São João de Meriti alerta sobre os riscos da esporotricose que afeta animais e humanos - Jornal Destaque Baixada

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02/09/2019

São João de Meriti alerta sobre os riscos da esporotricose que afeta animais e humanos


A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São João de Meriti, está fazendo uma ação de orientação à população sobre a esporotricose. A doença é uma micose subcutânea que surge quando o fungo entra no organismo, por meio de uma ferida na pele, e pode afetar tanto humanos quanto animais. O trabalho também está sendo realizado nas escolas municipais, com palestras e questionários, que são respondidos pelos responsáveis para mapeamento das áreas.



Também conhecida como doença do jardineiro, o fungo causador da esporotricose habita o solo, palhas, vegetais e madeiras, podendo ser transmitido por materiais contaminados, como farpas e espinhos e pelo contato direto com o animal contaminado. Atualmente, sua ocorrência está cada vez mais relacionada à transmissão por animais, principalmente a partir de gatos domésticos infectados e, ocasionalmente, por cães. Os sintomas são o aparecimento de caroços vermelhos nas mãos, braços, pernas ou no rosto.

“Fizemos parceria com boa parte das clínicas veterinárias de São João de Meriti, onde colocamos uma ficha com as principais zoonoses. Esta ficha é recolhida de 15 em 15 dias, onde fazemos uma estatística sobre os casos. Toda doença que é de notificação compulsória são encaminhadas para a Unidade de Vigilância Epidemiológica, onde incluímos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Com este levantamento sentimos o crescimento de casos de esporotricose no município, por isso, estamos fazendo uma ação de orientação e informação sobre a doença”, explica a superintendente da vigilância epidemiológica e ambiental, Gilda Maria Sales Barbosa.



A principal medida de prevenção e controle a ser tomada é evitar a exposição direta ao fungo usando luvas e roupas de mangas longas em atividades que envolvam o manuseio de material proveniente do solo e plantas, bem como o uso de calçados em trabalhos rurais. Os indivíduos com lesões suspeitas de esporotricose devem procurar atendimento médico, preferencialmente um dermatologista ou infectologista, para investigação, diagnóstico e tratamento. A duração do tratamento pode variar de três a seis meses, ou mesmo um ano, até a cura do indivíduo.



Toda e qualquer manipulação de animais doentes pelos seus donos e veterinários deve ser feita com o uso de equipamentos de proteção individual. Os animais com suspeita da doença não devem ser abandonados, devem ser levados ao veterinário para exame de confirmação da doença, assim como o animal morto não deve ser jogado no lixo ou enterrado em terrenos baldios, pois isto manterá a contaminação do solo. Recomenda-se a cremação do corpo do animal, de maneira a minimizar a contaminação do meio ambiente e, com isso, interromper o ciclo da doença.

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02/09/2019
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