O avanço rápido das internações por doenças respiratórias acendeu o sinal de alerta máximo na saúde pública do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com os dados mais recentes da Fiocruz, o território fluminense já soma 7.042 internações e 424 mortes decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas este ano.
De acordo com o Boletim InfoGripe da Fiocruz, os índices atuais estão elevados e mantêm uma tendência de forte crescimento a curto prazo, o que justificou a mudança para o status de alerta.
Os vírus por trás do surto e as cidades mais afetadas
O monitoramento epidemiológico indica que dois perfis de pacientes estão sendo os mais atingidos pelos vírus em circulação:
Crianças de até 2 anos: O principal causador do aumento de internações neste grupo é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Idosos: O vírus Influenza (gripe tradicional) continua sendo a maior preocupação, concentrando a maioria das mortes registradas na população idosa.
Geograficamente, a Região Metropolitana e polos do interior concentram a maior parte dos leitos ocupados. O ranking de municípios com mais internações por SRAG é liderado pela Capital, seguida em ordem por São Gonçalo, Niterói, Petrópolis, Macaé e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense
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Baixa procura por vacina trava combate à síndrome
Embora a vacinação seja apontada por especialistas como a ferramenta mais eficaz para evitar o agravamento dessas infecções, a adesão da população no Rio está muito abaixo do esperado.
Até o início de junho, o panorama da campanha contra a gripe aponta um cenário crítico:
Cobertura atual: Apenas 27,5% do público-alvo prioritário foi vacinado (cerca de 1,2 milhão de doses aplicadas).
Meta oficial: O Ministério da Saúde estipula que o ideal é imunizar 90% desse grupo.
Quem deve se vacinar com urgência: Crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes e profissionais de saúde.
As doses de proteção continuam disponíveis gratuitamente nos postos de saúde e clínicas da família de todos os municípios do estado.
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