O governador Cláudio Castro (PL) confirmou sua saída do cargo, em uma estratégia traçada para tentar preservar seus direitos políticos. A decisão ocorre apenas 24 horas antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar, na terça-feira (24), o julgamento que pode resultar em sua cassação.
A renúncia, articulada após dias de intensas negociações, visa esvaziar a motivação do processo no TSE. Aliados de Castro acreditam que deixar o posto voluntariamente antes da conclusão do julgamento pode afastar o risco de inelegibilidade, permitindo que ele mantenha seus planos eleitorais para este ano.
Com a vacância do cargo, o estado passará por uma eleição indireta. Caberá aos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) eleger um novo governador para um "mandato-tampão", que administrará o Rio até a posse do eleito nas eleições gerais de outubro.
Nos bastidores, o clima é de insatisfação. Interlocutores afirmam que Castro demonstrou forte incômodo com lideranças do PL. Na avaliação do agora ex-governador, o partido não se empenhou como deveria na articulação de sua defesa junto aos ministros do TSE.
Castro chegou a cogitar permanecer no cargo para dificultar composições políticas da chapa no estado, mas cedeu ao entendimento de que a saída antecipada produz melhores efeitos políticos imediatos.
Apesar do revés jurídico, Cláudio Castro mantém a intenção de disputar uma vaga no Senado Federal.
Plano A: Disputar a eleição com pleno direito após a renúncia.
Plano B: Caso venha a ser condenado pelo TSE, a defesa estuda manter a candidatura sub judice (sob análise judicial) enquanto recorre das instâncias superiores.
O Palácio Guanabara agora aguarda os ritos da Alerj para a definição do sucessor provisório, enquanto o mundo político volta os olhos para Brasília, onde o desfecho do julgamento de terça-feira definirá o tom da campanha eleitoral fluminense.
