Inicialmente tratado como invasão seguida de abuso, caso teve reviravolta após laudo de necropsia descartar violência sexual e apontar contradições no depoimento da suspeita.
SÃO JOÃO DE MERITI – Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam, no último sábado (9), a madrasta de Myrella Freire Venceslau, de 12 anos. Ela é a principal suspeita pela morte da adolescente, ocorrida na última sexta-feira (8), no bairro Vila Rosali. O nome da mulher não foi divulgado pelas autoridades.
Myrella foi encontrada em sua residência com diversas marcas de espancamento. Na ocasião, a menina foi socorrida e levada ao Hospital Municipal de Meriti, mas, devido à gravidade dos ferimentos, não resistiu e faleceu na unidade de saúde.
Reviravolta nas Investigações
O caso, que chocou a comunidade local, apresentava inicialmente uma linha de investigação diferente. Com base nos relatos preliminares, a polícia trabalhava com a hipótese de que um homem teria invadido a casa para abusar sexualmente da vítima e agredi-la.
No entanto, o curso do inquérito mudou drasticamente após dois pontos fundamentais, onde o exame pericial concluiu que não houve violência sexual, desmentindo a suspeita inicial de abuso.
A madrasta afirmou em depoimento que não estava no local no momento do crime, alegando ter saído para uma entrevista de emprego e deixado Myrella sob os cuidados do irmão caçula.
"A DHBF descobriu que a versão apresentada era incompatível com os elementos apurados e que o álibi não se sustentava", informou a especializada em nota.
Diante das evidências e das contradições nos novos depoimentos colhidos, a Polícia Civil concluiu que a madrasta estava na residência no momento das agressões. Com a queda da tese de invasão, a DHBF solicitou a prisão temporária da mulher, que foi prontamente expedida pela Justiça e cumprida pelos agentes.
A investigação continua para determinar a motivação do crime e se houve a participação de outras pessoas. O espaço segue aberto para a defesa da suspeita.
