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Preso homem que enforcou menina em assalto em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

quarta-feira, agosto 12, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada

DUQUE DE CAXIAS — A pressão das forças de segurança resultou na prisão de Alisson da Cruz Santana Aleixo, de 25 anos, acusado de agredir e roubar o celular de uma estudante no bairro dos Cavaleiros, em Duque de Caxias. Após grande repercussão, ele passou a ser caçado pela polícia e pela população. Diante da pressão, ele se apresentou na 59ª DP (Duque de Caxias), levado por familiares, ao perceber que a equipe policial já havia mapeado seus possíveis paradeiros.

A ação que deu origem ao caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de vídeos do momento do crime. A adolescente, abordada enquanto caminhava para a escola, foi encurralada contra um carro e implorou sem sucesso para não perder o aparelho, que acabou tomado mediante violência física.

A apuração começou imediatamente após o registro da ocorrência. A partir do cruzamento de imagens de câmeras de monitoramento do perímetro do assalto, os agentes conseguiram qualificar o autor do crime e rastrear seus passos.

Ao longo do processo investigativo, a Polícia Civil identificou a circulação de notícias falsas na internet, onde a imagem de um homem sem qualquer relação com o fato estava sendo compartilhada como sendo a do assaltante. A perícia da delegacia constatou que o material tratava-se de uma manipulação digital criada por recursos de inteligência artificial, isentando o cidadão.

Com a identificação e buscas em bairros e endereços frequentados pelo investigado, o cerco tático inviabilizou a permanência do homem em fuga. Diante do cenário de iminente captura, a própria família optou por acompanhá-lo até a sede policial.

Na unidade, a prisão foi formalizada pelo enquadramento de roubo majorado, e o preso foi encaminhado ao sistema prisional para responder ao processo sob custódia do Judiciário.

Insegurança e rotina alterada

A mãe da vítima, que optou por não se identificar por segurança, desabafou sobre a rotina da filha e a falha nos serviços públicos que expõe os moradores ao perigo. A adolescente optava por fazer o caminho a pé devido à constante irregularidade no quadro de horários dos ônibus locais.

A imprevisibilidade do transporte coletivo fazia com que a jovem tentasse acessar linhas alternativas para não se atrasar para as aulas. Com o trauma da violência sofrida na porta de casa, a família afirma que a pouca sensação de tranquilidade que restava no bairro foi destruída.
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