RIO DE JANEIRO – O prefeito Eduardo Cavaliere anunciou que a ex-servidora Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, continuará fora dos quadros da prefeitura. Professora de carreira, ela estava afastada desde janeiro de 2023 e foi demitida em março deste ano. O prefeito garantiu que a decisão está mantida e que ela não voltará a dar aulas na rede municipal.
A declaração foi feita após o encerramento do julgamento, na madrugada de quinta, onde o padrasto de Henry, Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Monique recebeu perdão judicial pelo homicídio culposo e teve a pena por omissão considerada cumprida.
Manifestação do Prefeito
Nas redes sociais, Cavaliere criticou o desfecho do julgamento:
"Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros, condenada pelo homicídio culposo do próprio filho (...). Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida."
O prefeito completou afirmando que a medida visa proteger a comunidade escolar e que não medirá esforços para que a ex-servidora permaneça longe das salas de aula municipais.
O que determinou a Justiça
O Tribunal do Júri entendeu que Monique não teve a intenção de matar o filho, desclassificando o crime para homicídio culposo. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu o perdão judicial extinguindo a punição por este crime, apontando que Monique já sofreu consequências severas, como a perda do filho, o período presa e o forte impacto social. A magistrada também destacou que houve uma cobrança da opinião pública sobre a figura materna mais intensa do que o normal ao longo dos últimos cinco anos.
Pelo crime de omissão diante da tortura, Monique foi condenada a 1 ano e 4 meses em regime aberto, mas a Justiça considerou a pena quitada pelo tempo em que ela já esteve em prisão preventiva.
