BRASÍLIA — A Polícia Federal deu início, na madrugada desta terça-feira (27), a uma verificação para checar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o território nacional. As apurações ocorrem menos de 24 horas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir o parlamentar de sair do Brasil e ordenar o recolhimento de seus passaportes comum e diplomático.
A checagem de emergência foi instaurada após o portal de notícias argentino Infobae publicar, por volta das 2h da manhã (horário de Brasília), que o parlamentar "teria deixado" o país. A publicação citou fontes não identificadas e afirmou que o senador teria cruzado a fronteira utilizando sua carteira de identidade com destino a Puerto Iguazú, na província de Misiones, de onde embarcaria em um jato particular rumo aos Estados Unidos.
Em Brasília, equipes de imprensa estiveram em frente à residência do parlamentar na manhã desta terça-feira (27). No local, ninguém atendeu aos chamados do interfone.
De acordo com as informações divulgadas, o voo citado na reportagem argentina seria operado por uma aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrada desde 2020 em nome da empresa argentina Baires Fly S.A. A publicação aponta que a empresa solicitou os trâmites aduaneiros e migratórios para três tripulantes e quatro passageiros — sem especificar nominalmente a identidade das pessoas a bordo.
Registros públicos de plataformas de rastreamento aéreo confirmaram que o jato realizou a rota de Buenos Aires até Puerto Iguazú na noite anterior, mas não contabilizaram nenhuma decolagem subsequente com destino aos Estados Unidos.
Até o momento, os sistemas de controle da Polícia Federal não localizaram qualquer registro oficial de passagem ou travessia do senador pelos postos de fiscalização da fronteira regular com a Argentina.
Diante do alerta emitido pela imprensa internacional, a Polícia Federal acionou preventivamente os órgãos de segurança e autoridades policiais argentinas para averiguar as informações de inteligência e monitorar movimentações na região fronteiriça. Por sua vez, aliados do parlamentar negam qualquer viagem ou descumprimento das medidas cautelares impostas pelo Judiciário.
