A Casas Bahia tomou uma medida drástica para tentar cortar custos e sobreviver à crise. Entre quinta (13/08) e sexta-feira (14/08), a rede fechou 298 lojas em todo o país — o que representa quase um terço de todas as suas unidades. A decisão já resultou na demissão de 1,9 mil pessoas, número que pode subir para até 3 mil trabalhadores.
No Estado do Rio de Janeiro, o impacto promete ser forte. A ideia inicial era fechar cerca de 30 lojas no estado, mas a diretoria se reuniu e o número de encerramentos pode chegar a quase 100 unidades.
A decisão de fechar as portas veio acompanhada de números financeiros preocupantes. Só nos três primeiros meses de 2026, a empresa teve um prejuízo de R$ 1 bilhão. No ano passado, as perdas já tinham somado cerca de R$ 3 bilhões.
A situação fez os investidores perderem a confiança, e o valor da empresa despencou na Bolsa de Valores. As ações da Casas Bahia (BHIA3) terminaram a semana valendo apenas R$ 0,64. Só este ano, os papéis da empresa já perderam 80% do seu valor.
Lojas fechadas: 298 unidades pelo país
Estimativa de demissões: de 1,9 mil a 3 mil pessoas
Prejuízo em 2026: mais de R$ 1 bilhão
Preço da ação: R$ 0,64
Foco na internet e renegociação de dívidas
Enquanto fecha as lojas físicas, a Casas Bahia tenta sobreviver vendendo pela internet, onde as vendas próprias subiram 26% no início do ano. Já o movimento nas lojas de rua e shoppings caiu.
A empresa também está renegociando prazos maiores para pagar seus fornecedores e mudando o pagamento de lojistas parceiros. A Casas Bahia já estava em processo de recuperação desde 2024 para tentar renegociar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas, e agora aposta no fechamento de lojas como última tentativa para arrumar as contas.
