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Gemini, do Google, passa a criar músicas baseada em texto ou imagens

sábado, fevereiro 21, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada


O Google anunciou um novo recurso de inteligência artificial integrado ao Gemini que permite criar músicas a partir de comandos de texto ou até mesmo de imagens. A novidade utiliza o modelo Lyria 3, voltado à geração musical, e já está disponível em versão beta para desktop.Segundo a empresa, é possível produzir faixas de até 30 segundos em diversos idiomas, incluindo português, inglês, espanhol, francês, alemão, hindi, japonês e coreano. A ferramenta também pode se inspirar em interações anteriores do usuário para compor as músicas.

O recurso será liberado gradualmente no aplicativo e assinantes dos planos pagos terão limites mais altos de uso.

Como funciona?
De acordo com o Google, basta descrever uma ideia criativa ou enviar uma imagem para que o sistema gere automaticamente uma faixa musical em poucos segundos. A empresa informou ainda que todas as músicas criadas pelo sistema recebem o SynthID, uma marca d’água digital imperceptível que identifica conteúdos produzidos por IA.

Além disso, a companhia também lançou uma ferramenta que permite verificar se um áudio foi gerado por inteligência artificial.

Impacto para músicos
A possibilidade de criar músicas instantaneamente reacende discussões sobre o impacto da inteligência artificial na indústria criativa. Para a cofundadora da Lujo Network e especialista em distribuição digital, Janeth Lujo, a tecnologia deve ser vista com equilíbrio.

“Apesar da facilidade, para os músicos profissionais o uso da IA não deve ser uma muleta, não deve ser a base da produção e sim um suporte”, alerta.

De acordo com ela, a inteligência artificial não representa o fim da música feita por humanos, mas uma ferramenta complementar.

“A IA não é o fim do mundo para os artistas. Ela pode ajudar a impulsionar ideias, acelerar processos criativos e até democratizar o acesso à produção musical”, afirma Janeth Lujo.

Ferramenta ou substituição?

Para especialistas do mercado digital, o diferencial continuará sendo a identidade artística. Embora a IA consiga gerar melodias e arranjos com rapidez, a construção de carreira, conexão com o público e posicionamento estratégico ainda dependem da atuação humana.

“Quem entende de mercado precisa usar a tecnologia de forma estratégica. A criatividade, a autenticidade e a visão de carreira continuam sendo humanas”.

“Com o avanço de ferramentas como o Gemini, o cenário musical entra em uma nova fase, em que tecnologia e talento podem caminhar juntos. O desafio, segundo profissionais do setor, será transformar inovação em oportunidade, sem abrir mão da essência artística”, reforça Janeth Lujo.
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