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Castro viajou de jatinho do governo do RJ para o Carnaval de Salvador, Gramado e a F1; contrato já custou R$ 18,5 milhões

quinta-feira, maio 07, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada


RIO DE JANEIRO – O uso de aeronaves fretadas pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro tornou-se o centro de uma nova polêmica envolvendo o ex-governador Cláudio Castro. Levantamentos apontam que a frota de táxi aéreo, paga com recursos públicos, foi utilizada para deslocamentos que extrapolam a agenda administrativa, incluindo destinos turísticos e eventos de lazer em companhia de familiares e aliados políticos.

Entre março de 2023 — início da vigência do contrato de aluguel — e março deste ano, quando renunciou ao cargo, Castro realizou um total de 225 viagens. Embora a maior parte (153 voos) tenha tido como destino Brasília para agendas institucionais, uma parcela significativa dos trajetos levanta questionamentos sobre a finalidade do gasto:

Salvador (BA): Viagem para a abertura do Carnaval.
São Paulo (SP): Deslocamento para acompanhar a etapa da Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos.
Gramado (RS): Ida ao tradicional Festival de Turismo.

Em diversas dessas ocasiões, o ex-governador não estava apenas acompanhado de secretários, mas também de parentes e políticos fluminenses, sem que houvesse uma justificativa clara de interesse público para a presença de acompanhantes civis em voos oficiais.

O contrato de fretamento de jatinhos é um dos itens de peso nas contas do estado. Até o momento, o montante pago à empresa de táxi aéreo já soma R$ 18,5 milhões.

O valor gera críticas da oposição e de órgãos de controle, que questionam a eficiência do gasto frente à crise fiscal que o Rio de Janeiro atravessa. O custo médio por viagem e a natureza dos destinos são os principais pontos de auditoria.

Procurado para comentar os dados, o ex-governador Cláudio Castro se manifestou por meio de nota oficial. O texto defende a legalidade dos procedimentos:

"Todas as viagens realizadas durante a sua gestão, por meio de voos fretados, seguiram rigorosamente a legislação vigente."

A defesa sustenta que os deslocamentos foram necessários para a representação do estado e para o cumprimento de agendas que exigiam agilidade de transporte. No entanto, a nota não detalha especificamente a presença de familiares nos voos para eventos de lazer.
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