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Incêndio que devastou a Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu, pode ter sido provocado e envolver práticas religiosas e donos de gado

sábado, agosto 08, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada

NOVA IGUAÇU — Um incêndio de grandes proporções atingiu a Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu, destruindo mais de 3 mil árvores e espalhando fuligem e fumaça por diversos bairros do município da Baixada Fluminense. O episódio, considerado a pior queimada na região nos últimos sete anos, afetou diretamente o perímetro onde ativistas e ambientalistas realizavam um projeto contínuo de recuperação da vegetação nativa.

Diante do surgimento sequencial de frentes de fogo em horários e pontos distintos da reserva ao longo dos últimos dias, voluntários e brigadistas que trabalham na restauração ecológica da área suspeitam que as chamas tenham sido provocadas de maneira proposital.

A forma como as queimadas se espalharam reforçou a hipótese de ação humana direta na destruição da cobertura vegetal. Entre as linhas de investigação e suspeitas levantadas por frequentadores e protetores da serra, apontam-se duas possíveis origens para os focos:
  • Realização de cerimônias ou atividades de grupos religiosos no local sem o devido manejo ou controle de materiais inflamáveis na vegetação seca;

  • Proprietários de gatos e outros animais domésticos que ateiam fogo no mato sob a justificativa de limpar áreas ou caminhos por onde os bichos transitam.

O destruimento das mais de 3 mil mudas e espécimes adultas representa um duro golpe para os voluntários, que dedicavam anos de esforço diário para recompor o ecossistema local.

Perícia e acionamento da polícia ambiental

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Nova Iguaçu informou que acompanha o caso e aguarda a conclusão da perícia técnica para determinar as causas exatas do sinistro. Assim que os laudos oficiais forem emitidos, a pasta pretende formalizar a denúncia e acionar a Polícia Ambiental para investigar a autoria dos possíveis crimes ambientais.

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