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Após calor escaldante, Rio tem previsão de chegada de nuvens carregadas e chuva forte

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O cenário de "forno" que marcou o início desta semana no Rio de Janeiro está prestes a mudar. Após enfrentar um calor escaldante, os cariocas e fluminenses devem preparar os guarda-chuvas. De acordo com o sistema Alerta Rio, a previsão para esta terça-feira (13/01) indica a chegada de nuvens carregadas devido à combinação de altas temperaturas e umidade.

O RJ teve um dia de nebulosidade variada. Embora o sol veio contudo, a formação de áreas de instabilidade associadas ao forte calor trará pancadas de chuva isoladas nos períodos da tarde e da noite.

O alívio no calor extremo virá acompanhado de instabilidade persistente. Entre quarta-feira e sábado, o padrão meteorológico se repete, mantendo todos em vigilância.

Homem é preso em Nova Iguaçu por estuprar sobrinha da namorada

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Em uma ação policial conjunta de agentes da 52ª DP (Nova Iguaçu) e da Polícia Federal prenderam um homem condenado por estupro de vulnerável. A captura ocorreu na Rua Dom Pedro II, no Bairro da Luz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A prisão foi possível graças ao intercâmbio de informações de inteligência entre as instituições civis e federais, que permitiram localizar do homem.

As investigações detalharam que o crime ocorreu em outubro de 2021. Segundo os autos, o homem abusou sexualmente da sobrinha de sua namorada, que na época tinha apenas 13 anos.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades após a vítima romper o silêncio e relatar os abusos à sua avó, que formalizou a denúncia na delegacia. Ele acabou preso durante buscas na sexta-feira (09/01).

Rio Sob Brasas: Calor não dá trégua e provoca aumento de atendimentos médicos

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O Rio de Janeiro vive dias de "forno ligado". Após um fim de semana de calor escaldante, a capital fluminense registrou, pelo segundo dia consecutivo, temperaturas acima dos 40°C, consolidando-se como a capital mais quente do país.

Nesta segunda-feira (12), os termômetros marcaram 41,4°C, superando os 40,1°C de domingo e estabelecendo o novo recorde de temperatura do verão até agora. O vapor quente que sobe do asfalto eleva a sensação de desconforto a níveis críticos em toda a Região Metropolitana.

Saúde em Alerta: Quase 1.600 Atendimentos

O impacto do calor extremo já é sentido nas unidades de saúde. Segundo levantamento do governo estadual, as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da rede registraram 1.597 atendimentos médicos relacionados às altas temperaturas apenas nos primeiros 11 dias de janeiro.

O cenário é agravado pela baixa umidade relativa do ar, que atingiu 23,5% nesta terça-feira — índice muito próximo do estado de atenção e bem abaixo dos 40% a 60% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por que está tão quente?

De acordo com a meteorologia, o Rio de Janeiro está sob a influência de um sistema de alta pressão. Esse fenômeno atua como uma "tampa", impedindo a chegada de frentes frias, mantendo o céu sem nuvens e fazendo com que o ar fique extremamente seco.

Com a previsão indicando que o calor persistirá sem previsão de chuva, as autoridades de saúde reforçam cuidados vitais:

Beba água e sucos naturais constantemente, mesmo se não estiver com sede. Priorize pratos leves, como frutas e saladas; evite comidas pesadas ou muito gordurosas. Evite sair ao sol entre 10h e 16h. Se precisar sair, use roupas leves, claras e protetor solar.

Atenção aos Vulneráveis: Ofereça água com frequência para crianças e idosos, que desidratam mais rápido.

Cuidado com os Pets: Não passeie com animais em horários de sol forte para evitar queimaduras nas patas e hipertermia.

Álcool e Açúcar: Evite bebidas alcoólicas e refrigerantes, pois podem acelerar a desidratação.

Light abre mais de 100 vagas para Jovem Aprendiz Eletricista no RJ; veja como se inscrever

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A Light está com inscrições abertas para o Programa Jovem Aprendiz Eletricista, oferecendo 112 vagas para quem deseja dar os primeiros passos no setor elétrico. A iniciativa combina formação prática nas áreas operacionais da companhia com aulas teóricas no SENAI de Nova Iguaçu, proporcionando qualificação técnica, desenvolvimento profissional e a primeira experiência no mercado de trabalho.

As inscrições vão até 18 de janeiro. Os jovens selecionados atuarão em diferentes regiões da área de concessão da Light, como Barra da Tijuca, Campo Grande, Cascadura, Duque de Caxias, Frei Caneca, Itaguaí e Penha Circular, com carga horária de 20 horas semanais (4 horas diárias).

Durante o programa, os participantes contam com bolsa-auxílio, vale-refeição e vale-transporte, além do acompanhamento das equipes da companhia ao longo da formação.

Para participar, é necessário ter entre 18 e 21 anos, estar cursando o Ensino Médio, ter disponibilidade de 20 horas semanais (4 horas diárias) e, no caso de candidatos do sexo masculino, apresentar certificado de reservista. (LINK  AQUI).

Para Monica Vonavy, coordenadora de Recrutamento e Seleção da Light, a iniciativa reforça o compromisso da companhia com a formação de novos talentos. “O Programa Jovem Aprendiz é uma porta de entrada para o mercado de trabalho e uma oportunidade real de desenvolvimento. A Light investe na capacitação desses jovens, oferecendo aprendizado técnico, acompanhamento próximo e a chance de construir uma trajetória profissional desde cedo”, destaca.

Deu Cadeia: Justiça decreta prisão preventiva de mulher que agrediu Policiais com socos e chutes na Baixada Fluminense

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O que começou como uma denúncia de agressão terminou em prisão preventiva para a modelo fitness Mariana Leal, de 29 anos. A decisão judicial foi proferida após imagens da mulher agredindo agentes de segurança viralizarem nas redes sociais, gerando grande repercussão em todo o estado do Rio de Janeiro. O caso ocorreu na última sexta-feira (9), em Japeri, na Baixada Fluminense.

A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de agressão contra um senhor de 58 anos. Ao chegarem ao local, os agentes do programa Segurança Presente foram recebidos com hostilidade por Mariana.

Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento exato da confusão: A mulher desferiu socos e chutes contra dois policiais que tentavam realizar a abordagem. Nas imagens, Mariana aparece lutando intensamente contra os agentes, gritando e tentando se desvencilhar da imobilização.

Após vários minutos de tensão, um dos policiais conseguiu imobilizá-la no chão para efetuar a prisão. Com a conversão da prisão em flagrante para preventiva, ela permanecerá detida enquanto o processo avança. A mulher foi autuada por uma série de crimes:

Lesão Corporal: Devido à agressão inicial ao homem de 58 anos e aos ferimentos causados aos policiais.

Resistência: Pela tentativa violenta de impedir a ação legal dos agentes.

Dano ao Patrimônio Público: Relacionado a estragos causados durante o tumulto e a detenção.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a defesa da modelo ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão da Justiça.

Calor intenso leva termômetros a 40°C e Rio de Janeiro atinge maior temperatura do ano

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O Rio de Janeiro registrou, nesta tarde, a temperatura mais alta de 2026 até agora. Em meio a uma bolha de calor que estacionou sobre o Estado, os termômetros marcaram oficialmente 40°C, transformando o errejota em um verdadeiro "caldeirão".

A marca foi registrada por volta das 15h, mas a sensação térmica — potencializada pela alta umidade e pela baixa circulação de vento em certas áreas — ultrapassou facilmente esse valor, chegando a índices ainda mais sufocantes em bairros da Zona Norte e da Zona Oeste.A Baixada Fluminense, também não ficou de fora. O calor intenso fez a Defesa Civil informar a população sobre o perigo para a Região Metropolitana.

Como fica o tempo ?

Nesta segunda-feira (12/01), o céu estará com poucas nuvens no Rio e não há previsão de chuva. Os ventos estarão predominantemente moderados e as temperaturas elevadas. A umidade relativa do ar poderá apresentar valores abaixo de 30% no período da tarde.

Entre terça e quinta-feira (13/01 e 15/01), por conta da atuação de áreas de instabilidade associadas ao calor, a previsão para a cidade do Rio é de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva isoladas na tarde/noite. Os ventos estarão moderados.

Recomendações para situação de baixa umidade relativa do ar:

– Beba água
– Evite exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h
– Use soro nos olhos e nariz para evitar o ressecamento
– Use protetor solar
– Não queime lixo e mato
– Mantenha os ambientes arejados

Calor extremo vai atingir o RJ nos próximos dias, trazendo risco à saúde e à vida

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O Centro de Inteligência em Saúde do Estado do RJ (CIS/SES-RJ) informa que há previsão de excesso de calor a partir do domingo, 11 de janeiro. Mmunicípios entram em nível Laranja – Severo: Belford Roxo; Japeri; Marica; Piraí; Queimados; São Gonçalo; Seropédica; Nova Iguaçu; Guapimirim; Mesquita, Caxias e Itaguaí. Na segunda (12), o cenário se intensifica, e a capital fluminense entra na lista, e continua na terça-feira (13), com estimativa de nível Vermelho – Extremo em Guapimirim.

O painel calcula o índice de excesso de calor (EHF), que mede o perigo do calor ao comparar a temperatura dos próximos três dias com o histórico das três últimas décadas numa determinada região. O EHF é classificado em quatro níveis: Verde – Sem excesso, Amarelo – Leve, Laranja – Severo e Vermelho – Extremo. Severo é quando o indicador entra nos 15% mais quentes da série histórica de um local. E o Extremo é o nível máximo e mais raro, quando o calor é três vezes maior que o limite severo.

"Este aviso vem de uma previsão do Centro de Inteligência em Saúde com base na temperatura fornecida pelo INMET. Isso significa que a população deve esperar temperaturas mais elevadas, e se cuidar diante disso. É preciso manter uma boa hidratação ao longo do dia, usar roupas claras e leves e evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, entre 10h e 16h. Quando for inevitável sair nesse período, é importante utilizar proteção solar, como bonés, chapéus e óculos escuros", explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Para enfrentar o calor extremo, a SES-RJ instalou pontos de hidratação externa nas 27 UPAs estaduais para a população vulnerável. O SAMU 192 reforçou o atendimento com motolâncias e veículos de intervenção rápida em pontos estratégicos da capital fluminense. As unidades de saúde adotaram protocolos específicos de classificação de risco e oferecem sais de hidratação para idosos e crianças. Todo o monitoramento climático e de saúde é realizado pelo Centro de Inteligência em Saúde através do painel Monitora

Homens são presos acusados de vender e aplicar ilegalmente remédio para emagrecer na Baixada Fluminense

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Policiais civis prenderam dois homens por crime contra saúde pública. A dupla foi localizada e capturada no bairro Edson Passos, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

As investigações apontaram que eles comercializavam e aplicavam clandestinamente tirzepatida, princípio ativo de um medicamento indicado para diabete e também utilizado para auxiliar no emagrecimento.

Após tomarem ciência do fato, os agentes da 53ª DP (Mesquita) realizaram diligências na quarta-feira (07/01) e encontraram a dupla em um bairro na Baixada Fluminense. Os homens foram autuados em flagrante por crime contra saúde pública.

Morre jovem Isabel Veloso, aos 19 anos, após luta contra o câncer

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A influenciadora digital Isabel Veloso faleceu neste sábado (10), aos 19 anos. A notícia foi confirmada por seu marido, Lucas Borbas, em uma publicação emocionante no Instagram.

Isabel estava internada no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR), onde enfrentava complicações graves decorrentes de um transplante de medula óssea realizado no final de 2025.
Uma Trajetória de Coragem e Fé

Nascida no Paraná, Isabel foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em 2021, quando tinha apenas 15 anos. Ao longo de quatro anos, ela compartilhou com milhões de seguidores — hoje somando mais de 3,6 milhões — cada etapa de sua jornada: as sessões de quimioterapia, a perda de cabelos, os períodos de remissão e as recaídas.

Sua transparência ao falar sobre a terminalidade da doença e, posteriormente, a retomada do tratamento paliativo para ganhar tempo ao lado de sua família, tocou profundamente o público.
O Legado da Maternidade

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o nascimento de seu filho, Arthur, que completou 1 ano recentemente (nascido em dezembro de 2024). Isabel enfrentou uma gravidez de alto risco e precisou antecipar o parto para a 32ª semana para que pudesse retomar o tratamento agressivo contra o câncer que havia voltado a crescer.


"Ela vive em mim, vive no nosso filho, vive em cada pessoa que foi tocada pela força dela", escreveu seu marido, Lucas Borbas.
Complicações Pós-Transplante

De acordo com a nota oficial do Hospital Erasto Gaertner, a morte foi causada por complicações inerentes ao transplante de medula óssea. O hospital informou que a paciente apresentou uma piora clínica significativa nos últimos dias. Relatos recentes da família indicavam que Isabel lutava contra a "Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro" (DECH) e quadros graves de pneumonia e excesso de magnésio no sangue durante o período de UTI.

A história de Isabel Veloso permanece como um símbolo de resiliência e da importância de viver intensamente cada momento, deixando um legado de esperança para outros pacientes oncológicos.

Priscila Belfort e a “teia de ausências”: por que o Rio ainda falha na busca por pessoas desaparecidas

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Há 22 anos sem respostas definitivas, o desaparecimento de Priscila Belfort expõe um padrão que se repete e se aprofunda: atendimento precário às famílias, investigação fragmentada e um território em que o sumiço, muitas vezes, vira estatística — especialmente quando a vítima é negra, pobre e periférica. O caso de Priscila não é apenas uma história interrompida. É um retrato de como o Estado do Rio de Janeiro ainda opera, de forma desigual, diante de um dos temas mais dolorosos da vida pública: o desaparecimento de pessoas.

“Quando alguém desaparece, o tempo vira inimigo. Cada hora sem ação integrada pode apagar pistas, dispersar testemunhas, esfriar imagens, desorganizar rotinas de busca e ampliar o sofrimento de mães, pais e familiares que passam a viver em suspensão”, afirma Adriano Dias, articulador da ComCausa – Defesa da Vida. “O desaparecimento não termina no dia em que a pessoa some. Ele começa ali, e passa a morar dentro da família, dentro do território e dentro de um sistema que, muitas vezes, não consegue entregar o mínimo: resposta, rastreabilidade e verdade.”

Em 2024, o cenário ganhou números que não deixam margem para relativização: o Rio registrou média de 16 desaparecimentos por dia, com 2.533 registros entre janeiro e maio, segundo levantamento baseado em dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). O problema não é só a quantidade. É a forma como as instituições respondem — e a forma como a resposta muda conforme a cor, o CEP e a renda de quem desapareceu.

O caso Priscila Belfort: 20 anos de perguntas abertas, 22 anos de alerta público

Priscila Vieira Belfort nasceu no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1974. Em 9 de janeiro de 2004, aos 29 anos, desapareceu após sair para almoçar no Centro do Rio, onde trabalhava na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido.

Ao longo dos anos, o caso atravessou ondas de visibilidade pública, denúncias, buscas e hipóteses. Entre os episódios citados na reconstrução do caso, há o registro de que, em 2007, surgiu uma confissão apontando sequestro e morte, com indicação de local de ocultação, mas nada foi encontrado, mantendo o caso sem comprovação conclusiva e sem desfecho.

“Priscila segue como símbolo de uma tragédia dupla: a violência do desaparecimento e a violência institucional da ausência de resposta”, diz Adriano Dias. “E é impossível falar do caso sem reconhecer o empenho público e persistente de Jovita Belfort e Vitor Belfort, que, por anos, sustentaram a busca, a visibilidade e a cobrança por investigação.”

A “teia de ausências”: como as famílias são empurradas para o abandono

A ComCausa – Defesa da Vida destaca que o desaparecimento é também uma experiência de peregrinação institucional. Um dos diagnósticos mais fortes sobre o tema no Rio é descrito como uma “teia de ausências”: faltas que começam no atendimento inicial e continuam no percurso por assistência, saúde, apoio psicológico e orientação jurídica.

Estudos citados no debate público apontam dificuldades para registrar ocorrência, concentração geográfica dos poucos serviços, atendimentos desumanizadores marcados por estereótipos e preconceitos, e um peso ainda maior quando as famílias são pobres, negras e periféricas. “Esse ponto é central: não se trata apenas de falhas técnicas. Existe um padrão de desigualdade no acesso à investigação, ao cuidado institucional e ao direito básico de ser atendido com seriedade”, pontua Adriano Dias.

Baixada Fluminense: o epicentro silencioso dos desaparecimentos

Se na capital o desaparecimento choca, na Baixada Fluminense ele se repete com um grau de naturalização perigoso. Dados compilados a partir de registros do ISP indicam que, entre 2003 e julho de 2023, a Baixada Fluminense registrou 27.985 pessoas desaparecidas, o que equivale a 25% do total do estado no período. O mesmo boletim destaca um problema grave: muitos casos que deveriam ser tratados como desaparecimentos forçados acabam rebaixados a uma categoria genérica de “pessoas desaparecidas”, em um contexto em que o país ainda convive com lacunas de tipificação, registro e responsabilização adequadas.

A dimensão territorial desse terror aparece também na cartografia das chamadas “áreas de desova”. Em 2025, levantamento divulgado pela Ponte Jornalismo, com base em mapeamento da IDMJR, apontou 116 cemitérios clandestinos e outras áreas de desova na Baixada Fluminense, associados a dinâmicas de violência e controle territorial. “Quando um território acumula desaparecimentos, ocultação e medo estruturado, investigar ‘caso a caso’, sem inteligência integrada e sem proteção a testemunhas, vira muitas vezes uma encenação de procedimento”, afirma Adriano Dias.

Casos que seguem se repetindo: Edson Davi

A ComCausa – Defesa da Vida vem acompanhando casos que evidenciam como o desaparecimento de pessoas continua atravessando o cotidiano de inúmeras famílias no Rio de Janeiro, produzindo medo, desorganização da vida e uma espera que não deveria existir.

Edson Davi, desaparecido na Barra da Tijuca em 4 de janeiro de 2024, tornou-se um dos casos mais emblemáticos deste ciclo recente. O caso passou a sintetizar, para muita gente, aquilo que as estatísticas já indicam: o desaparecimento não é episódio isolado, é um problema estrutural — e a cobrança por respostas, investigação completa e transparência segue crescendo.

“A repetição de histórias com grande visibilidade pública e, ainda assim, sem resolução definitiva, reforça um diagnóstico duro: não faltam casos, relatos e evidências de dor. O que falta é capacidade de resposta do Estado na mesma proporção — com integração, prioridade, técnica e humanidade”, diz Adriano Dias.

O que precisa mudar: medidas que salvam tempo, prova e dignidade

Se o desaparecimento é uma corrida contra o tempo, o Estado não pode operar na lógica da espera. Precisa agir como emergência, com procedimento imediato, coordenação real e responsabilidade pública — porque cada hora perdida custa prova, reduz a chance de localização e amplia o sofrimento das famílias.

Entre as medidas apontadas por diagnósticos e debates especializados, a ComCausa – Defesa da Vida destaca: registro imediato e padronizado da ocorrência, sem barreiras burocráticas e sem tratamento discriminatório; integração efetiva de bases e fluxos de informação entre polícia, hospitais, IML e assistência social, para evitar o “sumiço burocrático” que paralisa diligências; apoio psicossocial e jurídico contínuo, com capilaridade e descentralização; inteligência territorial e prioridade operacional nas regiões mais afetadas, especialmente na Baixada Fluminense; e transparência e prestação de contas, com comunicação clara às famílias sobre o que foi feito, o que está sendo apurado, quais hipóteses estão em análise e quais são os próximos passos.

Por que Priscila Belfort continua sendo um alerta

O desaparecimento de Priscila não “acabou” com o passar do tempo. Ele permanece como ferida aberta — e como um espelho incômodo: se um caso tão conhecido pode atravessar décadas sem prova conclusiva e sem resposta definitiva, o que acontece com as milhares de famílias que nem chegam à mídia?

“A Defesa da Vida exige que o desaparecimento seja tratado como prioridade de Estado”, conclui Adriano Dias. “E, quando o Estado falha, a sociedade civil e as redes de apoio precisam existir para que nenhuma família atravesse isso sozinha.”

Nova Iguaçu proíbe a realização evento de “grau em motos”

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O que estava sendo anunciado nas redes sociais como um grande encontro de motociclistas não vai acontecer. A Prefeitura de Nova Iguaçu embargou a realização do evento “Aero Grau 1.0”, previsto para o dia 18, na pista do Aeroclube no município, que pertence à União. O município já comunicou à Aeronáutica sobre a proibição da atividade.

A ação foi tomada nesta sexta-feira (9) por agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, que lavraram um auto de embargo contra a loja Lucky Moto Peças, responsável pela organização do evento. O motivo é claro: não há autorização municipal para a realização da atividade.

Além disso, o local escolhido acendeu o alerta das autoridades. A pista do Aeroclube pertence à União e fica ao lado do Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz (HerCruz), onde pacientes estão internados e em processo de recuperação. Para a Prefeitura, permitir um evento desse tipo ali seria inaceitável.

Segundo a Secretaria de Ordem Pública, o “Aero Grau 1.0” apresenta riscos à saúde, à higiene, à segurança e ao sossego público, conforme estabelece a Lei nº 2.112/91, o Código Municipal de Posturas. A divulgação nas redes sociais reforçou a necessidade de intervenção imediata.

“O evento está embargado. Ele não pode acontecer e não vamos permitir que aconteça”, afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, tenente-coronel Fernando Bastos. “Não existe autorização para esse tipo de evento, ainda mais ao lado de um hospital. Seria um desrespeito total com pacientes e profissionais de saúde.”

Os organizadores divulgaram que o evento estaria “totalmente legalizado”. A prática conhecida como “grau” consiste em empinar a motocicleta, equilibrando-se apenas sobre a roda traseira — uma manobra considerada perigosa.

Em vias públicas, esse tipo de prática é ilegal. A legislação prevê multa e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Por isso, a Prefeitura reforça que não autoriza eventos dessa natureza e seguirá atuando para garantir a ordem, a segurança e o bem-estar da população.

Temperatura em alta: Rio entra no nível 2 do Protocolo de Calor nesta sexta-feira

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O Rio de Janeiro atingiu o segundo nível do Protocolo de calor nesta sexta-feira, dia 09 de janeiro de 2026. O Calor 2 é o segundo de cinco níveis de calor, e caracteriza-se pela previsão ou registro de Índices de Calor (IC) – temperatura e umidade – acima de 36°C por um ou dois dias consecutivos e por quatro horas ou mais.

Segundo o Sistema Alerta Rio, esta sexta será de fato quente, com temperatura máxima prevista de 37°C. As temperaturas permanecem elevadas entre o sábado e a terça-feira (13/01).

Veja a seguir as principais recomendações para o cidadão:

– Aumente a ingestão de água ou de sucos de frutas naturais, sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede;

– Consuma alimentos leves, como frutas e saladas;
– Utilize roupas leves e frescas;
– Evite bebidas alcoólicas com elevado teor de açúcar. Pode provocar desidratação;
– Evite a exposição direta ao sol, em especial, das 10h às 16h;
– Informe-se sobre os níveis de calor na cidade do Rio de Janeiro por meio das redes sociais e sites do Centro de Operações e da Secretaria Municipal de Saúde;

– Não deixe de tomar medicamentos de rotina. O calor pode prejudicar mais quem tem hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca;

– Cuidados com pets: evite passeios entre 10h e 16h e cheque a temperatura do solo. Não esqueça de disponibilizar água fresca para o seu pet. Hidratação é fundamental;

– Ofereça água com frequência a crianças e idosos, mesmo que não sintam sede.

Após rompimento, sistema Guandu volta a operar com 100% da capacidade depois de reparo emergencial na Baixada Fluminense

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O Sistema Guandu voltou a operar com 100% da capacidade às 7h31 desta quinta-feira (8/1), após a conclusão de reparo emergencial em tubulação interna.

O serviço foi realizado na tarde de ontem (7/1) em tubulação que transporta água tratada da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu para o Reservatório Marapicu, em Nova Iguaçu. Durante a execução do reparo, o sistema operou com 50% da capacidade, sem interrupção da produção de água.

O reparo foi concluído na madrugada desta quinta-feira, às 2h, permitindo a retomada total da operação nas primeiras horas da manhã.

Em razão do período de redução, a Cedae recomenda o uso consciente da água nas próximas horas. O prazo para normalização do abastecimento deve ser informado pelas concessionárias Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento, de acordo com as respectivas áreas de atuação.
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