A indefinição jurídica sobre o resultado da eleição para o Governo do Rio de Janeiro começou a impactar diretamente o ritmo da transição de Douglas Ruas. Diante do risco real de uma reviravolta que determine a realização do segundo turno, Ruas do PL, que foi declarado eleito no primeiro pleito, demonstrou incômodo com o cenário de incerteza e pisou no freio ao divulgar a composição de sua futura equipe de gestão.
Após sinalizar para pessoas próximas, que apresentaria a nominata completa dos seus auxiliares, Ruas limitou-se a anunciar apenas três nomes para o primeiro escalão. A cautela reflete a expectativa quanto ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode anular a recontagem feita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) após o indeferimento da candidatura de Anthony Garotinho.
Do outro lado da disputa, o ex-prefeito da capital e candidato Eduardo Paes (PSD) voltou às redes sociais para pressionar por uma definição rápida e defender a realização da nova votação. Paes sustenta que o segundo turno está pautado juridicamente e que a anulação dos votos de Garotinho não deveria alterar o percentual necessário para definir o pleito ainda na primeira etapa.
A palavra final sobre a disputa agora está nas mãos do ministro Cristiano Zanin, relator da Ação Direta de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no STF. Cabe ao magistrado analisar os pareceres das instâncias eleitorais e decidir se mantém a vitória de Ruas em primeiro turno ou se determina a convocação do eleitorado fluminense de volta às urnas.

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