O histórico de preocupação dos moradores de áreas ribeirinhas e canais urbanos diante da chegada das chuvas está mudando. Graças a um cronograma intensivo de limpeza, dragagem e desassoreamento de rios, Belford Roxo, cidade da Baixada Fluminense, tem conseguido evitar alagamentos mesmo durante episódios de precipitação severa. O foco das intervenções é a recuperação da capacidade hidráulica do sistema de drenagem da cidade.
As obras, que ocorrem de forma simultânea em diversos pontos estratégicos, concentram-se em áreas que, historicamente, sofriam com o transbordamento imediato após temporais. A estratégia adotada prioriza a desobstrução das vias de escoamento, permitindo que o grande volume de água das chuvas pluviais siga seu curso sem invadir residências ou estabelecimentos comerciais.
Diferente de ações paliativas, o conjunto de obras atuais envolve um processo técnico rigoroso. As frentes de trabalho atuam na:
Remoção de Sedimentos: Máquinas pesadas trabalham na retirada de terra e areia acumuladas no fundo dos leitos.
Limpeza e Roçada: Eliminação de lixo e vegetação densa que impedem a vazão natural.
Canalização Crítica: Implementação de estruturas de concreto em pontos onde o solo apresentava erosão, garantindo a estabilidade das margens.
De acordo com dados da administração do prefeito Márcio Canella, o planejamento antecipado foi o diferencial para manter a cidade funcional durante os recentes períodos de instabilidade climática. Ao evitar as cheias, o governo municipal minimiza os prejuízos ao comércio local e garante o direito de ir e vir dos cidadãos, reduzindo também os riscos de doenças veiculadas pela água contaminada.
A prefeitura ressalta que o sucesso dessas ações depende de um ciclo de manutenção contínua. "O serviço de desassoreamento não é uma ação isolada, mas parte de um conjunto de medidas preventivas voltadas à drenagem urbana", destaca o governo. A meta é garantir que o sistema de escoamento esteja sempre em sua capacidade máxima.
Além das máquinas, a prefeitura reforça a importância da colaboração da comunidade. A retirada constante de lixo doméstico dos rios — como móveis descartados e plásticos — é um dos maiores desafios operacionais. A manutenção contínua é vista pela gestão Márcio Canella como essencial para que os investimentos feitos na infraestrutura não sejam perdidos ao longo do tempo.














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