi ótimo. Os profissionais são muito atenciosos e explicam direitinho. Esse dia foi muito importante para nós aqui do bairro", relatou.

RJ distribui vacina contra o vírus sincicial respiratório e capacita unidades para atendimentos de emergência

Nenhum comentário

Durante o outono, aumenta a preocupação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) com casos de doenças respiratórias, que costumam se agravar no inverno. Uma dessas doenças é a bronquiolite, que afeta com mais gravidade crianças menores de dois anos de idade.

Provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a infecção hoje pode ser prevenida com dois métodos. O primeiro deles é a vacina, que tem proteção duradoura contra o VSR, destinada às gestantes. Até o momento, a SES-RJ distribuiu 81.460 doses fornecidas pelo Ministério da Saúde para os 92 municípios do estado.

O segundo método para prevenção é o Nirsevimabe, imunizante de proteção imediata, porém temporária, para bebês prematuros menores de 6 meses e crianças menores de 2 anos de idade com comorbidades. Ao todo, a SES-RJ recebeu do Ministério 12.500 doses, que estão sendo disponibilizadas aos municípios fluminenses.

“Neste período que se inicia, do outono ao inverno, com dias mais frios, os casos de bronquiolite tendem a acontecer de maneira mais constante. É muito importante vacinar as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, conforme estabelece o Programa Nacional de Imunizações, como também aplicar o imunizante indicado para prematuros e crianças com menos de 2 anos de idade que tenham comorbidades”, observa a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Segundo ela, a meta é vacinar ao menos 80% das gestantes contra o VSR em todo o estado e prevenir as formas graves de bronquiolite.

Já o Nirsevimabe começou a ser distribuído em fevereiro deste ano e, diferentemente das vacinas, depende de indicação médica.

A bronquiolite compromete a via aérea inferior e causa desconforto respiratório. Se não for identificada precocemente, pode se tornar bastante grave, ocasionando sequelas ou até mesmo a morte. A doença é mais comum entre o outono e o inverno.

“A SES-RJ tem um plano de capacitação dos profissionais de saúde que inclui todos os hospitais e UPAs estaduais para evitar que as crianças acometidas pelo vírus da bronquiolite evoluam para situações mais graves da doença”, explica o subsecretário de Atenção à Saúde da SES-RJ, Caio Souza.

Ele ressalta que a SES-RJ tem como unidades de referência para a bronquiolite o Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, e o Hospital Regional do Médio Paraíba Dra. Zilda Arns Neumann, em Volta Redonda, que estão preparados para atender crianças, caso haja um surto de bronquiolite no estado. No entanto, a situação atual é de normalidade.

Capacitação para unidades estaduais de saúde

Nesta quinta-feira (9/4), a SES-RJ promove em seu auditório o evento “Bronquiolite da emergência à UTI”, com a participação de Bruno Bohme, médico intensivista pediátrico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) e Daniella Mancino, médica intensivista pediátrica do Hospital Estadual Ricardo Cruz.

Organizado pela Superintendência de Educação em Saúde, vinculada à Subsecretaria de Atenção à Saúde, o encontro é voltado para profissionais das unidades estaduais de saúde e abordará o manejo da bronquiolite na emergência e na UTI.

Em 2026, até 6 de abril, houve 6.071 atendimentos por bronquiolite nas 27 UPAs estaduais.

A taxa de positividade do vírus sincicial respiratório (VSR) no estado, na 12ª semana epidemiológica (22 a 28/03), ficou em 3,8% e na 13ª (29/3 a 04/04) foi de 6,9%. No período equivalente, em 2025, na 13ª semana epidemiológica (23 a 29/03) a taxa de positividade ficou em 14,8% e na 14ª semana epidemiológica (30/03 a 05/04) foi de 14,6%.

Explosão de casos: Avanço antecipado da gripe faz internações crescerem e acende alerta

Nenhum comentário

sexta-feira, abril 03, 2026


O sistema de saúde brasileiro enfrenta uma pressão inesperada em 2026. Dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) revelam que as internações de idosos (60 anos ou mais) por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrente da influenza dispararam 153%.

O avanço da doença ocorre antes do período sazonal esperado, consolidando um agravamento que já vinha sendo monitorado desde o ano passado. Em 2025, o cenário já havia se mostrado crítico, com o número de hospitalizações e óbitos dobrando em diversas faixas etárias da terceira idade.

Por que a gripe é mais perigosa para os idosos?

O principal fator de risco para essa população é a imunossenescência — o processo natural de envelhecimento do sistema imunológico. Com o passar dos anos, o organismo perde parte da capacidade de combater infecções, tornando o vírus da gripe uma ameaça significativamente maior.

Além disso, o impacto da influenza nos idosos costuma ir muito além de um quadro respiratório comum:

Complicações Pulmonares: Alto risco de evolução para pneumonias graves.
Doenças Crônicas: Descompensação de condições pré-existentes, como diabetes e problemas renais.

Saúde Cardiovascular: Estudos indicam que a infecção por influenza pode desencadear eventos cardiovasculares, como infartos e AVCs.

Vigilância e Prevenção

As autoridades de saúde reforçam que o monitoramento contínuo é essencial para conter a superlotação nos hospitais. A antecipação da circulação viral em 2026 acende o alerta para a importância da vacinação e do diagnóstico precoce.

Dica de Prevenção: Para pessoas com mais de 60 anos, manter a carteira de vacinação atualizada é a medida mais eficaz para reduzir o risco de hospitalização e complicações fatais.

A recomendação atual é que, ao apresentarem os primeiros sintomas respiratórios — como febre alta, dores no corpo e cansaço extremo —, os idosos busquem atendimento médico imediato para evitar o agravamento do quadro.

Em São João de Meriti, mais de 3 mil pessoas são vacinadas no Dia D contra a gripe

Nenhum comentário

terça-feira, março 31, 2026



A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Saúde, participou no último sábado (28-03), do Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe (Influenza), promovida pelo Governo Federal. A mobilização contou com equipes atuando em diversos pontos da cidade, como unidades básicas de saúde, o Centro de Vacinação Meritiense, no Shopping Grande Rio, e a Praça da Matriz, no Centro.

Mais de 3,4 mil pessoas foram imunizadas no município no Dia D. A vacinação é gratuita e tem como objetivo proteger a população contra as novas cepas do vírus, reduzindo casos e complicações típicas do período entre o outono e o inverno, quando há maior circulação da doença. Neste primeiro momento, a campanha é voltada para o público prioritário: idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a seis anos e gestantes.

Presente na ação na Praça da Matriz, o supervisor municipal de Atenção Primária, Mario Alves, reforçou a importância da imunização. “Quem tem alguma comorbidade pode ter complicações sérias. A vacina é uma forma de prevenção e cuidado com a saúde”, destacou.

Moradores do Centro, Alcenir Ferreira e Carlos Alberto Stancato, de 78 e 62 anos, respectivamente, ressaltaram a necessidade da vacinação. “É muito importante para todos nós, temos que nos cuidar”, afirmou Alcenir. “Mesmo se pegar gripe, a vacina reduz bastante os sintomas. São João de Meriti, venha vacinar”, acrescentou Carlos Alberto.

A vendedora Vanessa Corrêa, de 37 anos, levou a filha Luiza, de 11 meses, para receber a dose. “Vacinar sempre para evitar doenças”, relatou.

Entre os principais sintomas da gripe estão febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, tosse, dor de garganta, coriza e calafrios. A campanha segue até o dia 30 de maio. Quem ainda não se vacinou pode procurar uma unidade básica de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Já o Centro de Vacinação Meritiense funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 13h às 21h.

Fast food na infância afeta o cérebro na idade adulta, afirma novo estudo

Nenhum comentário

sexta-feira, março 06, 2026



Um novo estudo publicado nesta terça-feira (24) na revista científica Nature Communications acendeu um alerta sobre os impactos de dietas ricas em gordura e açúcar nos primeiros anos de vida na saúde do cérebro ao longo da vida adulta.

A pesquisa foi conduzida pela University College Cork, na Irlanda, e aponta que hábitos alimentares inadequados durante o período da infância podem deixar marcas persistentes no cérebro e no comportamento alimentar mesmo durante a fase adulta.

O que o estudo mostrou?

Os pesquisadores ofereceram a camundongos filhotes uma dieta semelhante ao chamado “fast food”, rica em gorduras e açúcares. Quando adultos, mesmo após passarem a consumir alimentação equilibrada, os animais mantiveram alterações importantes no comportamento.

Apesar de o peso corporal ter sido normalizado, os camundongos continuaram preferindo alimentos doces e gordurosos e ingerindo mais do que o necessário. Também apresentaram comportamento de desperdício alimentar, remexendo e esfarelando a comida.

A análise cerebral revelou alterações no hipotálamo, região responsável pelo controle da fome. Houve redução de neurônios ligados à saciedade, como os neurônios POMC, que enviam ao organismo o sinal de que é hora de parar de comer.

O estudo ainda identificou diferenças entre machos e fêmeas. As fêmeas demonstraram maior vulnerabilidade a determinadas alterações cerebrais, enquanto os machos apresentaram mais dificuldades no metabolismo de gorduras e açúcares.

Intestino e cérebro: Uma conexão direta

Outro ponto importante da pesquisa foi a relação entre microbiota intestinal e comportamento alimentar. A administração do probiótico Bifidobacterium longum ajudou a restaurar o equilíbrio intestinal e a normalizar o comportamento dos animais. O uso de prebióticos como FOS e GOS também contribuiu para recuperar a comunicação entre intestino e cérebro.

De acordo com o Pós PhD em neurociências, especialista em genômica com formação avançada em Nutrição Clínica em Portugal, Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, os achados reforçam uma tendência já observada anteriormente pela ciência.

“Cada vez mais temos respostas da ciência sobre a forte relação entre a alimentação e a saúde cerebral”, destaca.

Predisposição genética e alimentação
Ainda de acordo com o especialista, a alimentação pode interagir diretamente com a expressão genética ao longo da vida.

“A predisposição genética a determinadas doenças pode ser afetada pela alimentação. Ou seja, mesmo que exista um risco herdado, o estilo de vida pode potencializar ou modular essa tendência”, explica o Dr. Fabiano de Abreu, idealizador do GIP - Genetic Intelligence Project, que analisa predisposições genéticas em diferentes áreas da saúde. De acordo com ele, compreender esses fatores permite intervenções mais estratégicas desde a infância.

“A genética não é uma sentença, ela apenas indica caminhos possíveis. A nutrição adequada, principalmente nos primeiros anos de vida, junto com outros fatores do estilo de vida, podem influenciar como esses genes vão se manifestar ao longo da vida”, afirma.

Efeitos a longo prazo no cérebro
Apesar do estudo ter sido realizado em modelo animal, os pesquisadores destacam que os resultados ajudam a compreender mecanismos biológicos que também podem ocorrer em humanos.

“A infância é um período crítico para o desenvolvimento do cérebro. Alterações nessa fase podem repercutir no comportamento alimentar, no metabolismo e até no risco de doenças crônicas na vida adulta”

“Os achados reforçam a importância de políticas públicas, orientação familiar e educação alimentar desde cedo. Mais do que uma questão estética ou de peso, a alimentação na infância pode ser determinante para a saúde cerebral ao longo da vida”, alerta o Dr. Fabiano de Abreu Agrela, que já havia comentado sobre o tema em um estudo anterior.

Conheça os sintomas e sinais de alerta que você nem imagina que indicam um infarto e causa

Nenhum comentário

sexta-feira, fevereiro 27, 2026


O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, permanece no topo das estatísticas como uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. No entanto, um fator crítico muitas vezes determina o desfecho desses casos: a capacidade da vítima de identificar os sinais de alerta emitidos pelo corpo.

De acordo com o cardiologista e pesquisador Dr. Rafael Marchetti, os minutos iniciais de um infarto apresentam manifestações específicas que não podem ser ignoradas.

“A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos. Essa interpretação equivocada é extremamente perigosa”, alerta o médico.

Além da dor no peito: Os sinais que o corpo dá

Embora a dor ou pressão intensa no peito — que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula — seja o sintoma mais clássico, o Dr. Marchetti destaca que existem outras manifestações menos óbvias, mas igualmente graves:

Sudorese fria repentina;
Falta de ar e tontura;
Náuseas e mal-estar gástrico;
Sensação de ansiedade intensa (frequentemente descrita como uma sensação de morte iminente).

Esses sintomas podem aparecer de forma isolada ou combinada, e a orientação é clara: nunca subestime um desconforto atípico.

O fator tempo: Por que a urgência é vital?

No contexto de um infarto, cada segundo conta. O atendimento rápido é fundamental para minimizar os danos ao músculo cardíaco. Quanto mais tempo o coração fica sem irrigação sanguínea, maiores são as chances de sequelas graves ou óbito.

“Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico. Qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência”, reforça o especialista.
A ciência contra o cronômetro

Além do atendimento emergencial, a medicina moderna foca na antecipação do problema. Como coordenador de pesquisa clínica do CPAH (Centro de Pesquisa e Análises Heráclito), o Dr. Rafael Marchetti ressalta o papel dos estudos científicos na detecção precoce de riscos cardiovasculares.

O objetivo da pesquisa clínica é desenvolver estratégias que permitam intervir antes mesmo que o infarto ocorra. “A ciência nos permite entender melhor os padrões que antecedem o infarto. Investir em pesquisa é investir em vidas”, conclui Marchetti.

O que fazer em caso de suspeita?

Se você ou alguém próximo apresentar os sintomas mencionados:
Não espere a dor passar: O tempo é o seu maior aliado.
Procure uma emergência: Vá ao hospital mais próximo ou ligue para o SAMU (192).
Evite esforços: Mantenha a pessoa em repouso até o socorro chegar.

Hospital municipal do coração São José coloca Duque de Caxias no mapa da alta complexidade cardiovascular do SUS

Nenhum comentário

quarta-feira, janeiro 28, 2026


O Hospital Municipal do Coração São José (HMCOR-SJ), em Duque de Caxias, referência em cardiologia de alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS), realizou, nos dias 22 e 23 de janeiro, o Curso de Aterectomia Rotacional com tecnologia RotaPro, em parceria com a Boston Scientific, uma das maiores líderes globais em inovação em saúde cardiovascular.

Pela primeira vez realizado na Baixada Fluminense, o curso foi dividido em parte prática, realizada no Novotel Praia de Botafogo e, em parte prática, executada no próprio HMCOR-SJ. O curso marca um avanço histórico para a região e consolida Duque de Caxias como polo estratégico de excelência em cardiologia intervencionista no SUS, ampliando o acesso da população a procedimentos de alta complexidade com tecnologia de ponta.

Tradicionalmente promovido no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, o curso chega ao Rio de Janeiro em uma edição especial sediada no HMCOR-SJ, reunindo hemodinamicistas de reconhecida projeção e expertise nacional, em integração direta com o corpo clínico do Hospital Municipal do Coração São José, também amplamente reconhecido por sua qualificação técnica, produção assistencial e atuação de referência no SUS. Essa interação reforça o elevado padrão científico e assistencial da unidade, que se consolida não apenas como centro de atendimento, mas também como espaço de formação e disseminação de conhecimento de alto nível.

“Um momento tão importante para a saúde pública de Duque de Caxias e de toda a Baixada Fluminense. A realização do Curso de Aterectomia Rotacional, no Hospital Municipal do Coração São José, representa um marco na consolidação da nossa unidade como referência em cardiologia de alta complexidade no SUS”, destaca Dr. Antônio Farias, um dos coordenadores do Serviço de Hemodinâmica do HMCOR-SJ.

A capacitação é direcionada ao tratamento das lesões coronarianas calcificadas, um “calcanhar de Aquiles” da cardiologia intervencionista moderna, e reafirma o compromisso da Prefeitura de Duque de Caxias com a qualificação permanente dos profissionais de saúde, a incorporação responsável de tecnologias inovadoras e a excelência no cuidado oferecido pela rede pública.

A realização do curso, no Hospital Municipal do Coração São José, fortalece o papel estratégico da unidade como Centro de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do SUS, promovendo inovação, educação médica continuada e impacto direto na qualidade assistencial prestada à população. Com ações estruturantes como esta, Duque de Caxias avança na consolidação de uma rede pública de saúde moderna, resolutiva e alinhada às melhores práticas nacionais e internacionais, colocando o paciente no centro do cuidado, e a tecnologia a serviço da vida.

“Trazer um curso deste nível para Duque de Caxias é a prova concreta de que o SUS do município está preparado para oferecer medicina de alta complexidade, com excelência técnica, inovação e compromisso real com o cuidado ao paciente. Contamos com um corpo clínico altamente qualificado, reconhecido e capaz de operar e de difundir as tecnologias mais avançadas da cardiologia moderna”, declarou Dr. Valério Fuks Diretor Geral do Hospital Municipal do Coração São José.

O Hospital Municipal do Coração São José (HMCOR) está localizado na Rua Nobre de Lacerda – Vila Flávia - Primeiro Distrito – DC

São João de Meriti realiza mais de 100 cirurgias no primeiro mutirão de catarata do ano

Nenhum comentário

segunda-feira, janeiro 26, 2026


A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no sábado (24/01) mais de 100 cirurgias de catarata no primeiro mutirão do ano, no PAM Meriti, dando continuidade ao Programa Municipal de Cirurgias Eletivas, implantado em 2025 no município.

Os procedimentos contemplaram pacientes operados pela primeira vez e aqueles que retornaram para a cirurgia do segundo olho, ampliando os benefícios clínicos e a qualidade de vida da população. A ação mobilizou equipes de triagem, avaliação clínica e preparo pré-operatório ao longo de todo o dia.

O prefeito de Meriti, Léo Vieira, destacou a importância da iniciativa para a saúde pública. “É com muita felicidade que realizamos mais um mutirão abençoado que devolve muito mais do que visão. Devolvemos autonomia, dignidade e esperança a tantas pessoas que aguardavam esse cuidado. Continuaremos avançando para ampliar o acesso dessas cirurgias eletivas”, concluiu o prefeito.

Para o secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Neto, o mutirão representa um avanço real no cuidado com o cidadão. “Cada cirurgia é um olhar renovado sobre a vida, oferecendo o que há de melhor. Estamos aqui para garantir que o meritiense tenha tratamento humanizado e acesso digno às cirurgias que tanto esperava”, frisou Dr. Carlos Neto.


O motorista autônomo Gilmar Ferreira contou sobre a experiência após ser operado no segundo olho. “Depois da primeira cirurgia já melhorei muito, fui muito bem atendido do começo ao fim. Agora, com a cirurgia do segundo olho, vou poder voltar a dirigir à noite”, relatou Gilmar. “Estou muito feliz de enxergar bem de novo. Consigo ver detalhes que não via há tempos e tudo ficou mais bonito”, acrescentou Derli Veloso, de 66 anos, moradora do Jardim Sumaré.

Queda da libido após a menopausa atinge 6 em cada 10 mulheres, mostra estudo brasileiro

Nenhum comentário

quarta-feira, janeiro 14, 2026



Um estudo publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO), periódico científico da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), aponta que cerca de 60% das mulheres relatam redução da atividade sexual após a menopausa. O dado evidencia como o climatério, período de transição da fase reprodutiva, pode impactar diretamente a sexualidade e a qualidade de vida feminina.

Segundo a ginecologista Dra. Vanessa Apfel, que atua no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, na zona oeste do Rio de Janeiro, essa redução não está ligada apenas ao avanço da idade, mas a alterações hormonais específicas desse período.

“O climatério é marcado pela queda progressiva dos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios que exercem papel fundamental na lubrificação vaginal, na elasticidade dos tecidos genitais, na resposta sexual e também no equilíbrio emocional”, destaca.

Ela explica que quando esses hormônios diminuem, é comum que a mulher perceba mudanças que afetam o desejo e o conforto durante a relação sexual.

Na prática clínica, a médica observa que sintomas como ressecamento vaginal, dor durante a relação, diminuição da libido, alterações do sono, ondas de calor e oscilações de humor costumam se sobrepor.

“Esses fatores muitas vezes se retroalimentam. O desconforto físico leva à evitação da relação, o que pode gerar frustração, insegurança e queda da autoestima. Sem orientação adequada, muitas mulheres passam a acreditar que perder o interesse sexual é algo inevitável nessa fase”, pontua Dra. Vanessa.

No entanto, evidências científicas recentes indicam que essa perda não é uma regra. Um estudo publicado em 2023 na revista científica oficial da The Menopause Society, uma das principais entidades médicas globais dedicadas ao estudo da menopausa, mostrou que mulheres que mantêm atividade sexual regular durante o climatério e a pós-menopausa apresentam melhor função sexual, com resultados mais favoráveis em domínios como excitação, lubrificação, orgasmo e satisfação, quando comparadas àquelas com vida sexual infrequente.




“Esses achados reforçam algo que observamos no consultório: a sexualidade também é uma função que responde ao estímulo e ao cuidado”, afirma a médica.

“Manter a intimidade ativa contribui para a saúde da mucosa vaginal, para a resposta do corpo ao estímulo sexual e para o fortalecimento do vínculo emocional, além de impactar positivamente o bem-estar psicológico”, completa.




Para a especialista, o acompanhamento médico individualizado é essencial para atravessar o climatério com mais qualidade de vida.




“Existem diferentes estratégias terapêuticas, que vão desde o uso de hidratantes vaginais e mudanças no estilo de vida até, em casos bem indicados, a terapia hormonal”, salienta.

O mais importante, segundo ela, é que a mulher saiba que não precisa conviver com dor, desconforto ou perda do desejo como se isso fosse parte obrigatória do envelhecimento.

De acordo com a ginecologista, é fundamental ressaltar que o climatério não representa o fim da sexualidade, mas uma fase de transformação. “Com informação de qualidade, escuta qualificada e cuidado integral, é possível viver essa etapa com prazer, autonomia e saúde emocional”, finaliza.

Tadalafila e sildenafila: Remédios para disfunção erétil podem afetar a saúde? Entenda os riscos cardiovasculares

Nenhum comentário

sábado, novembro 29, 2025


O uso de medicamentos como tadalafila e sildenafila, indicados para o tratamento da disfunção erétil, é cada vez mais comum entre homens de diferentes idades, mas a segurança cardiovascular dessas substâncias ainda é uma dúvida muito comum, principalmente entre pacientes que já têm alguma condição cardíaca.

De acordo com o médico cardiologista Dr. Rafael Marchetti, o uso desses medicamentos é considerado seguro em muitos casos, desde que respeitadas algumas condições clínicas.

“Muitas pessoas têm receio sobre o uso de medicações para disfunção erétil em relação ao risco cardiovascular, mas, se não houver uma doença cardíaca descompensada, esses medicamentos são relativamente seguros”, afirma.

Interação medicamentosa é o ponto de atenção
A principal preocupação, segundo o especialista, está na interação medicamentosa com outras drogas de uso contínuo, principalmente os nitratos,como aqueles utilizados no tratamento de angina.

“O maior risco do uso desse tipo de medicamento é a sua interação com outras medicações, como os nitratos sublinguais, essa combinação pode provocar queda perigosa da pressão arterial e levar a um quadro grave”, explica Dr. Rafael Marchetti.

Ou seja, o uso de sildenafila ou tadalafila deve ser evitado em pessoas que fazem uso frequente de medicamentos à base de nitrato, comuns em pacientes com doenças coronarianas.

Fora esses casos, e com uma avaliação cardiológica prévia, o uso pode ser indicado com segurança.

Origem do Viagra e uso na cardiologia
O medicamento à base de sildenafila, mais conhecido pelo nome comercial Viagra, foi originalmente desenvolvido para tratar hipertensão pulmonar, uma condição cardiovascular grave.

“A sildenafila ainda é usada com essa finalidade hoje, foi durante os estudos clínicos para hipertensão pulmonarque se observou um efeito ‘colateral’, a melhora na ereção”, explica o Dr. Rafael Marchetti.

Esse “efeito colateral” levou ao redirecionamento da pesquisa e à consagração da sildenafila como tratamento para disfunção erétil, ainda assim, seu efeito vasodilatador continua sendo valorizado em alguns tratamentos.

Disfunção erétil pode ser um sinal de doença cardíaca?
A disfunção erétil (DE) pode ser um sinal precoce de doenças cardiovasculares (DCV), já que ambas compartilham fatores de risco como problemas nos vasos sanguíneos, inflamação e baixa testosterona. Além disso, ela também pode afetar a adesão ao tratamento cardíaco.

Identificar a DE permite agir preventivamente de forma simples e acessível. Alguns medicamentos pioram a DE, enquanto outros são mais neutros ou benéficos.

Cirurgia robótica no SUS: especialista da Unig explica impacto no combate ao câncer de próstata

Nenhum comentário

quarta-feira, novembro 26, 2025



O Novembro Azul deste ano chegou com um reforço de peso tecnológico no Sistema Único de Saúde (SUS). A recente inauguração do Centro de Treinamento e Pesquisa em Robótica do Inca — o primeiro da rede pública com certificação internacional — colocou holofotes sobre uma modalidade que vem transformando a oncologia: a cirurgia robótica. Mas, para além das máquinas futuristas e dos consoles que parecem videogames, o que essa inovação significa, na prática, para o paciente que recebe o diagnóstico de câncer de próstata?

Menos sequelas e uma recuperação mais rápida, de acordo com o urologista e professor da Unig, Sessin Akl Gajar. “A cirurgia robótica representa um salto de qualidade tanto para o médico quanto para o paciente. Ela oferece uma visão em 3D ampliada e elimina qualquer tremor natural das mãos humanas, permitindo uma destreza de movimentos que a cirurgia aberta ou a laparoscopia tradicional não conseguem igualar”, explica o especialista.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), para o atual triênio, o Brasil estima 71.730 novos casos da doença por ano. É o tipo de tumor mais incidente entre os homens em todas as regiões do país (exceto tumores de pele). Diante desses números, a busca por tratamentos que garantam não apenas a cura, mas a qualidade de vida pós-operatória, tornou-se uma grande meta da medicina moderna.

“A cirurgia robótica representa um salto de qualidade tanto para o médico quanto para o paciente. Ela oferece uma visão em 3D ampliada e elimina qualquer tremor natural das mãos dos cirurgiões, garantindo uma destreza de movimentos que a cirurgia aberta ou a laparoscopia tradicional não conseguem igualar”, diz Sessin Akl Gajar.

Menos dor, mais vida

O médico da Unig explica ainda que a tecnologia melhora a performance cirúrgica, preservando mais estruturas nervosas e vasculares ao redor da próstata. “Os principais benefícios, quando comparamos com as técnicas tradicionais, são a menor perda sanguínea e a redução significativa das taxas de complicações, como a perda da função erétil e a incontinência urinária”, pontua, acrescentando que a recuperação no pós-operatório é rápida, com redução do tempo de uso da sonda, o que permite ao paciente retomar mais rapidamente suas atividades físicas e de trabalho.

A importância do profissional por trás do robô

A inauguração do novo centro, com simuladores e o robô Da Vinci Xi, reforça que a tecnologia só entrega todo o seu potencial quando há treinamento especializado. Na prática, é o cirurgião, no console que comanda cada movimento do equipamento, quem determina a segurança e o resultado da operação.

“Centros de treinamento com simuladores, como este recém-inaugurado, são fundamentais porque permitem o treinamento do médico em ambiente seguro e padronizado”, afirma Sessin. Ele explica que a simulação encurta a curva de aprendizado e possibilita avaliar o desempenho do profissional antes do contato com o paciente real. “Isso garante uma integração com a pesquisa e uma atualização contínua, elevando a segurança do procedimento.”

Mesmo com o avanço de tecnologias como a cirurgia robótica, os especialistas reforçam que nada substitui o diagnóstico precoce. Dados do Inca mostram que o risco de câncer de próstata aumenta de forma importante a partir dos 50 anos — cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem em homens acima de 65 anos. Histórico familiar e excesso de gordura corporal também elevam as chances de desenvolvimento da doença.

Para Sessin, a literatura médica recente reforça que a robótica não é apenas “estética” ou “conforto”: ela traz precisão oncológica. “Temos resultados similares e até melhores que a cirurgia aberta, com vantagens na limpeza das margens cirúrgicas e na retirada de linfonodos”, conclui.

5 Vantagens da cirurgia robótica para o paciente

Recuperação acelerada: Menor tempo de internação e retorno mais rápido à rotina de trabalho e exercícios.

Menos sangramento: A precisão da cauterização e dos cortes reduz drasticamente a perda de sangue durante o ato cirúrgico.

Preservação da função sexual: a visualização 3D e as pinças delicadas ajudam a poupar os nervos responsáveis pela função erétil.

Controle urinário: Menor risco de incontinência urinária no pós-operatório em comparação às técnicas abertas.

Dores aliviadas: cortes menores (minimamente invasivos) amenizam a dor e reduzem a necessidade de analgésicos fortes após a cirurgia.

São João de Meriti promove ações do Novembro Azul

Nenhum comentário

segunda-feira, novembro 24, 2025



A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando ações do Novembro Azul em todas as unidades de saúde do município. As atividades incluem palestras, rodas de conversa e orientações conduzidas por profissionais e especialistas, explicando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças que mais atingem a população masculina, como o câncer de próstata.

As equipes de cada posto estão promovendo momentos de diálogo com os pacientes, abordando cuidados básicos, exames essenciais e a necessidade de buscar acompanhamento médico de forma regular.

O secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Neto, destacou a relevância da mobilização. “O Novembro Azul é um lembrete de que a saúde do homem precisa ser tratada com atenção e responsabilidade. Nossas unidades estão preparadas para orientar, acolher e incentivar a prevenção, que continua sendo o caminho mais seguro para reduzir riscos e salvar vidas”, concluiu o secretário.

As ações seguem até o fim do mês e são abertas a todos os moradores, que podem procurar a unidade mais próxima para participar.

Morte súbita: Saiba como prevenir o infarto fulminante

Nenhum comentário


O infarto fulminante é uma das principais causas de morte súbita no Brasil, ele leva a óbito milhares de pessoas todos os anos, muitas delas sem diagnóstico prévio de doença cardíaca, o que torna a situação ainda mais inesperada.

De acordo com um levantamento de dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) com informações do Ministério da Saúde, em 2023, o número de internações por infarto no Brasil teve um aumento de mais de 150% nos últimos 14 anos.

É possível prevenir?
Apesar do evento ser abrupto, a ciência revela que ele raramente ocorre “do nada”, existe sempre um histórico silencioso de riscos que se acumulam ao longo do tempo.

O cardiologista Dr. Roberto Yano explica que o cenário mais perigoso é aquele em que o indivíduo convive com fatores de risco sem perceber.

“Grande parte dos casos acontece em pessoas que nunca fizeram check-ups regulares, por exemplo. Quando o coração avisa de uma forma drástica, muitas vezes já é tarde demais, por isso ter alguns cuidados preventivos pode ser a diferença entre sobreviver ou não de uma situação mais grave”, afirma.

As causas do problema

Existem diversas causas possíveis do infarto fulminante, entre os principais desencadeadores estão colesterol elevado, hipertensão não controlada, histórico familiar, tabagismo, sedentarismo e diabetes.

A combinação deles favorece bastante o rompimento de placas nas artérias, o que pode levar à interrupção abrupta do fluxo sanguíneo, o que caracteriza o infarto fulminante. E isso, muitas vezes, pode acontecer de forma bem silenciosa.

Dicas de prevenção
De acordo com o Dr. Roberto Yano, a prevenção é o caminho mais eficaz e pode ser incorporada no dia a dia.

“Hábitos simples como controlar a pressão, praticar atividade física e evitar o cigarro reduzem significativamente o risco. O problema é que muitos só procuram ajuda após sentirem os primeiros sintomas”, alerta.

Ele destaca que exames como eletrocardiograma, teste ergométrico e ecocardiograma devem fazer parte da rotina, principalmente após os 40 anos, mas cada rotina de check-up pode ser personalizada para cada paciente, por isso, as consultas regulares são essenciais.

“O coração não espera e muitas vezes sequer avisa, quanto mais cedo cuidamos dele, menor a chance de sermos surpreendidos. Enxergar o autocuidado como prioridade é essencial”, alerta o Dr. Roberto Yano.


3 noites mal dormidas já prejudicam seu coração, indica estudo. Entenda

Nenhum comentário

Um novo estudo da Universidade de Uppsala, na Suécia, reforça uma preocupação crescente entre médicos e cientistas: a qualidade do sono está diretamente ligada à saúde do coração e os efeitos aparecem muito antes do que se imagina.

A pesquisa indicou que apenas três noites de sono restrito, com cerca de quatro horas por noite, já são suficientes para desencadear alterações no sangue associadas a maior risco de doenças cardiovasculares.

De acordo com o Dr. Rafael Marchetti, cardiologista e pesquisador, a baixa qualidade do sono é um dos fatores negativos da modernidade para a saúde cardiovascular.

“O sono ruim é um dos fatores da rotina moderna que mais silenciosamente comprometem o coração. A inflamação crônica que ele gera no organismo é uma bomba-relógio para quem já tem predisposição a problemas cardíacos”.

Como foi feito o estudo?

O estudo acompanhou jovens saudáveis que, após as noites mal dormidas, apresentaram aumento de proteínas inflamatórias (moléculas que, quando elevadas por longos períodos, estão associadas ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca, doença coronariana e arritmias, como fibrilação atrial).

Além disso, mesmo os efeitos positivos de atividades físicas foram reduzidos quando associados ao sono ruim.

“O corpo simplesmente não responde da mesma forma quando não está devidamente recuperado. É como tentar abastecer um carro sem combustível e querer que ele performe bem”, ilustra o Dr. Rafael Marchetti.

O cardiologista reforça que, apesar da produtividade e a vida digital incentivem a negligência do descanso, os danos ao sistema cardiovascular podem começar rapidamente, ainda que na juventude e mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.

“O sono não é negociável. Dormir bem não é luxo, é uma questão de saúde pública. Cuidar do coração começa muito antes dos remédios, começa no seu estilo de vida, ele vai moldando a sua saúde um dia após o outro”, finaliza Dr. Rafael Marchetti.


Musicoterapia auxilia no tratamento de pacientes internados no Hospital Geral de Nova Iguaçu

Nenhum comentário

quarta-feira, novembro 19, 2025




Pelos corredores do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), ritmos e melodias de variados estilos musicais chamavam a atenção. Entre MPB, clássicos populares e uma variação de outras canções, a música se mostrou novamente uma aliada importante no acolhimento humanizado, levando leveza ao ambiente hospitalar. E essa missão ganhou ainda mais força durante a Semana Nacional da Música, comemorada de 16 a 22 de novembro, quando pacientes e acompanhantes acompanharam as apresentações das portas das enfermarias e até mesmo dos próprios leitos.


A musicoterapia busca transformar o ambiente hospitalar, trazendo conforto e promovendo bem-estar a quem enfrenta dias delicados de internação. Segundo as equipes de saúde, a música contribui para reduzir a ansiedade, aliviar tensões e até favorecer a recuperação clínica dos pacientes.

“A musicoterapia já faz parte da nossa rotina e tem um impacto muito positivo no dia a dia. Muitas pessoas acompanham das portas das enfermarias, mas também levamos a música ao leito de quem não pode se levantar. É um momento simples, que muda o clima do setor e ajuda na recuperação. Ver o brilho no olhar das pessoas mostra que vale a pena”, destacou o diretor-geral do HGNI, Ulisses Melo.

Entre os pacientes estava Flávio de Santanna, de 43 anos, internado após uma queda de moto no sábado (15). Ele passou por cirurgia e durante sua recuperação, aproveitou para soltar a voz e se divertir. Encerrando o repertório com chave de ouro, recebeu alta logo depois da apresentação.

“Foi inesperado. Justo na hora em que ouvimos o trecho ‘hoje eu só quero que o dia termine bem’, e ele realmente vai terminar bem. A música deixou tudo mais leve e me ajudou a esquecer um pouco da dor. Foi um presente antes de ir para casa”, contou.

Uma das apresentações foi conduzida pela cantora voluntária Ella Fernandes, que reforçou o significado de atuar justamente na semana que celebra a música e seus compositores.

“Cantar em um hospital é sempre especial, mas fazer isso na Semana Nacional da Música tem um valor ainda maior. A gente entra para levar paz, mas acaba recebendo muito mais. Ver pessoas se emocionando, sorrindo e se conectando com as canções não tem preço”, concluiu.
Don't Miss
© 2015 - 2022 Jornal Destaque Baixada. Todos os direitos reservados
Destaque Baixada Jornal para ler e compartilhar