RIO DE JANEIRO — O candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), colocou a segurança pública no centro das prioridades de seu plano de governo. Em entrevista concedida à jornalista Isabele Benito, na Rádio Tupi, o postulante ao Palácio Guanabara afirmou que pretende retomar os territórios sob o domínio de facções criminosas e milícias no estado.
Durante a sabatina, Paes declarou que criminosos que portarem armas de fogo e entrarem em confronto direto com os agentes de segurança pública deverão ser "neutralizados".
No entanto, o candidato enfatizou que ações estritamente operacionais não resolvem o problema de forma definitiva. A estratégia apresentada prevê a associação de incursões policiais com inteligência e investigação continuada para evitar a reocupação dessas áreas por grupos armados.
"Não adianta neutralizar e no dia seguinte a turma está de volta", ressaltou Paes.
Entre as propostas estruturais para a área, o candidato prometeu recriar a Secretaria de Estado de Segurança Pública. O objetivo da pasta será centralizar a coordenação e o planejamento das polícias Civil e Militar. Paes defendeu ainda que o comando e as decisões táticas das corporações fiquem protegidos de interferências de deputados estaduais.
No campo do combate ao poder econômico do crime, o plano prevê o estrangulamento financeiro das organizações por meio do compartilhamento de dados e ações conjuntas com órgãos federais e de fiscalização, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público.
"Segurança pública é política de Estado", concluiu o candidato.
