NOVA IGUAÇU — Uma mulher identificada como Esther Pestana Cabral foi presa por agentes da Polícia Civil sob a acusação de assassinar o próprio companheiro com refinamento de crueldade no bairro Austin, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo a apuração policial, o crime teria ocorrido na última sexta-feira, quando a acusada envenenou a vítima e, em seguida, realizou a decapitação e o esquartejamento do corpo.
O caso veio à tona após o filho do casal localizar o tronco do pai no interior da residência da família e acionar de imediato a Polícia Militar. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu as investigações e deu início às diligências na cena do crime.
Partes do corpo ocultadas em veículo e nota fiscal como prova
Durante as varreduras pelo bairro, os investigadores da especializada localizaram o automóvel da vítima estacionado em via pública, a aproximadamente 500 metros do imóvel. No interior do veículo estavam a cabeça e os membros do cadáver.
Os agentes encontraram um comprovante fiscal de uma farmácia local que comprovava a compra de luvas descartáveis utilizadas por Esther no processo de decapitação e esquartejamento do cadáver.
Na sede da DHBF, a suspeita apresentou inicialmente uma versão fantasiosa, negando participação na morte. Contudo, ao ser confrontada com os laudos periciais e o recibo comercial obtido pelos policiais, ela confessou integralmente a autoria e a dinâmica do homicídio.
Situação jurídica e pedido de prisão por homicídio
Esther Pestana Cabral foi autuada em flagrante delito pelo crime de ocultação de cadáver. Diante da gravidade dos fatos narrados na confissão e das provas materiais colhidas, a autoridade policial da DHBF encaminhou ao Poder Judiciário um pedido de prisão temporária pelo crime de homicídio qualificado. O requerimento aguarda decisão do juiz plantonista.
A reportagem tenta contato com a defesa de Esther Pestana Cabral para obter o seu posicionamento. O espaço permanece aberto para manifestação.





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