Por falta de sedativos, pacientes ficam acordados, ‘amarrados e pedindo para não morrer’ no Rio - Jornal Destaque Baixada

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quarta-feira, abril 14, 2021

Por falta de sedativos, pacientes ficam acordados, ‘amarrados e pedindo para não morrer’ no Rio


Desde o início da pandemia, o Brasil vem sofrendo não só com o vírus, mas também com a corrupção que assola o país. O Estado do Rio, na certeza saiu na frente neste quesito de lavagem de dinheiro. Muitos hospitais que foram prometidos, nem se quer saíram do papel e os que chegaram a ser montados, não atenderam nenhum paciente naquele momento do avanço do vírus.

Diante de tantos processos sem licitações, o MP do Rio chegou a instaurar um inquérito civil a respeito da utilização do Hospital Modular de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, construído para atender pacientes de covid-19, mas a primeira onda passou e a unidade não chegou a ser aberta. De acordo com os dados, o governo do estado investiu R$ 62 milhões na unidade, que foi concluída em julho. Depois de um ano pronto, a unidade foi inaugurada no dia 3 de abril deste ano, porém não com os 300 leitos prometidos, bem mais abaixo.

Ainda falando do Rio, uma revelação de uma enfermeira do que trabalha no Hospital Municipal Albert Schweitzer, na Zona Oeste, deixou muita gente de cabelo em pé! Na realidade, se aprofundando da situação, o caso se torna ainda mais apavorante. Segundo ela, ao longo de todo o processo, os pacientes intubados estão acordados e amarrados por causa de falta de sedativos.

“Na sala vermelha, os pacientes estão intubados e amarrados, estão vivenciando tudo acordado e sem sedativo, pois não tem nenhum sedativo, acabou tudo.’, afirmou a profissional ao portal G1, em reportagem publicada nesta quarta-feira 14. “Eles ficam tudo acordados, sem sedativos, intubados, amarrados e pedindo para não morrer”.

Até a publicação desta reportagem, o Rio seguia com a maior taxa de pacientes intubados desde o começo da pandemia, com a taxa de ocupação das UTIs em 91%. Desde o fim de março, gestores de hospitais públicos e particulares alertavam sobre a possibilidade de escassez de medicamentos sedativos utilizados no procedimento.

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14/04/2021

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