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RJ distribui vacina contra o vírus sincicial respiratório e capacita unidades para atendimentos de emergência

quinta-feira, abril 09, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada

Durante o outono, aumenta a preocupação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) com casos de doenças respiratórias, que costumam se agravar no inverno. Uma dessas doenças é a bronquiolite, que afeta com mais gravidade crianças menores de dois anos de idade.

Provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), a infecção hoje pode ser prevenida com dois métodos. O primeiro deles é a vacina, que tem proteção duradoura contra o VSR, destinada às gestantes. Até o momento, a SES-RJ distribuiu 81.460 doses fornecidas pelo Ministério da Saúde para os 92 municípios do estado.

O segundo método para prevenção é o Nirsevimabe, imunizante de proteção imediata, porém temporária, para bebês prematuros menores de 6 meses e crianças menores de 2 anos de idade com comorbidades. Ao todo, a SES-RJ recebeu do Ministério 12.500 doses, que estão sendo disponibilizadas aos municípios fluminenses.

“Neste período que se inicia, do outono ao inverno, com dias mais frios, os casos de bronquiolite tendem a acontecer de maneira mais constante. É muito importante vacinar as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez, conforme estabelece o Programa Nacional de Imunizações, como também aplicar o imunizante indicado para prematuros e crianças com menos de 2 anos de idade que tenham comorbidades”, observa a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Segundo ela, a meta é vacinar ao menos 80% das gestantes contra o VSR em todo o estado e prevenir as formas graves de bronquiolite.

Já o Nirsevimabe começou a ser distribuído em fevereiro deste ano e, diferentemente das vacinas, depende de indicação médica.

A bronquiolite compromete a via aérea inferior e causa desconforto respiratório. Se não for identificada precocemente, pode se tornar bastante grave, ocasionando sequelas ou até mesmo a morte. A doença é mais comum entre o outono e o inverno.

“A SES-RJ tem um plano de capacitação dos profissionais de saúde que inclui todos os hospitais e UPAs estaduais para evitar que as crianças acometidas pelo vírus da bronquiolite evoluam para situações mais graves da doença”, explica o subsecretário de Atenção à Saúde da SES-RJ, Caio Souza.

Ele ressalta que a SES-RJ tem como unidades de referência para a bronquiolite o Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, e o Hospital Regional do Médio Paraíba Dra. Zilda Arns Neumann, em Volta Redonda, que estão preparados para atender crianças, caso haja um surto de bronquiolite no estado. No entanto, a situação atual é de normalidade.

Capacitação para unidades estaduais de saúde

Nesta quinta-feira (9/4), a SES-RJ promove em seu auditório o evento “Bronquiolite da emergência à UTI”, com a participação de Bruno Bohme, médico intensivista pediátrico do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) e Daniella Mancino, médica intensivista pediátrica do Hospital Estadual Ricardo Cruz.

Organizado pela Superintendência de Educação em Saúde, vinculada à Subsecretaria de Atenção à Saúde, o encontro é voltado para profissionais das unidades estaduais de saúde e abordará o manejo da bronquiolite na emergência e na UTI.

Em 2026, até 6 de abril, houve 6.071 atendimentos por bronquiolite nas 27 UPAs estaduais.

A taxa de positividade do vírus sincicial respiratório (VSR) no estado, na 12ª semana epidemiológica (22 a 28/03), ficou em 3,8% e na 13ª (29/3 a 04/04) foi de 6,9%. No período equivalente, em 2025, na 13ª semana epidemiológica (23 a 29/03) a taxa de positividade ficou em 14,8% e na 14ª semana epidemiológica (30/03 a 05/04) foi de 14,6%.
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