Vendo a movimentação e risco de ocorrer segundo turno no Rio de Janeiro e em meio às definições da equipe de transição, Douglas Ruas (PL) viajou a Brasília para atuar na frente jurídica que busca confirmar sua eleição ao Governo do Estado. Acompanhado do advogado, ele se reuniu com o ministro Cristiano Zanin, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação que questiona o encerramento do pleito na primeira etapa.
Durante a audiência no gabinete do magistrado, Ruas apresentou contrapontos à ofensiva liderada pelo ex-prefeito Eduardo Paes e pelo PSD. A defesa de Ruas sustenta que a totalização dos votos feita pela Justiça Eleitoral seguiu a legislação vigente e que o resultado de 50,88% dos votos válidos deve ser integralmente preservado.
O embate no STF começou após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir a candidatura de Anthony Garotinho e descartar seus 274.411 votos da base de cálculo. Com o recálculo promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), a pontuação de Ruas subiu de 49,27% para além da metade dos votos válidos, anulando o segundo turno que se desenhava no dia da votação. O PSD contesta a virada no papel por meio da ADPF 1362, alegando o cumprimento da constituição, que a exclusão dos votos fere a vontade popular manifestada nas urnas.
A visita à capital federal coincidiu com o anúncio dos primeiros três secretários da futura gestão fluminense, realizado na sede da Firjan. O ministro Cristiano Zanin já solicitou informações ao TSE e pareceres da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Enquanto a Corte não pauta o mérito da ação, a proclamação oficial do resultado segue mantida.
