RIO DE JANEIRO — O ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao Governo do Estado, Eduardo Paes (PSD), buscou espaço nas discussões sobre a revisão das diretrizes do Supremo Tribunal Federal (STF) para operações policiais em comunidades — pauta sobre a qual já manifestava posicionamentos críticos mesmo durante sua gestão à frente da Prefeitura da capital, quando o setor não integrava suas atribuições diretas.
Em pronunciamentos anteriores, Paes classificava as restrições impostas às forças de segurança como um "elemento de constrangimento" para a atuação policial em áreas de conflito.
O julgamento da pauta pelo STF foi concluído em 3 de abril de 2025, fixando novas regras para intervenções em áreas periféricas e determinando a participação da Polícia Federal em investigações que apurem conexões entre o crime organizado, agentes públicos e quadros da política estadual.
Na avaliação de Paes, as adequações estabelecidas pela Corte abriram margem para o avanço de apurações que culminaram em desdobramentos de impacto na política fluminense, resultando nas prisões de figuras como TH Joias, o deputado estadual Thiago Rangel e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar.
A intensificação das manifestações de Paes sobre o modelo de enfrentamento ao crime organizado acompanha o movimento de transição de sua imagem pública para a disputa do Palácio Guanabara. Ao defender mudanças na estratégia de combate às facções e grupos paramilitares, o pré-candidato sinaliza a intenção de colocar a gestão da segurança pública no centro do debate sobre os rumos do Estado do Rio de Janeiro.
