Com a interrupção programada, a produção de água potável ficará suspensa até as 4h de quarta-feira (4/11). A paralisação afetará a capital do estado e sete municípios da Baixada Fluminense: Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) mobilizará um contingente de 500 operários distribuídos em mais de 100 frentes de trabalho simultâneas. Durante o período de paralisação, as equipes farão vistorias, limpeza e reparos preventivos e corretivos em motores, bombas e estruturas da estação.
Entre as principais intervenções programadas pela empresa está a instalação de um macromedidor de vazão, equipamento responsável por aferir o volume de água que trafega em tubulações de grande porte.
"A manutenção preventiva aumenta a garantia de que o sistema chegue ao verão em plenas condições operacionais, diminuindo a chance de alguma paralisação emergencial ou redução da produção, justamente no período de maior consumo", ressaltou a diretora de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Elisa Silva.
Retomada gradativa e orientação ao consumidor
A retomada da captação e do tratamento de água pela Cedae ocorrerá de forma progressiva assim que os serviços forem concluídos na quarta-feira. Por conta do tempo necessário para que a rede volte a operar com pressão máxima, a empresa orienta os moradores a reservarem água e adiarem tarefas domésticas que demandem grande volume de consumo.
As informações sobre a redistribuição e a regularização do fornecimento em cada bairro cabem às concessionárias privadas responsáveis pelo abastecimento na ponta — Águas do Rio, Rio + Saneamento e Iguá.
A Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu produz em média 43 mil litros por segundo e abastece cerca de 9 milhões de pessoas. Desde 2007, o complexo mantido pela Cedae figura no livro dos recordes (Guinness World Records) como a maior estação de tratamento de água de operação contínua do planeta.
