Projeto de jiu-jitsu da Guarda Municipal de Belford Roxo forma 44 alunos - Jornal Destaque Baixada

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13/12/2019

Projeto de jiu-jitsu da Guarda Municipal de Belford Roxo forma 44 alunos


Um projeto da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana de Belford Roxo, em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, está dando um "golpe de mestre" na ociosidade de crianças e adolescentes, que se formaram e trocaram de faixa no curso de jiu-jitsu. A solenidade foi realizada na Vila Olímpica, no bairro Nova Piam.

No total, 44 alunos se formaram, sendo feita a seguinte distribuição por faixas: roxa (3), azul (16), amarela (13), cinza (11) e verde (1). Os três alunos da faixa roxa serão, a partir de agora, monitores do curso. Um deles é Wanderson Marins, 19, capoeirista que entrou para o jiu-jitsu em 2016. Morador do bairro Barro Vermelho, em Belford Roxo, o atleta destaca que, quando está no tatame, a capoeira e o jiu-jitsu se completam. "Uso as técnicas de um e de outro nas lutas. O jiu-jitsu me ensinou mais o tempo de pegada e de esquiva. A capoeira trabalha a cintura e o alongamento. Sei que minha responsabilidade como monitor irá aumentar a partir de agora", disse

Wanderson, que aprendeu capoeira na Vila Olímpica de Belford Roxo. Os outros dois monitores são Robson Ferreira da Silva e Alexandre Chacal. O guarda municipal Fábio Von, idealizador do projeto e faixa preta em jiu-jitsu, destacou que a iniciativa começou há quatro anos na sede da Guarda Municipal, mas se deslocou para a Vila Olímpica por causa da grande procura. São 250 alunos matriculados que participam das aulas de segunda a quinta-feira sob as orientações do próprio Von e dos professores Alex Silva (guarda municipal e faixa preta) e o instrutor Arnaldo Batista (faixa marrom). “Se nesse projeto surgir algum campeão mundial de jiu-jítsu, ficarei feliz. Mas o principal objetivo é formar cidadãos”, disse Fábio Von, ao lado do chefe da Guarda Municipal, Fábio Souza, e dos professores faixas preta Rodrigo Costa, Victor Santana, Andrey Lisboa, Lucia Cordeiro e Victor Cordeiro.

As aulas são ministradas em diversos horários, de segunda a quinta-feira (manhã, tarde e noite). As inscrições podem ser feitas diariamente na Vila Olímpica (Rua Lecílio, s/n), das 9h às 19h. É necessário apresentar os seguintes documentos: cópias de identidade, CPF, comprovante de residência, duas fotos 3X4 e atestado médico. Em caso de menor de idade, o responsável deverá efetuar a matrícula apresentando todos esses documentos, além da declaração escolar do aluno. A idade mínima é seis anos.

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Mãe ‘mora’ na Vila Olímpica com três filhos

“Praticamente, moro na Vila Olímpica”. A frase é da dona de casa Jenifer Silva dos Santos Fonseca, 29 anos, que ficou eufórica aos ver os filhos Gabriel dos Santos, 9, Daniel Fonseca, 4 e Carla Kamilly, 11, trocarem de faixa. Moradora do bairro Dimas Filho, Jenifer enfatizou que, além do jiu-jítsu, Gabriel e Daniel jogam xadrez e futebol, enquanto Carla pratica ginástica rítmica. “Percebo que meus filhos melhoraram muito na questão de disciplina, obediência, dedicação e compromisso. Além disso, as notas deles subiram”, comentou Jenifer, que recebeu uma medalha como símbolo da mãe que mais ajuda no projeto.


Ao lado da mãe, Carla Kamilly lembra que Jenifer a estimulou para o jiu-jítsu quando viram a reportagem sobre os dois estudantes (Guilherme Taucci e Luiz Henrique de Castro) que, em março deste ano, entraram na Escola Municipal Raul Brasil, em Suzano, região metropolitana de São Paulo, e mataram cinco alunos. “Vi a cena em que uma menina (Rhyllary Barbosa, que estuda na unidade) tenta fugir e é cercada por um dos matadores. Ela agarra os braços dele, tenta balançá-lo e consegue desestabilizá-lo. Feito isso, a menina corre. Depois descobri que ela lutava jiu-jítsu e passei a incentivar minha filha”, conta a mãe orgulhosa, observada pelo marido Júlio César de Melo Fonseca, que é pintor e concluiu rapidamente um trabalho para poder ver os filhos trocarem de faixa. “É um orgulho”, resumiu o pai


A assistente administrativa Luci Tatiana, 40, que também recebeu a medalha de mãe participativa, destacou que o filho Gabriel Barbet, 16 está há um ano e meio praticando jiu-jítsu na Vila Olímpica. “O desempenho dele ficou muito melhor na escola. Os benefícios do esporte são em todos os aspectos”, finalizou Luci, vendo o filho mudar para a faixa azul

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