RIO DE JANEIRO — A eleição para o Governo do Estado do Rio de Janeiro continua em aberto e pode, sim, ter um segundo turno. O cenário de incerteza jurídica e a perspectiva real de uma nova ida às urnas passaram a ditar o ritmo dos bastidores políticos fluminenses, provocando forte incômodo e acendendo o sinal de alerta entre os aliados de Douglas Ruas (PL), mesmo diante de uma transição, que já ocorre.
A definição sobre o futuro do comando do Palácio Guanabara está agora concentrada no Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe aos ministros da Corte Suprema julgar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1362, movida pelo PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes.
A ação questiona a retotalização dos votos feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — que havia declarado a vitória de Ruas em primeiro turno após a anulação dos votos de Anthony Garotinho — e pede a realização da segunda etapa da votação.
"Pessoas que foram votar em garotinho, não foram votar em Ruas. Deixa o povo decidir!" Declarou aliado de Paes.
Enquanto o relator do processo no STF, ministro Cristiano Zanin, analisa as informações técnicas enviadas pela Justiça Eleitoral, a viabilidade jurídica de um novo pleito mantém o quadro político do estado sob intensa expectativa. Entre os interlocutores de Ruas, a movimentação da oposição e a demora por uma decisão definitiva da Suprema Corte são vistas com apreensão, alimentando o embate de narrativas tanto nos gabinetes quanto nas redes sociais.
