NOVA IGUAÇU — O trecho clandestino conhecido como "Buraco do Juca", situado no bairro Santa Eugênia, voltou a registrar circulação de pedestres após ter sido bloqueado anteriormente. A reabertura da passagem irregular sobre os trilhos na Baixada Fluminense divide opiniões entre os moradores da região e volta a colocar em debate a segurança operacional da malha ferroviária.
Enquanto parte da população argumenta que o atalho reduz o tempo de deslocamento no dia a dia, o retorno das travessias sem controle gera forte preocupação devido ao risco iminente de atropelamentos e acidentes fatais na via férrea.
A discussão sobre o controle de acessos ganha urgência diante do histórico de ocorrências graves na região. No dia 1º de setembro, uma idosa de 66 anos, identificada como Rosimery Fernandes Lessa da Silva, morreu após ser atingida por um trem em outra passagem irregular localizada nas imediações do bairro da Luz, também em Nova Iguaçu.
Com o histórico de fechamentos e reaberturas sucessivas do "Buraco do Juca", moradores cobram ações concretas das autoridades e da concessionária para implementar barreiras físicas definitivas e viabilizar alternativas seguras de travessia na localidade.
