Castro exonera porta-voz da PM após gravar vídeo contra jornalista - Jornal Destaque Baixada

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quarta-feira, dezembro 09, 2020

Castro exonera porta-voz da PM após gravar vídeo contra jornalista


RIO DE JANEIRO - A tenente-coronel Gabryela Dantas, que antes era porta-voz da Polícia Militar, foi exonerada depois de gravar um vídeo contra um jornalista do grupo Globo. No próprio vídeo, publicado nas redes sociais de vários batalhões e inclusive no oficial da PM, a Tenente comentava sobre uma reportagem vinculada nos jornais Extra e o Globo que usavam dados oficiais da própria corporação para mostrar o aumento do consumo de munição por policiais no batalhão investigado pelas mortes das meninas Emilly e Rebeca, no último sábado, na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. 

A Tenente chegou a chamar a reportagem de “mentirosas”. O vídeo viralizou e a fala da PM, acabou provocando uma onda de ataques ao jornalista. Diante do caso, ela foi exonerada pelo então governador do RJ. "Com liberdade de imprensa não se brinca", Disse o Claudio Castro. Vale lembrar, que mesmo a A tenente sendo exonerada e afastada do cargo, ela permanece como oficial da Polícia Militar.

Confira a nota do Grupo Globo abaixo. 

“Faz parte da prática jornalística diária lidar com críticas, contestações e pedidos de reparação de alguma informação. No entanto, a Editora Globo repudia os ataques feitos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, que, por meio de um vídeo oficial, classificou o repórter como inimigo da corporação e incentivou a população a divulgar vídeo. Não é papel de uma instituição de Estado atacar pessoalmente um profissional nem incitar a população contra ele”.

“Os números exibidos na reportagem constam de documento produzido pelo batalhão da Policia Militar de Duque de Caxias, chamado de Mapa de Munição. Esse registro é produzido quinzenalmente por todos os quartéis da PM. A reportagem, amparada em tais documentos, obtidos pelo jornalista, ouviu e registrou a versão da Polícia Militar sobre os dados”.

Segundo a reportagem, a quantidade de munição utilizada em novembro, quando comparada à registrada nas duas quinzenas de julho, é três vezes maior. E, quando comparada à registrada em setembro, é 75% maior.

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