Nova Iguaçu quer ser referência no polo de agricultura orgânica - Jornal Destaque Baixada

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14/02/2019

Nova Iguaçu quer ser referência no polo de agricultura orgânica


A Baixada Fluminense poderá se tornar, em breve, o maior polo de produção de alimentos orgânicos do estado do Rio de Janeiro. Esta é a intenção da Prefeitura de Nova Iguaçu e do Sebrae, que, em parceria com a empresa Danone, estão desenvolvendo na região de Tinguá o projeto Caruanas de agricultura orgânica.

Na terça-feira (12), em reunião em um sítio em Tinguá, 25 agricultores iguaçuanos passaram a fazer parte do projeto, que é apoiado por uma fundação internacional de apoio a pequenos agricultores. Outros 25 produtores rurais de Duque de Caxias também passaram a integrar o projeto, que teve início em 2018 e já capacitou outras 50 pessoas das duas cidades para o plantio orgânico, ou seja: sem o uso de agrotóxicos.

Com os novos produtores orgânicos integrados a projeto Caruanas, serão 100 pontos certificados para este tipo de produção. Atualmente, há cerca de 800 agricultores orgânicos espalhados pelo estado.

“A ideia é nos tornarmos o maior centro de produção de alimentos orgânicos não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil. Queremos concentrar uma grande quantidade de produtores numa mesma região”, revela o secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMADETUR), Fernando Cid.

O encontro entre os novos integrantes do projeto Caruanas aconteceu no sítio do agricultor Allan Lucena. Ele aderiu à produção orgânica no ano passado e descobriu as vantagens deste tipo de alimento. “Eu sou um dos maiores produtores de quiabo da região e vendo uma caixa de 15kg da produção convencional a R$ 60. Já o mesmo peso do quiabo orgânico sai por R$ 140, mais que o dobro. Além de aumentar minha renda, os produtos orgânicos são mais saborosos e fazem bem à saúde”, conta Allan, 62 anos, que em breve receberá o certificado de produtor orgânico.

O analista técnico do Sebrae, Marcos Carvalho, explicou aos produtores selecionados que eles receberão de uma equipe de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas, durante 30 meses, acompanhamento técnico e orientações sobre o manejo da produção.

“É preciso entender que tipo de alimento é característico da região, como aipim, berinjela, batata doce, pimentão, quiabo, jiló. São culturas que são diferentes da região Serrana, por exemplo, que é mais propícia para a produção de verduras”, explica Marcos.

Durante o encontro o secretário da SEMADETUR aproveitou para dar uma boa notícia aos produtores: a construção do Centro de Exposição de Tinguá. “Queremos criar lá uma central de armazenamento dos alimentos orgânicos, para que sejam vendidos coletivamente, agregando valor ao produtor”, disse Fernando Cid.

Agricultura orgânica como recomeço

O analista de banco de dados Katsumi Coutinho Kimura viu na produção de alimentos orgânicos uma oportunidade para mudar de vida. Aos 33 anos, ele decidiu trocar o trabalho com análise de dados e de sistemas, o que lhe forçava passar horas sentado em frente a um computador, pela vida rural ao herdar o sítio do pai, em Jardim Cachoeira. “Era um trabalho muito estressante e adquiri uma hérnia de disco. Vim para a agricultura em busca de qualidade de vida e já iniciei um processo de reeducação alimentar através de produtos orgânicos” comemora Katsumi.

Já a autônoma Cátia Coelho, 47 anos, aposta na agricultura orgânica para aumentar a renda. “Trabalho em casa com confecção de camisas, mas recebi um terreno da família e estou indo morar no bairro Pastoril. Este é um sonho que tenho desde nova, ter meu cantinho com minha própria produção” revela Cátia, que pretende investir na produção do quiabo orgânico.

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