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Pessoas em situação de rua começam a ter aula de alfabetização em Belford Roxo

terça-feira, maio 05, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada


Pessoas assistidas pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) de Belford Roxo, que não são alfabetizadas, têm agora a oportunidade de retornar aos estudos. A chance surgiu através do projeto Letras que Acolhem, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc). Pioneiro na Baixada Fluminense, o projeto ganhou parceria da Secretaria Municipal de Educação e teve início esta semana.

As aulas vão acontecer nas novas dependências do Centro Pop, localizado na Rua Itaiara, 176, Bairro das Graças, Centro da Cidade, às terças-feiras e quintas-feiras, das 9h às 11h30h e das 13h às 15h30. Inicialmente, as aulas estão acontecendo apenas em um turno, através da professora Lorruama Ribeiro, da Secretaria Municipal de Educação. “O período de duração dos estudos será definido de acordo com o empenho deles”, disse a diretora da Média Complexidade, idealizadora do projeto, Assistente Social Rosangela Pedra.

O Assistente Social Diogo Bastos, Secretário Municipal de Assistência Social e Cidadania, assegura que o projeto visa preparar e encaminhar os novos alunos para o mercado de trabalho. “É preciso criar autonomia para caminhar com as próprias pernas. Vocês são capazes de sair dessa situação que por algum motivo entraram. A Educação é o melhor caminho. Ela transforma. Muitas pessoas em situação de rua não permanecem no trabalho por falta de escolaridade”, disparou o secretário durante a abertura da primeira aula.

Kit escolar

Todos os alunos receberam o mesmo Kit escolar distribuído aos alunos da Rede Municipal de ensino, contendo cadernos de capa dura, estojos de lápis, lápis de cor, apontador, borracha, entre outros itens. A supervisão pedagógica é da diretora do Departamento de Educação de Jovens e Adultos, a Psicopedagoga Michele Castro. As aulas terão metodologia diferenciada, com linguagem popular, aproveitando a experiência de vida do grupo.” Nem todos são analfabetos, mas apresentam dificuldade para interpretar e assinar o próprio nome. Por isso, a metodologia da didática de ensino será baseada na realidade deles”, reforçou Rosangela Pedra, autora do projeto. No final do curso todos participarão da solenidade de formatura e serão encaminhados para ingressar na Educação de Jovens e Adultos (EJA) para concluírem os estudos.
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