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22/08/2018

Polícia segue investigando morte de jovem em Nova Iguaçu que está envolvida de mistérios


Passada a comoção, as circunstâncias da morte do adolescente Luiz Carlos de Jesus Carvalho, de 15 anos, continuam misteriosas e, a cada versão do fato, a população fica ainda mais intrigada. O estudante do Colégio Monteiro Lobato foi encontrado morto, na noite da última sexta-feira (17), ao lado dos trilhos do ramal Japeri, entre as estações Nova Iguaçu e Presidente Juscelino, na altura do bairro Caonze, com marcas de violência pelo corpo e traumatismo craniano.

Peritos que analisaram o corpo constataram traumatismo craniano, mas não definiram a causa, uma vez que havia suspeita de atropelamento por um trem, além da versão de que o garoto havia sido vítima de agressão e morto a pauladas. Das várias hipóteses levantadas, nenhuma possibilidade é descartada. “Eu só quero saber a verdade. Saber o que aconteceu com ele. Se alguém bateu nele, se alguém matou ele. Se foi o trem que pegou ele, só isso”, disse o pai, Luiz Carlos, durante o sepultamento que aconteceu no domingo (19), no cemitério de Nova Iguaçu.

Diante de tantas versões e tantas suspeitas, a investigação segue nas mãos de agentes da 52ª delegacia de polícia de Nova Iguaçu. Por enquanto, de acordo com a investigação, ainda não há elementos que apontem para um homicídio, cujo fato, nesse caso, seria de responsabilidade da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), especializada no assunto. Em virtude de tantas suspeitas, versões e mistérios, este setor ainda não acionada para assumir o caso.

Para aumentar ainda mais o mistério em torno do caso, a nota de pesar divulgada pelo Sindicato dos Professores de Nova Iguaçu (SEPE/NI) abre mais um leque de dúvidas e interrogações: “Sobre a morte de Luiz, só nos resta aguardar as investigações, para que sejam elucidadas as circunstâncias em que ela se deu”. A posição da entidade se junta ao pensamento da família do estudante, dos seus colegas de escola e da população, que espera por parte da polícia e das autoridades que investigam o caso, a motivação do crime e a prisão de quem está envolvida na morte do rapaz.

Sem dar detalhes à imprensa, o delegado Luiz Claudio Cruz, responsável pela apuração do fato, trabalha silenciosamente, reunindo informações e ouvindo testemunhas que possam ajudar a elucidar as circunstâncias que motivaram o crime. Os pais de Luiz Carlos foram ouvidos ontem na delegacia, mas o teor do depoimento não foi divulgado.

Na versão sustentada pela família da vítima afirma que, às 17h45, Luiz Carlos deixou a Escola Municipal Monteiro Lobato, onde estudava. De lá, acompanhado de colegas, ia para casa, no bairro Caonze. Fugindo do trajeto usual, onde acontecem assaltos frequentemente, o aluno do 9º ano do ensino fundamental decidiu caminhar pela linha férrea considerando ser esse um caminho mais seguro.

Diferente do esperado, Luiz Carlos e amigos teriam sido abordados por bandidos que estavam no trecho por onde passaram. Os estudantes reagiram. Enquanto corria, Luiz teria deixado cair seus óculos. De baixa visão, não conseguira mais andar, sendo em seguida morto com pauladas.

Morte de casal ainda não foi elucidada

Há três anos, um caso parecido também assustou moradores da região. À época, os corpos de dois jovens foram encontrados mortos entre a estação Presidente Juscelino e Mesquita. Felipe Miranda, que tinha 21 anos, parecia ter marcas de tiro na cabeça. Já a menina, de 16, foi atropelada por uma composição e parte de seu corpo estava dilacerado. Até hoje, o crime não foi elucidado.

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