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Câmara de Japeri é alvo de operação da Polícia Civil contra esquema de corrupção

sexta-feira, agosto 21, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada


A Polícia Civil montou nesta sexta-feira (21/08) a Operação Preço do Poder. A ação busca desarticular um suposto esquema de corrupção ativa, passiva e extorsão envolvendo parlamentares e assessores na Câmara Municipal de Japeri, na Baixada Fluminense.

Agentes da especializada cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados a três investigados no município. As ordens judiciais visam à apreensão de celulares, computadores, tablets, mídias digitais e documentos para subsidiar o prosseguimento das investigações.

As apurações tiveram início a partir de uma denúncia registrada na DRCI sobre articulações para a cooptação de vereadores na cidade. Segundo a polícia, a organização oferecia vantagens financeiras indevidas e cargos em comissão no Legislativo com o objetivo de formar maioria parlamentar e viabilizar o afastamento da prefeitura da cidade.

Entre os elementos colhidos, a análise de dados telemáticos revelou mensagens trocadas entre um vereador e um assessor parlamentar. Nas conversas, o parlamentar relatava dificuldades financeiras, solicitava repasses de quantias — como um pedido de R$ 14 mil — e afirmava que, sem a ajuda, "vai dar ruim aqui".

Em outro trecho do diálogo, o vereador informava ter recebido uma proposta de R$ 400 mil para se manter alinhado ao grupo investigado, quantia que, segundo ele, resolveria seus problemas financeiros. A polícia identificou que o responsável pela oferta havia sido nomeado dias antes para um cargo em comissão na Câmara Municipal e atuava como intermediador financeiro da engrenagem.
Suspeita de 'funcionários fantasmas' com salários acima de R$ 10 mil

A DRCI investiga também o uso da estrutura administrativa da Câmara de Japeri para o loteamento de cargos com "servidores fantasmas". De acordo com a hipótese criminal em apuração, as vagas seriam destinadas a pessoas indicadas pelos próprios parlamentares beneficiados, sem a exigência de prestação de serviços e com remunerações mensais que ultrapassavam R$ 10 mil.

Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, extorsão e organização criminosa.
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