Viúva de Marielle Franco participa de fórum LGBT+ em Mesquita - Jornal Destaque Baixada

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27/06/2019

Viúva de Marielle Franco participa de fórum LGBT+ em Mesquita

Fotos: Maicon Ferraz/PMM
A Coordenaria de Diversidade Sexual de Mesquita recebeu uma convidada especial no Fórum “Viver É Melhor que Sonhar”, realizado nesta quarta-feira, dia 26 de junho. Viúva da vereadora Marielle Franco, assassinada em março do ano passado, Monica Benício esteve no Fórum de Mesquita, local do evento, para debater a criminalização da LGBTfobia no Brasil e participar de uma homenagem a Marielle. A ação serviu também para antecipar as comemorações na cidade pelo Dia Internacional do Orgulho LGBT+, celebrado em 28 de junho.



“Essa é uma luta coletiva. Marielle era uma exímia defensora dos direitos humanos, que não fazia distinção de vidas, porque todas são importantes. A gente precisa entender que houve anos e anos de omissão no planejamento de políticas públicas voltadas para a população LGBT. Então, temos de reconhecer as muitas Marielles que existem por aí, só que em vida”, desabafou Monica, que é arquiteta e ativista de direitos humanos.

Coordenadora de Diversidade Sexual de Mesquita, Paulinha Única deu um depoimento emocionado sobre um fato triste de seu passado. Na adolescência, antes de iniciar sua transição de gênero, ela foi espancada por 14 rapazes na saída do Tênis Clube de Mesquita, no Centro da cidade. “Me assumi há 38 anos, quando eu estava com 15 anos, ou seja, uma época em que isso era o fim do mundo para uma família. Apanhei porque, supostamente, escolhi essa vida. Infelizmente, ainda existem pessoas que não entendem que eu nasci assim”, lamentou Paulinha, que é uma mulher trans e estava acompanhada do pai, senhor Armando de Oliveira, de 89 anos.


Durante o evento, algumas ações realizadas nos últimos dois anos e meio pela Coordenadoria de Diversidade Sexual de Mesquita e, de maneira mais ampla, pela Subsecretaria Municipal de Direitos Humanos, foram mencionados. Como as palestras realizadas para a Guarda Civil de Mesquita e os funcionários da Saúde da cidade, para um atendimento adequado aos pacientes LGBT+ do município. Flávio Rossini, subsecretário de Direitos Humanos de Mesquita, lembrou que a prefeitura se prepara para lançar seu 1º Plano de Educação em Direitos Humanos, com a ajuda da UniRio.

“Esse plano estabelecerá um conjunto de orientações a serem trabalhadas nas escolas, com alunos, pais, professores e toda comunidade envolvida no dia a dia dos colégios. Ele indicará as formas mais apropriadas para tratar questões como bullying, racismo, pedofilia, diversidade e outros temas similares”, explicou Rossini. O conteúdo da cartilha foi desenvolvido com a participação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Ministério dos Direitos Humanos e da Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio).



O Fórum “Viver É Melhor que Sonhar” contou com a participação do delegado Gilbert Stivanello, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que foi inaugurada em dezembro de 2018. Também presente, a juíza titular da Vara Criminal de Mesquita, Cristiana Cordeiro, questionou o público a respeito da motivação do assassinato de Marielle Franco. “Se ela fosse um homem, heterossexual e branco, teria sido assassinada?”, indagou. “Talvez até fosse, mas não sei se, mesmo depois de 469 dias, o crime estaria sem resolução”, criticou Monica.

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27/06/2019
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