O Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), conhecido como Hospital da Posse, vive um cenário alarmante em 2026. Dados oficiais da unidade revelam que o número de vítimas de acidentes de moto disparou: foram 1.101 atendimentos realizados apenas em janeiro e fevereiro. A marca representa uma média de 19 casos por dia, o que equivale a praticamente um acidentado dando entrada na unidade a cada hora.
O volume atual de atendimentos não só é alto, como supera significativamente os registros dos anos anteriores. Em janeiro de 2026, o hospital atingiu seu recorde histórico mensal, com 592 vítimas.
| Período (Jan/Fev) | Atendimentos |
| 2024 | 613 |
| 2025 | 485 |
| 2026 | 1.101 |
O secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti, alerta que a maioria desses acidentes poderia ser evitada. Segundo ele, esses casos sobrecarregam a estrutura pública devido à complexidade dos ferimentos.
“Acidentes de moto costumam gerar traumas graves e demandam uma estrutura complexa, com equipes multiprofissionais, cirurgias e internações”, afirmou o secretário.
No Centro de Trauma do HGNI, a situação é ainda mais nítida: atualmente, 7 em cada 10 pacientes atendidos no setor são motociclistas.
O diretor-geral do HGNI, Ulisses Melo, aponta que o crescimento da circulação de motos — impulsionado por serviços de entrega e transporte por aplicativos — é um dos fatores que explicam o aumento das ocorrências. Ele ressalta que a pressa e manobras arriscadas no trânsito têm gerado consequências definitivas.
“Vemos pacientes jovens que precisam lidar com cirurgias, longos períodos de recuperação e, em alguns casos, sequelas permanentes”, destacou o diretor, reforçando que o impacto vai muito além da emergência, alterando permanentemente a vida das vítimas.
