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Preso suspeito de planejar ataque e invasão à casa que terminou na morte de menina de 7 anos em Nova Iguaçu

sexta-feira, julho 03, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada


A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (3), Marcos Vinícius Moura da Silva, conhecido como "Marquinho". Ele é apontado pelas investigações como o arquiteto da violenta invasão a uma residência em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que resultou no assassinato da pequena Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de apenas 7 anos.

Segundo a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Marcos Vinícius morava na mesma região que as vítimas e conhecia a rotina da família. Movido pela intenção de roubar o pai da criança, identificado como Leandro, o suspeito traçou um plano que envolveu uma grande facção criminosa.

Após se mudar para o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, Marquinho teria feito contato com traficantes do Comando Vermelho (CV) e "vendeu" uma falsa narrativa:

Ele afirmou aos traficantes que Leandro era uma importante liderança da milícia no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. Ao usar o pretexto da rivalidade entre o tráfico e a milícia, Marquinho conseguiu o apoio armado da facção para invadir a casa, planejar a execução de Leandro e realizar o roubo.

Com as informações logísticas fornecidas por Marquinho, os criminosos fecharam o cerco contra a residência. No momento da invasão, Leandro não estava no local.

A pequena Eduarda estava em casa apenas com a mãe. Diante do terror provocado pelos homens armados que vasculhavam o imóvel à procura do pai, a menina de 7 anos tentou se proteger escondendo-se dentro de um armário. A menina olhou para saber o que de fato estava acontecendo e foi assassinada com tiro no rosto.
Um dos detalhes mais chocantes revelados pelas investigações aponta para a frieza de Marcos Vinícius logo após o crime. Demonstrando extrema audácia, o suspeito compareceu ao enterro de Eduarda.

De acordo com a polícia, ele foi ao funeral sob o pretexto de prestar solidariedade e consolar a família, em uma tentativa de disfarçar sua culpa e avaliar se os parentes desconfiavam de sua participação no planejamento da barbárie.
A Polícia Civil informou que, além de Marquinho, outros dois integrantes do grupo criminoso foram formalmente identificados:

Um dos suspeitos foi morto pela própria facção: O tribunal do tráfico executou o comparsa em uma nítida queima de arquivo, numa tentativa de blindar a cúpula do Comando Vermelho da repercussão do infanticídio.

O segundo suspeito permanece foragido: As autoridades realizam buscas na região para localizá-lo e cumprir o mandado de prisão.

A reportagem busca contato com a defesa de Marcos Vinícius Moura da Silva. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.
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