O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, determinou a suspensão imediata do repasse de R$ 730 milhões destinado a prefeituras do estado. A verba havia sido autorizada no dia 23 de março pela gestão de Cláudio Castro, poucas horas antes de ele renunciar ao cargo.
A aprovação relâmpago, somada ao vultoso valor, acendeu o alerta vermelho na nova equipe de governo, que optou pelo congelamento total das transferências até que se comprove a regularidade dos projetos.
Uso da "Poupança do Petróleo" sob suspeita
O montante bloqueado tem uma origem específica: o Fundo Soberano do Estado. Criado como uma reserva estratégica alimentada pelos royalties do petróleo, o fundo funciona como uma poupança para o futuro do Rio de Janeiro.
A diretriz do fundo prevê o investimento em projetos estruturantes de longo prazo, como tecnologia e infraestrutura pesada. No entanto, o destino dado pela gestão anterior apresentava um perfil diferente:
Finalidade: Asfalto, drenagem e contenção de encostas em 16 municípios.
O alerta: Especialistas em contas públicas criticam a manobra, argumentando que obras de manutenção básica devem ser custeadas pelo orçamento comum, preservando a poupança estratégica para investimentos que gerem nova arrecadação.










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