DUQUE DE CAXIAS – A violência contra representantes políticos volta a assombrar a Baixada Fluminense. Na tarde deste sábado (25), o suplente de vereador Filipinho Cardoso foi assassinado a tiros no bairro Figueira, em Duque de Caxias. Este é o segundo caso de homicídio envolvendo políticos da região em um intervalo de apenas quatro dias.
O Crime na Figueira
De acordo com relatos de testemunhas, Filipinho estava dentro de um depósito de bebidas na Avenida Demétrio Ribeiro quando ocupantes de um veículo passaram atirando. Após os disparos, os criminosos fugiram do local.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o suplente, atingido na região da cabeça, é carregado por populares e colocado no banco traseiro de um carro particular para socorro imediato. Ele foi levado ao Hospital Municipal Adão Pereira Nunes (HMAPN), mas, segundo a unidade de saúde, não resistiu aos ferimentos e chegou ao local já sem vida.
Equipes do 15º BPM (Duque de Caxias) foram acionadas para verificar a ocorrência no hospital e isolar a área do crime. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) assumiu as investigações e realizou a perícia no estabelecimento.
Onda de Violência Política
A execução de Filipinho Cardoso ocorre menos de uma semana após o ataque que vitimou o vereador de Nova Iguaçu, Germano Silva de Oliveira, o "Maninho de Cabuçu".
Na última quarta-feira (22), o parlamentar de 58 anos foi baleado por criminosos em uma moto nas proximidades do Posto Aliança, no bairro Cabuçu.
Maninho chegou a ser atendido na UPA de Cabuçu e transferido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), onde passou por cirurgia na região lombar, mas faleceu na manhã de quinta-feira (23).
A DHBF trabalha para identificar os autores e a motivação de ambos os crimes. Até o momento, não há informações oficiais que confirmem uma conexão direta entre os dois assassinatos, mas o curto intervalo entre as execuções de figuras públicas acende um alerta sobre a segurança e a estabilidade política nos municípios da Baixada Fluminense.
A polícia pede que qualquer informação que ajude na identificação dos envolvidos seja reportada anonimamente ao Disque Denúncia.
