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Douglas Ruas sobe o tom e cobra saída de desembargador para que ele assuma o governo do RJ

quinta-feira, abril 30, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada


RIO DE JANEIRO – Em um discurso no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), rompeu o silêncio e criticou duramente a permanência do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), no cargo de governador interino.

A fala de Ruas marca o capítulo mais tenso da disputa pelo comando do Palácio Guanabara desde que o estado entrou em um vácuo sucessório. O parlamentar não poupou críticas à "indefinição jurídica" que mantém o magistrado no comando do Executivo e defendeu uma solução imediata por parte da Suprema Corte.

Ruas solicitou uma definição "célere" do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. Para o deputado, a demora na decisão final sobre a sucessão estadual gera uma instabilidade que prejudica a gestão pública e os investimentos no estado. Ele quer assumir a cadeira imediatamente e pede a saída do então desembargador, que vem fazendo uma faxina ao identificar irregularidades e farras com o dinheiro publico. Já se passaram de mais de 800 demissões.


O parlamentar defendeu enfaticamente a realização de eleições diretas para o chamado "mandato-tampão". Segundo ele, o Rio de Janeiro não pode ser governado por um magistrado sem o crivo das urnas por um período prolongado.


Um dos momentos mais críticos do discurso foi o questionamento sobre a legitimidade das decisões tomadas por Ricardo Couto. Ruas sugeriu que medidas administrativas e decretos assinados pelo interino podem estar sob insegurança jurídica, dada a natureza provisória e técnica de sua ascensão ao cargo.
A atual crise se instaurou após o afastamento dos ocupantes da chapa original, o que levou o presidente do TJ-RJ a assumir o posto conforme a linha sucessória prevista na Constituição Estadual. No entanto, o que deveria ser uma transição breve transformou-se em um impasse que agora opõe o Poder Legislativo ao Judiciário fluminense.
O que acontece agora?

A expectativa agora se volta para Brasília. O movimento de Douglas Ruas sinaliza que a Alerj não aceitará passivamente a manutenção do status quo. Aliados do presidente da Casa indicam que a Assembleia pode intensificar a pressão política caso o STF não paute o julgamento da ação que decidirá o futuro do governo do Rio nos próximos dias.

Até o fechamento desta reportagem, o Palácio Guanabara e o Tribunal de Justiça não haviam se manifestado oficialmente sobre as declarações do deputado.
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