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Sol forte, calor e descuido: Verão intensifica exposição e aumenta alerta para o câncer de pele; saiba uso correto do protetor solar

quinta-feira, janeiro 15, 2026

/ by Jornal Destaque Baixada

É verão e, com o aumento da exposição ao sol, aumenta a importância do uso correto do protetor solar. O cuidado é fundamental diante de um cenário preocupante: o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde.

No Rio de Janeiro, de 2019 a 2025, segundo o painel de oncologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA)/DataSUS já se computam 15.706 novos casos de câncer de pele. Desses, 13.769 são não melanoma (C44) e 1.937 casos de melanoma (C43), que é a forma menos comum, porém mais agressiva da doença. Do total, foram registrados 2.526 óbitos, sendo 1.683 não melanoma e 843 das demais ocorrências. Os dados de 2024 e 2025 ainda estão em consolidação.

Atenta a esse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) tem reforçado a fiscalização de fabricantes de protetores solares.

A Suvisa fiscaliza os fabricantes de protetores solares no estado, verificando o cumprimento das normas sanitárias vigentes, com o objetivo de minimizar riscos e contribuir para a proteção da saúde da população”, explica a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

O uso de protetores solares de forma irregular ou falsificados representa um risco à saúde, pois pode gerar falsa sensação de proteção, aumentando a exposição aos raios solares e, consequentemente, o risco de queimaduras, envelhecimento precoce da pele e câncer de pele.

Para garantir que o consumidor use o protetor solar de forma correta, além de identificar possíveis fraudes, a dermatologista Gabriela Abrahão, médica do Ambulatório de Dermatologia do Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC) e, atualmente, consultora da Suvisa em vigilância sanitária para serviços de estética, traz as dicas.

Qual é a importância do FPS?

O protetor solar é um produto de risco à saúde e, por isso, deve ter registro na Anvisa, que garante segurança e eficácia. O FPS (Fator de Proteção Solar) indica o tempo de proteção da pele contra os raios ultravioleta, principalmente o UVB, responsável por vermelhidão e queimaduras, podendo causar dano em poucos minutos sem proteção. A radiação UVB também contribui para o fotoenvelhecimento e aumenta o risco de câncer de pele, especialmente o melanoma.

O que significa o número do FPS?

O FPS não indica a “força” do produto, mas sim o tempo de proteção. Por exemplo, um FPS 30 protege a pele por aproximadamente 30 vezes o tempo que ela levaria para sofrer dano sem proteção. Considerando que o sol pode causar dano em cerca de cinco minutos, um FPS 30 pode proteger por aproximadamente 150 minutos, desde que usado corretamente.

O FPS protege contra quais tipos de radiação?

O FPS está diretamente relacionado à proteção contra os raios ultravioleta B. No entanto, é fundamental que o protetor solar seja de amplo espectro, ou seja, que também proteja contra os raios ultravioleta A, que contribuem para o envelhecimento precoce da pele e outros danos cumulativos.

Por que o protetor solar deve ser usado diariamente?

O uso do protetor solar não deve ocorrer apenas em exposição direta ao sol. Ele é importante também no dia a dia, em dias nublados e dentro de casa, pois protege contra os raios UVA e UVB.

Qual é o FPS mínimo recomendado?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetor solar com FPS mínimo de 30 para a população em geral, sempre com proteção de amplo espectro. Quanto maior o FPS, maior será o tempo de proteção, desde que respeitada a reaplicação adequada.

Como escolher o FPS ideal para cada pessoa?

A escolha do FPS depende da rotina, do estilo de vida e do tipo de pele. Pessoas com pele mais clara, que possuem menos melanina, precisam de FPS mais alto. Indivíduos com histórico pessoal ou familiar de câncer de pele devem iniciar o uso com FPS 50 ou superior, e quem trabalha exposto ao sol.

O protetor solar deve ser escolhido apenas pelo FPS?

Não. Além do FPS, é importante escolher um protetor adequado ao tipo de pele, como pele oleosa, seca, sensível, ou infantil, e que se encaixe na rotina diária, considerando exposição ao sol, ao ambiente interno e até à luz artificial.

Crianças e adultos podem usar o mesmo protetor solar?

Não. Crianças devem utilizar protetores solares específicos para a pele infantil, que é mais fina e sensível. Esses produtos possuem fórmulas mais suaves, hipoalergênicas, sem fragrâncias, corantes ou substâncias irritantes. Em casos específicos, adultos com pele sensível ou alergias podem usar protetor infantil, mas o contrário não é recomendado.

Que tipo de protetor é indicado para bebês e crianças?

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso de protetores solares físicos ou minerais para crianças acima de seis meses. Esses protetores geralmente contêm óxido de zinco ou dióxido de titânio, criando uma barreira física sobre a pele. Para crianças, o FPS deve ser a partir de 50, respeitando sempre a indicação do fabricante para cada faixa etária.

Produtos muito baratos ou vendidos fora de locais regulares oferecem riscos?

Sim. Produtos muito baratos ou vendidos sem regulamentação podem oferecer riscos significativos à saúde. Muitos não possuem registro na Anvisa, o que impede a garantia de eficácia, segurança e composição correta. Esses produtos podem não oferecer o FPS prometido e causar irritações, alergias ou até intoxicações.

Quais são os principais riscos desses produtos?

Os principais riscos incluem proteção solar inadequada, aumento do risco de queimaduras e câncer de pele, falsificação, presença de ingredientes de baixa qualidade ou substâncias tóxicas e, em alguns casos, riscos por inalação em produtos em spray ou pó.

Como garantir que o protetor solar é seguro?

É fundamental comprar o produto em locais confiáveis, verificar se possui registro na Anvisa, conferir o prazo de validade, observar a integridade da embalagem e checar se as informações do rótulo estão completas e corretas. Preços muito baixos devem sempre gerar desconfiança.

O protetor solar pode perder a eficácia se for armazenado incorretamente?

Sim. O armazenamento inadequado pode comprometer a eficácia do protetor solar. Calor excessivo, luz solar direta e umidade podem degradar os ingredientes ativos do produto, reduzindo sua capacidade de proteção.

Quais cuidados devem ser tomados no armazenamento?

O protetor solar deve ser mantido em local fresco, seco e longe da luz solar direta. Não deve ser deixado dentro do carro, especialmente no porta-luvas, nem em locais com grande variação de temperatura ou umidade, como banheiros. Em praias ou piscinas, o ideal é mantê-lo na sombra ou em bolsa térmica.

Quais sinais indicam que o protetor solar não deve mais ser usado?

Mudanças na textura, separação de fases, presença de grumos, alteração de cheiro ou odor diferente do original são sinais de degradação. Mesmo dentro do prazo de validade, o produto deve ser descartado se apresentar essas alterações.

Qual é a quantidade correta de protetor solar?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica uma quantidade aproximada de 2 mg por centímetro quadrado de pele. Para facilitar, utiliza-se a regra da colher ou dos três dedos. No rosto, cabeça e pescoço, a quantidade é equivalente a uma colher de chá ou uma linha contínua nos três dedos. Para o tronco, são duas colheres de sopa, sendo uma para a parte da frente e outra para as costas. Já nos braços, uma colher de chá para cada braço. Cada perna pede duas colheres de chá, sempre aplicando de forma generosa e uniforme.

Quando o protetor solar deve ser aplicado?

A aplicação deve ser feita entre 15 e 30 minutos antes da exposição solar, com o corpo limpo e sem roupas, garantindo a cobertura de todas as áreas expostas, como orelhas, pescoço, pés, mãos e couro cabeludo em pessoas sem cabelo. A reaplicação deve ocorrer a cada duas horas ou sempre após suor excessivo, entrada e saída da água ou uso de toalha para secar a pele, pois esses fatores reduzem a eficácia do produto.

Quais são os problemas mais frequentes encontrados em protetores solares e que podem ser sinais de alerta ao consumidor?

Os mais frequentes são produtos vencidos, ausência de registro, rótulos ilegíveis e/ou adulterados, armazenamento inadequado e comercialização em locais não autorizados. Há informações obrigatórias nas embalagens, como lote, validade, fabricante e instruções de uso.

Ao identificar um produto falsificado, como o consumidor deve proceder?

O consumidor pode denunciar diretamente à Vigilância Sanitária do seu município. No âmbito estadual, o contato é via Ouvidoria 0800 025 5525 e, ainda, há outros canais disponíveis no site https://www.saude.rj.gov.br/ouvidoria/participe
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