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RJ encerra o dia sem governador, vice, presidente da Alerj e chefes da Polícia Civil e da PM

segunda-feira, março 23, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada

O Estado do Rio de Janeiro atravessa, nesta segunda-feira (23), um dos momentos mais atípicos de sua história política recente. As principais cadeiras do Poder Executivo, Legislativo e do comando das forças de segurança ficaram vagas ou sob comando interino, deixando o estado em uma espécie de “vazio” de lideranças titulares.

1. O Executivo: Sem Governador e sem Vice

O governador Cláudio Castro anunciou sua renúncia oficial ao cargo nesta segunda-feira. A saída ocorre para que ele possa disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Como o vice-governador, Thiago Pampolha, já havia renunciado anteriormente (em 2025) para assumir uma vaga no TCE-RJ, o estado ficou sem os seus dois principais eleitos.

2. O Legislativo: Presidente da Alerj afastado

Seguindo a linha sucessória, o cargo deveria ser ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar. No entanto, Bacellar encontra-se afastado de suas funções por determinação judicial, o que o impede de assumir o Palácio Guanabara.
3. A Segurança: Debandada nas Polícias

A crise de continuidade também atingiu em cheio a cúpula da Segurança Pública. Os chefes das polícias Civil e Militar deixaram seus cargos para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral:

Polícia Civil: O delegado Felipe Curi deixou a secretaria para concorrer à Câmara dos Deputados.


Polícia Militar: O coronel Marcelo de Menezes também se afastou para disputar o pleito de 2026.
Quem manda no Rio agora?

Diante do colapso na linha sucessória política, o estado passa a ser governado interinamente pelo Presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), o desembargador Ricardo Couto.

Caberá ao magistrado a tarefa de conduzir o estado e organizar a eleição indireta na Alerj, que deverá ocorrer nos próximos 30 dias para definir quem será o governador "tampão" até o fim de 2026.

Na segurança, embora os substitutos (delegado Delmir Gouvêa na Civil e coronel Sylvio Guerra na PM) já tenham sido sinalizados, a transição em meio à troca de governo gera incertezas sobre as estratégias de combate ao crime na Baixada e na Capital.
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