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Miga, Presidente da Câmara de Vereadores de Japeri se entrega à Polícia

Reportagem:  Márcia Brasil

O Presidente da Câmara de Vereadores de Japeri, na Baixada Fluminense, Wesley George de Oliveira, o Miga, se entregou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (30). Ele era considerado foragido desde a última sexta (27), quando foi cumprida série de mandados de prisão da Operação Sênones.

m investigação conjunta, o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) afirmam que uma das maiores facções criminosas do estado se instalou na Prefeitura de Japeri.

Durante a operação, também foram presos o prefeito da cidade, Carlos Moraes, e o vereador láudio José da Silva, o Cacau, e 37 suspeitos de tráfico de drogas.

Operação Sênones

A ação teve por base as investigações da Polícia Civil, do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, estes do Ministério Público do Rio de Janeiro. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Inteligência da PM.

O nome da operação faz uma referência a Breno, nome do líder de uma tribo celta que invadiu Roma no século 4 antes de Cristo. Os sênones bateram os romanos e saquearam a cidade. Os governantes concordaram em pagar um resgate para se libertar das hordas de Breno, mas um ditador exilado formou exército e expulsou os celtas.

Ligação com o mais procurado da Baixada

Um dos mandados é contra Breno da Silva de Souza, o BR, preso no dia 20. Ele era o homem mais procurado da Baixada Fluminense, suspeito de chefiar o tráfico no Complexo do Guandu.


Escutas autorizadas pela Justiça flagraram, no ano passado, telefonema entre o prefeito Carlos Moraes e BR. A partir de então, agentes e promotores descobriram que Moraes, Miga e Cacau associaram-se ao tráfico de drogas local, comandado pela facção criminosa Amigos dos Amigos.

As investigações apontam que o trio colocou o exercício dos seus mandatos a serviço dos interesses da organização criminosa em troca de benefícios pessoais e a possibilidade de estruturação de um projeto político que os perpetuasse no poder.

A força-tarefa apurou que os políticos valiam-se de seus mandatos para repassar informações privilegiadas e para articular ações integradas que permitissem ao bando desenvolver livremente suas atividades ilícitas. Foram detectados ainda indícios de fraudes em licitações e desvios de dinheiro público em favor dos interesses da organização criminosa.

As escutas autorizadas pela Justiça apuraram episódios em que BR ligou para o prefeito e para outras pessoas influentes do município a fim de interromper uma operação policial para impedir a realização de um baile funk promovido pelos traficantes da localidade. O vereador Claudio José, o Cacau, também ligou para o traficante se prontificando a ajudar a encontrar uma solução para a intervenção policial na comunidade.

O prefeito retornou o contato telefônico com Breno para dizer que estava empenhado em atender à demanda de Breno e para passar informações privilegiadas sobre outra operação policial na comunidade. Disse ainda que, em companhia do vereador Wesley George, o Miga, iria procurar o comando do 24º BPM.

O elo entre a Prefeitura de Japeri, a Câmara Municipal e o tráfico do Guandu era Jenifer Aparecida Kaiser de Matos, um dos alvos da operação e que também foi presa.

Com informações do G1

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