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09/11/2018

Exercício Simulado de Incêndio é realizado em escolas de Nova Iguaçu


Em pouco mais de cinco minutos o estudante Douglas Santos Vieira, de 17 anos, que é deficiente auditivo, deixou as dependências da Escola Municipal Monteiro Lobato, no Centro de Nova Iguaçu, durante o exercício simulado de incêndio, realizado pela Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil. Ele e outros 1.735 alunos participaram da ação, que faz parte do Projeto Escolas Seguras - Desenvolvendo a Resiliência Através da Educação. No exercício, após um alarme ser disparado devido a um suposto incêndio, todos saíram da unidade conforme protocolo ensinado em um tempo pré-determinado. O evento também aconteceu na Escola Antônio Pinheiro Guimarães Victory (Vila São Teodoro).

O Projeto, que ocorre na rede de ensino municipal, objetiva desenvolver uma cultura de prevenção e percepção de riscos a desastres na comunidade escolar e por consequência em toda a cidade, elevando a resiliência, reduzindo riscos e evitando mortes. Ele tem como base os pilares estabelecidos pela ONU em seu programa “Iniciativa Mundial para Escolas Seguras”.

“O Douglas mostrou que mesmo a pessoa com deficiência auditiva pode ser treinada para agir corretamente em caso de evacuação em escolas. Aprendeu que deve ficar calmo no momento que tocar o sinal e que os surdos devem olhar os outros alunos e acompanhar o treinamento. Ele tem o sonho de se tornar um agente da Defesa Civil. Os alunos com esse tipo de problema participaram de palestras e toda teoria foi passada a eles. Com uma interprete, os estudantes entenderam as explicações e viram os movimentos corporais para se precaverem em caso de acidentes”, explicou a professora interprete de Libras, Renata dos Santos Costa.

Ainda segundo ela, no Monteiro Lobato, maior escola municipal de Nova Iguaçu, há cerca de 50 alunos com deficiência auditiva.

“Esse exercício simulado foi concluído em 5 minutos e 40 segundos. Se comparar o tamanho desta escola, a quantidade de alunos e os acessos, com outras unidades, o tempo foi satisfatório. O Monteiro Lobato tem três acessos e três blocos diferentes, e não alteramos a rotina das crianças”, comentou o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Jorge Ribeiro Lopes.

Para o estudante Caio da Silva Pereira, de 15 anos, o exercício de simulação, além de orientar os alunos sobre a forma correta de evacuar um local em caso de incêndio, o ajudou a escolher sua profissão.

“Aprendi que precisamos ter calma e muita organização em caso de um incêndio na escola. Fiquei mais disciplinado e vou passar esse ensinamento em casa para minha família. Saímos em fila e não teve pânico. Isso reduz o risco de alguém se machucar. Gostei tanto do curso que deu vontade de seguir a carreira militar”, contou o estudante.

Iniciado em 2017, o projeto Escolas Seguras já contemplou 17 escolas (14 somente este ano). Durante esta semana, todos participaram de um ciclo de palestras, distribuição de material informativo, atividades interativas como pintura e jogos da memória, tudo, relacionado a assuntos como percepção de riscos, ações preventivas, protocolos de emergência, prevenção de acidentes em casa e na escola, primeiros socorros e resiliência em desastres. As ações ainda seguiram com uma atividade interativa desenvolvida em parceria com a UERJ em um Simulador de Fenômenos Naturais. Ainda foram realizadas Oficinas de Pluviômetros, onde os alunos aprenderam a confeccionar pluviômetros com garrafas PET e sua importância na prevenção de desastres.

09/11/2018

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